O alcaçuz natural, que tem um sabor muito doce, é extraído da raiz de um arbusto, e usado medicinalmente como uma cápsula, um comprimido ou um extrato líquido.

A maioria dos doces de alcaçuz é, artificialmente, aromatizada e não contém alcaçuz natural.

O Alcaçuz é uma planta proveniente da Europa Meridional, mede de 30 centímetros a 1 metro de altura, apresenta um caule ereto, folhas pecioladas, compostas por 9 a 17 folíolos ovais ou oblongos, inteiros, verdes, viscosos na parte inferior; flores de cor azul claro ou lilás em cachos espiciformes cilíndricos; o fruto é uma vagem comprida, linear, com 3 ou 4 sementes castanhas.

Glicirrizina é o ingrediente ativo no alcaçuz natural. Para as pessoas que são, particularmente, sensíveis aos efeitos da glicirrizina, produtos de alcaçuz que são, especialmente, tratados para conter uma quantidade muito menor de glicirricina (cerca de um décimo da quantidade usual) estão disponíveis.

Indicações

As pessoas, geralmente, consomem o alcaçuz para suprimir a tosse, diminuir dor de garganta e aliviar o estômago.

Aplicada externamente, acredita-se que diminua a irritação da pele (por exemplo, eczema).

Efeitos colaterais e interações

Glicirrizina faz com que os rins retenham sal e água, possivelmente levando a hipertensão arterial.

Também, faz com que os rins excretem potássio, possivelmente causando baixos níveis de potássio no sangue.

Aumento da secreção de potássio pode ser um problema particular para as pessoas que apresentem doença cardíaca, e para aqueles que tomam digoxina ou diuréticos que aumentam a excreção de potássio na urina.

Tais pessoas, e aqueles que têm pressão alta, devem evitar administrar o alcaçuz.

O alcaçuz pode aumentar o risco de parto prematuro. Assim, as mulheres grávidas devem evita-lo.

Fonte:

DA COSTA, Rhizia Dhamirys Silva Gusmão; JIMENEZ, George Chavez. Uso Popular das Plantas Medicinais para Tratamento de Doenças Gastrintestinais.

JUNIOR, Valdir F. Veiga; PINTO, Angelo C.; MACIEL, Maria Aparecida M. Plantas medicinais: cura segura. Química nova, v. 28, n. 3, p. 519-528, 2005.

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