Paixão pode ser definida como um sentimento intenso em relação a algo, pessoa, ação, atividade entre outros…

Mas sempre que escutamos esta palavra, PAIXÃO, fazemos uma relação á um sentimento relacionado ao outro.

Estar apaixonado!!! Aahhhhhhh… Que sensação boa.

A paixão nos torna fortes, irracionais, indestrutíveis, destemidos, nos faz flutuar, sonhar acordado, renascer das cinzas…

E, querem saber, realmente??? Esta seria a melhor definição quando nos apaixonamos, renascemos e nos transformamos…

E, a paixão transforma o que é calmo em fogo que arde, queima, sufoca e dói na ausência do ser desejado.

Quando nos apaixonamos, nos perdemos de nós mesmos e nos encontramos no outro, é a entrega total, sem pensar nas consequências…

É uma falta de juízo acompanhado de cegueira de tudo que se relaciona ao objeto de desejo.

Pode-se explicar a paixão do ponto de vista fisiológico, pois ela pode ser representada por uma série de alterações hormonais (hormônios sexuais) e neurológicas (ativação de neurotransmissores) onde, ao nos reportarmos ao objeto de desejo, liberamos descargas adrenérgicas, dopaminérgicas e noradrenérgicas que provocam aquelas sensações de friozinho na barriga, boca seca, coração que bate mais forte, suor frio e até dificuldade de respirar – Oh coisa boa né gente?? – além da ativação na transmissão de endorfinas (neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem estar).

No entanto, estes sintomas não são duradouros… Infelizmente, a paixão, aos poucos, vai se modificando e, posteriormente, em alguns casos se transforma em amor e se sedimenta.

Mas, será que nos apaixonamos apenas por outra pessoa?

Claro que não!!! Nos apaixonamos por um trabalho, por um sonho, por um objeto ou por um bem (casa, carro etc…). Ao meu ver a vida também é movida pela paixão! Pois é necessário que exista paixão para que possamos ter motivação para seguir em frente com nossos objetivos…

No entanto, quando falamos em paixão pelo outro, com o passar do tempo, este sentimento tende a se amornar, porque os sintomas da paixão, se forem muito intensos e duradouros, podem fazer mal e provocar doenças como o estresse, ansiedade e depressão.

O termo, PAIXÃO, deriva do grego pathos, que significa paixão, excesso, catástrofe, passagem, passividade, sofrimento e assujeitamento.

Esse conceito está ligado a padecer, pois o que é passivo de um acontecimento padece do mesmo.

Assim sendo, não existe pathos senão na mobilidade, na imperfeição.

Corpo é imperfeição, é incompleto e precisa movimentar-se em busca de sua própria vitória, por isso que o corpo necessita de paixão.

Devemos cultivar a paixão a cada dia, para que ela se transforme em amor, pois ele, sim, é duradouro, firme, sólido e racional e pode ser eterno enquanto durar…

Como dizia o poeta, Vinícius de Moraes:

“De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.”

Espero que tenham gostado deste post e até a próxima.

 

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