As características básicas da Doença de Alzheimer foram descritas, no início do século XX, pelo médico alemão Alois Alzheimer, que relatou o caso de uma senhora de mais ou menos 51 anos de idade, que foi internada no instituto de psiquiatria de Berlim com um quadro de delírios e de ciúmes em relação a seu marido.

Nos meses que se seguiram, sua memória deteriorou-se rapidamente e ela passou a apresentar perda de memória, apraxia (dificuldade em executar uma ação motora – amarrar um sapato, abotoar um botão) e desorientação espacial (perder-se em local conhecido – ir à padaria e não saber voltar).

A paciente faleceu quatro anos e meio após o início dos sintomas.  exame anatomopatológico (exame feito após a morte da paciente) revelou um cérebro claramente atrofiado (diminuído) ao analisar o tecido do seu cérebro ao microscópio observou, a presença de novelos neurofibrilares, placas senis ( nome dado por Alzheimer) e perda neuronal.

A Doença de Alzheimer caracteriza-se por distúrbio progressivo da memória e outras funções cognitivas, afetando o funcionamento ocupacional e social. O transtorno da memória afeta os processos de aprendizado e evocação.

Ocorre diminuição na aquisição de novas informações, com piora progressiva até que não haja mais nenhum aprendizado novo. Embora haja, certa preservação da memória remota (de longo prazo aquela relacionada a fatos passados) em estágios iniciais, a perda de memória é global na evolução da doença.

O indivíduo torna-se progressivamente incapaz, de desempenhar atividades da vida diária como trocar de roupa sozinho, comer sozinho, ir ao banheiro sozinho entre outras passando a depender de um cuidador. Com o avançar da doença, observa-se a tríade – afasia (dificuldade em encontrar palavras), apraxia (dificuldade em executar um ato motor ao comando) e agnosia (dificuldade em nomear pessoas e objetos) – geralmente associada a memória semântica, também chamada de memória coletiva ou seja tudo que aprendemos desde a nossa infância).

Alterações psíquicas e comportamentais, tais como psicose, alterações do humor e do sono, agitação psicomotora e agressividade, estão presentes em até 75% dos casos, em algum estágio da evolução da demência, causando grande desgaste para os cuidadores, e necessitando de intervenções farmacológicas pontuais.

Alzheimer é a forma mais comum de demência, e tem como características principais a perda de memória e outras habilidades intelectuais que sejam graves o suficiente para interferir com a vida diária. A doença de Alzheimer é responsável por 60% a 80% por cento de todos os casos de demência.

A doença de Alzheimer não é um evento normal do processo de envelhecimento é uma patologia, no entanto o fator de risco mais conhecido é o aumento da idade, pois a maioria das pessoas com doença de Alzheimer tem 65 ou mais .

Mas a doença de Alzheimer não é apenas uma doença relacionada a pessoas muito idosas, pois até 5% das pessoas com Alzheimer podem ter a doença precocemente, que pode ter início entre os 40 e 50 anos de idade.

A doença de Alzheimer é uma doença progressiva, os sintomas tendem a piorar gradualmente com o passar dos anos.

Em seus estágios iniciais, a perda de memória é leve, mas com fase final de doença de Alzheimer, os indivíduos perdem a capacidade de manter uma conversa e responder ao seu ambiente.

Alzheimer é a sexta maior causa de morte, em países desenvolvidos como os Estados Unidos, sendo que a morte geralmente ocorre devido às complicações decorrentes da doença, como infecções devido ao estado debilitado em que o paciente se apresenta no final da doença.

Indivíduos com a doença de Alzheimer podem viver, uma média de oito anos após os sintomas tornarem-se visíveis para os outros, mas a sobrevida pode variar de quatro a 20 anos, dependendo da idade, do tratamento e outras condições de saúde.

Nas fases iniciais da doença de Alzheimer, uma pessoa pode funcionar de forma independente ela pode dirigir trabalhar e fazer parte das atividades sociais. Apesar disso, a pessoa pode se sentir como ter lapsos de memória, como esquecer palavras familiares ou a localização de objetos do cotidiano.

Com o passar do tempo amigos, familiares ou vizinhos começam a notar anormalidades. Durante a consulta ao profissional de saúde detalhada, é possível detectar problemas na memória ou concentração. E, as alterações mais comuns incluem:

– Problemas em encontrar a palavra ou nome certo (anomia)
– Dificuldade para lembrar nomes relacionados a novas pessoas (agnosia)
– Dificuldade executar tarefas em ambientes sociais ou de trabalho (apraxia)
– Esquecer-se de uma noticia ou um livro que acabou de ler (amnestesia)
– Perder ou extraviar um objeto valioso
– Problemas com planejamento ou organização. (alteração da função executiva)

O sintoma inicial mais comum da doença de Alzheimer é a dificuldade de lembrar novas informações aprendidas, pois as alterações cerebrais decorrentes da doença de Alzheimer normalmente começam na parte do cérebro que afeta o aprendizado.

