Pedras nos rins ou cálculo renal é o resultado de um acúmulo de minerais (oxalato de cálcio, entre outros) dissolvidos no revestimento interno dos rins.

Os cálculos renais podem crescer até o tamanho de uma bola de golfe, mantendo uma estrutura cristalina e afiada.

As pedras podem ser pequenas e passam despercebidas através do trato urinário, mas também podem causar dor extrema quando são expelidas.

Sintomas

Esta condição permanece sem sintomas até se mover para o ureter, quando isso ocorre os seguintes sinais e sintomas podem aparecer:

  • Sangue na urina
  • Dor severa na virilha e / ou lado
  • Vômito e náusea
  • Urina com pus
  • Sensação de queimação durante a micção
  • Desejo persistente de urinar
  • Febre e calafrios se houver infecção
Complicações

As pedras nos rins que permanecem dentro do corpo podem levar a muitas complicações, incluindo o bloqueio dos ureteres que é um tubo que liga o rim à bexiga, o que irá impedir a passagem da urina para a bexiga e sua eliminação.

Segundo a pesquisa, pessoas com pedras nos rins têm um risco bem maior de desenvolver doença renal crônica.

Causas

A principal causa de pedras nos rins é falta de água  no corpo.

As pedras são mais comumente encontradas em indivíduos que bebem menos água do que os recomendados oito a dez copos por dia.

Quando não há água suficiente para diluir o ácido úrico, um componente da urina, a urina se torna mais ácida.

Um ambiente excessivamente ácido na urina pode levar à formação de pedras nos rins.

Doenças como doença de Cronh, infecção do trato urinário, acidose tubular renal, hiperparatireoidismo, aumentam o risco de cálculos renais.

Fatores de risco

Os cálculos renais são mais comuns entre homens do que mulheres. A maioria das pessoas que sofrem de pedras nos rins tem  idades entre 30 e 50 anos.   Da mesma forma, uma ocorrência prévia de cálculos renais aumenta o risco de uma pessoa desenvolver cálculos subsequentes no futuro, se não forem tomadas medidas preventivas.

Certos medicamentos podem aumentar o risco de desenvolver cálculos renais. Os cientistas descobriram que o topiramato (Topamax), uma droga comumente prescrita para tratar convulsões e enxaquecas, pode aumentar a probabilidade de desenvolvimento de cálculos renais.

Além disso, é possível que o uso prolongado suplementos de vitamina D e cálcio causem altos níveis de cálcio, que podem contribuir para a ocorrência de  cálculos renais.

Fatores de risco adicionais para cálculos renais incluem dietas ricas em proteína e sódio, mas com baixo teor de cálcio, sedentarismo, obesidade, pressão alta, condições que afetam o modo como o cálcio é absorvido pelo organismo, como cirurgia de bypass gástrico, doença inflamatória intestinal e  diarreia crônica .

Tratamento

O tratamento de pedras nos rins tem como foco  o manejo dos sintomas. A passagem de pedra pode ser muito doloroso.

Se o tratamento hospitalar é necessário, um indivíduo pode ser reidratado através de um tubo intravenoso (IV), e medicação anti-inflamatória.

Analgésicos são frequentemente usados ​​em um esforço para tornar a dor passagem da pedra tolerável. Medicação antiemética pode ser usada em pessoas com náuseas e vômitos.

Em alguns casos, um urologista pode realizar uma terapia por ondas de choque chamada litotripsia. Este é um tratamento que quebra a pedra nos rins em pedaços menores e permite que ela passe.

Pessoas com pedras grandes localizadas em regiões que não permitem litotripsia podem ser submetidas a procedimentos cirúrgicos como a remoção da pedra através de uma incisão nas costas ou a inserção de um tubo fino na uretra.

Dieta

Existem vários alimentos que têm um impacto positivo na saúde renal. Estes podem ajudar a reduzir o risco e o impacto das pedras nos rins. O corpo naturalmente passa a pedra dentro de 48 a 72 horas.

Os feijões-roxos são uma dessas opções.

Outros alimentos que podem proteger os rins incluem:

  • manjericão
  • aipo
  • maçãs
  • uvas
  • romãs

Suplementos de vitamina  B6 e suplementos de piroxidina também têm sido recomendados como tratamentos eficazes.

Prevenção

Para indivíduos saudáveis, a prevenção de pedras nos rins devemos nos manter hidratados, o hábito de ingerir água de 6 à 8 copos por dia, precisa ser doutrinado.

Os médicos também podem prescrever medicamentos para prevenir certos tipos de pedras para indivíduos que estão em maior risco.

Diagnóstico

Vários testes diferentes podem verificar a existência de uma pedra nos rins. Um exame físico pode revelar dor cólica na virilha e a parte mais baixa perto dos rins. Estes são frequentemente sinais de alerta da condição.

Uma análise da urina indicará se há ou não sangue na urina e se há uma infecção subsequente. Exames de sangue podem ser realizados para identificar complicações que podem acompanhar um cálculo renal e verificar a validade do diagnóstico.

Ultrassonografia e tomografia de  abdome são maneira de de identificar a presença de pedras nos rins  através de exames de imagem. A tomografia computadorizada irá determinar o estado do ureter, da bexiga e dos rins, se existe ou não uma pedra, o tamanho exato e a localização da pedra do rim, se ocorreu ou não um bloqueio, e o estado de outros órgãos na área, como o apêndice, aorta e pâncreas.

Fonte:

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MAURER, Robert M.; WILDIN, Robert E. Milk-of-calcium renal stone: report of a case. Radiology, v. 84, n. 2, p. 274-275, 1965.

BASTOS, Rita Maria R.; BASTOS, Marcus G. Tabela de cálculo imediato de filtração glomerular. J Bras Nefrol, v. 27, n. 1, p. 40-3, 2005.

DA SILVA, Mariana Mesquita Henriques; BRUNE, Maria Fernanda Spegiorin Salla. Importância do cálculo da taxa de filtração glomerular na avaliação da função renal de adultos. Rev. Bras. Farm, v. 92, n. 3, p. 160-165, 2011.

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