Escabiose ou sarna é um termo genérico usado para descrever lesões na pele causadas por espécies de ácaros em animais ou seres humanos.

Os ácaros são parasitas microscópicos de oito patas que podem viver em animais, incluindo cães, gatos e humanos. Eles se enterram na pele ou nos folículos pilosos para depositar seus ovos.

Diferentes espécies de ácaros afetam diferentes animais – por exemplo, os ácaros sarcóticos da espécie Sarcoptes scabii canis causam lesões em cães.. Os seres humanos não são afetados  por escabiose de  cães ou gatos.

Os ácaros que afetam os seres humanos são uma subespécie diferente chamada Sarcoptes scabiei hominis. Estes ácaros causam um tipo de lesão  contagiosa denominada escabiose que pode se espalhar rapidamente entre as pessoas através do contato físico.

Os ácaros não sobrevivem bem na pele humana. Após o contato com um animal afetado, uma pessoa pode notar vergões vermelhos, semelhantes a uma picada de mosquito, mas isso deve ser temporário. A administração de cortisona para reduzir a inflamação e a coceira.

A fecundação do ácaro ocorre na superfície da pele. Logo após o macho morrer, a fêmea penetra na pele humana, cavando um túnel, por um período aproximado de 30 dias. Depois, deposita seus ovos. Quando eles eclodem, liberam as larvas que retornam à superfície da pele para completar seu ciclo evolutivo. Este processo de maturação é de 21 dias. A escabiose pode ser transmitida  através de contato físico próximo com uma pessoa que já tem a condição. Com menos frequência, pode ser transmitida compartilhando roupas ou roupas de cama com uma pessoa infectada.

Sintomas

A escabiose ou sarna é uma doença comum em todo o mundo. É mais problemático em áreas superlotadas ou com saneamento deficiente.

Indivíduos  que nunca tiveram contato com o Sarcoptes scabiei hominis  antes, os sintomas podem não aparecer por 2 a 6 semanas após a infecção. No entanto  pode espalhar escabiose para outras pessoas mesmo assintomáticas.

Os  sintomas podem ocorrer  de 1 a 4 dias após a infecção.

Os sintomas incluem:

– coceira intensa, que piora à noite;

–  erupção cutânea entre os dedos, que pode parecer com pequenas bolhas;

– pequenos rastros de bolhas ou inchaços, chamados linhas de toca, onde os ácaros caminham.

As lesões  aparecem comumente em áreas com pregas cutâneas, incluindo os dedos das mãos, palmas das mãos, nádegas, sob o peito, e o joelho e o cotovelo.

O diagnóstico é geralmente clínico, pelo achado dos túneis e pelas áreas características do aparecimento das lesões de escabiose. Pacientes idosos, ou já tratados com corticoides, podem ser difíceis de ser diagnosticados. Neste caso é preciso fazer uma pesquisa do parasita na pele, coletando o material nas lesões dos sulcos.

A escabiose pode ser tratada com o uso de escabicidas, que são drogas que matam os ácaros e destroem os óvulos. Escabicidas devem ser prescritos por um médico.

Medicamentos utilizados para escabiuose  incluem creme de permetrina 5% (Elimite), loção de lindano, crotamiton (Eurax) ou ivermectina (Stromectol).

Estes medicamentos devem ser usados da seguinte maneira:

Aplicar o creme na pele limpa, cobrir todo o corpo até o pescoço para máxima eficácidurante após o tratamento, use roupas limpas, que de preferência devem ser alavadas com água quente.

Parceiros(as) sexuais e pessoas que estejam em contato próximo com a pessoa infectada também devem ser avaliadas e tratadas, pois é altamente contagiosa. Cada pessoa deve ter tratamento ao mesmo tempo para evitar uma reinfecção.

Cuidados adicionais:

Cerca de 3 dias antes do tratamento, lavar todas as roupas, toalhas e roupas de cama com água quente e sabão, depois colocar para secar em local quente. Os ácaros não podem sobreviver por mais de 3 dias quando eles não estão na pele de um  humano.

Fonte:

http://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e-problemas/escabiose-ou-sarna/5/

LARSSON, Maria Helena Matiko Akao. Revista de Saúde Pública. Revista de Saúde Pública, v. 12, p. 333-339, 1978.

HEUKELBACH, Jörg; OLIVEIRA, Fabíola Araújo Sales de; FELDMEIER, Hermann. Ectoparasitoses e saúde pública no Brasil: desafios para controle. Cadernos de Saúde Pública, v. 19, p. 1535-1540, 2003.

ALVES, Andreia Oliveira et al. Escabiose: erupção pápulo-pruriginosa polimórfica em um paciente com tuberculose pulmonar-auxílio da dermatoscopia. Revista da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia, v. 71, n. 4, p. 507-510, 2013.

KOVACS, Fabiana Thais; DE MEDEIROS BRITO, Maria de Fátima. Percepção da doença e automedicação em pacientes com escabiose Disease perception and self medication in patients with scabies. An Bras Dermatol, v. 81, n. 4, p. 335-40, 2006.

Créditos imagem:

http://www.thehealthsite.com/diseases-conditions/tips-to-deal

 

 

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