Com o avanço da doença de Alzheimer no córtex cerebral os sintomas se tornam cada vez mais graves, incluindo desorientação, humor e mudanças de comportamento; aprofundando a confusão sobre os acontecimentos, hora e local; com o avançar da doença o indivíduo passa a apresentar suspeitas infundadas sobre a família, amigos e cuidadores profissionais; perda de memória e mudanças de comportamento com a progressão vem a dificuldade para falar, engolir e andar, onde o paciente assume a posição fetal, apresenta mutismo (encerra a comunicação com o meio exterior e se fecha em seu próprio silêncio).

Pessoas com perda de memória ou outros possíveis sinais da doença de Alzheimer podem achar que é difícil reconhecer que têm um problema.

Sinais de demência, podem ser mais óbvios para membros da família ou amigos. Qualquer um que apresentar sintomas relacionados ao Alzheimer deve consultar um médico o mais rapidamente possível.

Diagnóstico e intervenção precoces podem auxiliar e melhorar a qualidade de vida do portador, pois o tratamento visa retardar a evolução da doença, e controlar os sintomas cognitivos (relacionados à função cerebral).

Alguns fatores de risco (fatores associados a maior vulnerabilidade de algumas pessoas em desenvolver uma determinada doença) estão associados com o aparecimento desta doença entre elas se destacam:

– Idade: O fator de risco maior conhecida por doença de Alzheimer é a idade avançada Por exemplo, enquanto uma entre nove pessoas de 65 anos ou mais tem Alzheimer, quase uma de três pessoas de 85 anos ou mais tem a doença. Um dos maiores mistérios da doença de Alzheimer é por que o risco aumenta tão drasticamente à medida que envelhecemos.

– História familiar: Outro fator de risco forte é a história familiar. Aqueles que têm um pai, irmão, irmã ou criança Síndrome de Down estão mais propensos a desenvolve-la. O risco aumenta se mais de um membro da família tem a doença.
Quando as doenças tendem a acometer as famílias, seja pela hereditariedade (genética), fatores ambientais, ou ambos, podem desempenhar um papel decisivo em sua ocorrência.

– Presença de genes relacionados a doença: Alguns genes aumentam a probabilidade de desenvolver a doença, mas não é garantia que isso vai acontecer. Os cientistas têm até agora identificados vários genes de risco implicados na doença de Alzheimer. O gene com maior influência é chamada apolipoproteína E-e4 (APOE-e4). Os cientistas estimam que APOE-E4 pode ser o gene responsável por 20% à 25% dos casos de doença de Alzheimer.

A maioria dos especialistas acreditam que a doença de Alzheimer ocorre como resultado de interações complexas entre a nossa genética e outros fatores de risco. Idade, história familiar e hereditariedade são fatores de risco que não podemos mudar.

Atualmente estudos estão começando a revelar pistas sobre outros fatores de risco que podem ser capazes de influenciar a ocorrência da doença que incluem estilo de vida e alimentação saudável, atividade física e a gestão eficaz das condições de saúde.

Acredita-se que o traumatismo craniano possa ter uma forte ligação entre lesão grave na cabeça e um futuro risco de doença de Alzheimer, especialmente quando o trauma ocorre repetidamente ou envolve a perda de consciência. Proteja o seu cérebro, afivelando o cinto de segurança, usando seu capacete ao participar de esportes, e a queda em casa.

O risco de desenvolver a doença de Alzheimer ou demência vascular pode ser aumentado por diversas condições que danificam o coração ou vasos sanguíneos. Estes incluem pressão alta, doença cardíaca, acidente vascular cerebral, diabetes e colesterol alto.

Procure um profissional de saúde, que possa lhe ajudar a manter seu corpo sadio, faça sempre exames periódicos prevenção é a chave para um envelhecimento saudável.

Estudos sugerem que placas senis e emaranhados neurofibrilares são mais propensos a causar sintomas de Alzheimer se derrames (Acidente Vascular Encefálico – geralmente associada à hipertensão arterial e aumento do colesterol) ou danos aos vasos sanguíneos do cérebro também estão presentes.

Por tudo isso fica a dica, sempre que sentir qualquer alteração que lhe cause estranheza procure seu médico, converse com seus familiares, o Alzheimer não tem cura mas o diagnóstico precoce pode proporcionar qualidade de vida ao seu portador, e quem sabe num futuro próximo poderemos almejar a cura deste mal.

Fiquem em paz e espero que tenham gostado deste post.

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