Os seres humanos possuem a habilidade de reorganizar a  estrutura neural do indivíduo ao viver uma experiência nova, ou seja, a capacidade das sinapses, dos neurônios ou de regiões do cérebro de alterar suas propriedades através do uso ou estimulação que é denominada plasticidade cerebral, ou neuroplasticidade.

Essa flexibilidade do cérebro desempenha um papel importante no desenvolvimento ou declínio do mesmo, e de como as personalidades distintas são moldadas.

As conexões neurais podem lesadas ou interrompidas, e a matéria cinzenta pode sofrer modificações como a diminuição de tamanho. Essas mudanças refletem transformações em nossas habilidades cognitivas.

No entanto, aprender uma nova habilidade pode transmitir novos caminhos neurais ao cérebro, enquanto o envelhecimento pode enfraquecer caminhos neurais que já existiram e resultar na perda de memória.

A American Heart Association / American Stroke Association desenvolveu sete passos, que visam ajudar os indivíduos a manter seus cérebros saudáveis, desde a infância até a velhice. Eles aconselham as pessoas a:

  • Fazer exercícios regulares
  • Ingerir uma dieta saudável
  • Manter peso saudável
  • Controlar o colesterol
  • regular os níveis de açúcar no sangue
  • controlar a pressão sanguínea
  • parar de fumar

Além de hábitos saudáveis, ações simples podem ajudar a manter seu cérebro em dia:

Aprender um novo idioma

Aprender línguas estrangeiras estimula habilidades cognitivas em crianças, beneficia o envelhecimento do cérebro e afia a mente.

Pesquisadores da Escola Superior de Economia de Moscou, Rússia, bem como da Universidade de Helsínque, na Finlândiia, afirmam que aprender línguas estrangeiras aumenta a plasticidade do cérebro e sua capacidade em codificar informações.

Eles explicam que quanto mais idiomas uma pessoa aprende, mais rápido sua rede neural reage para processar os dados acumulados.

Um outro estudo, relizado pela Universidade de Edimburgo no Reino Unido, revelou que falar duas ou mais línguas pode diminuir o declínio cognitivo associado ao envelhecimento, mesmo que as outras línguas sejam aprendidas durante a idade adulta.

Estudar um instrumento musical

Independentemente de estudar um instrumento musical durante a infância ou a idade adulta, liberar nosso Mozart interno provocará um efeito benéfico em seu cérebro.

A exposição à música em idade precoce contribui para o desenvolvimento melhorado do cérebro, estabelece redes neurais e estimula a recuperação cerebral.

Receber treinamento musical na infância demonstrou ser benéfico  para evitar a deterioração das habilidades de escuta da fala em anos posteriores e pode afastar o declínio cognitivo relacionado à idade.

Estudo  publicado no Journal of Neuroscience descobriu a razão pela qual tocar um instrumento musical pode ter um efeito protetor no cérebro.

Os cientistas descobriram que tocar sons em um instrumento altera as ondas cerebrais de forma a melhorar rapidamente as habilidades auditivas. As atividade cerebrais alteradas ilustram que o cérebro pode se recuperar e compensar doenças ou lesões que possam prejudicar a capacidade de realizar tarefas.

Aprender uma tarefa física com a música também demonstrou aumentar a conectividade estrutural entre as áreas do cérebro que são responsáveis pelo processamento de sons e controle de movimentos.

Adicionar apenas algumas dessas atividades à sua programação semanal irá melhorar a mente e dar ao cérebro um impulso. Se tiver tempo para se encaixar em uma tarefa que possa potencializar seu cérebro em sua semana, recomenda-se sair para uma caminhada rápida. A atividade física tem fim de benefícios para o corpo e a mente.

Fonte:

https://www.medicalnewstoday.com/articles/320576.php

Créditos Imagem:

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