A inflamação cerebral é um marcador de esclerose múltipla, mal de Alzheimer e alguns distúrbios psiquiátricos. Um novo estudo encontrou um subtipo de células cerebrais que podem ser a  chave das causas da neuro inflamação, aproximando os pesquisadores de novos tratamentos para múltiplas doenças do sistema nervoso central.

Estimativas recentes sugerem que 1 milhão de pessoas nos Estados Unidos vivem com essa condição.

A condição autoimune causa inflamação do sistema nervoso central, à medida que o sistema imunológico, ataca a camada isolante de neurônios, que protegem a mielina no cérebro e na medula espinhal.

No entanto, a neuroinflamação não caracteriza apenas a Esclerose Múltipla e  estudos recentes mostram que a depressão, a esquizofrenia e o transtorno bipolar também estão relacionados a disfunções na resposta imune, além de transtornos neuro degenerativos, como a doença de Alzheimer.

Agora, novas pesquisas lançam luz na compreensão desse processo inflamatório. Pesquisadores da Sanford  Burnham  Prebys  Medical Discovery Institute (SBP) em San Diego, CA, descobriram que um subtipo de astrócitos –  as células cerebrais não-neuronais em forma de estrela que suportam contribuem para o funcionamento dos neurônios – desempenham um papel fundamental  no início precoce da inflamação cerebral.

Os pesquisadores  criaram um modelo de camundongo com esclerose múltipla, uma condição que de acordo com eles  “sintetiza” a inflamação do cérebro.

Usando uma técnica de neuroimagem fluorescente chamada cFos imaging, os cientistas puderam ver quais células nervosas foram ativadas, ou “iluminadas”, conforme a doença avançava.

Chun resume as descobertas da equipe, dizendo: “Esperávamos ver as células do sistema imunológico acesas – mas, surpreendentemente, elas não foram ativadas. Nem neurônios ou microglia”.

Em vez disso, eles descobriram que um subtipo de astrócitos foi ativado no início, o que os cientistas chamaram de “astrócitos iniciais imediatos”.

Os astrócitos,  segundo os pesquisadores foram as primeiras e predominantes células ativadas durante o início e a progressão da doença, sugerindo que eles são os principais guardiões e mediadores da doença.

Isto muda o entendimento anterior,  de que os astrócitos são células espectadoras, apenasmovendo-se para o lado escuro , uma vez que o dano inicial tenha ocorrido.

Neste estudo  o número de ieAstrócitos aumentou à medida que a inflamação cerebral avançou e a doença se tornou mais grave. Além disso, tratar os camundongos com uma droga da Esclerose Multipla o fingolimod (Gilenya) reduziu o número dessas células cerebrais.

A maior compreensão da função dos astrócitos poderia desbloquear mais dos mistérios do cérebro, , de acordo com os pesquisadores.  Definir essas células através de sua atividade in vivo é um importante passo, pois pode ajudar a orientar o desenvolvimento terapêutico utilizando uma leitura que acompanha a doença cerebral.

Urge a descoberta de tratamentos de distúrbios de inflamação do cérebro que estão envolvidos em muitas doenças, incluindo a doença de Alzheimer e a doença de Alzheimer.

O desenvolvimento de terapias que impeçam a formação de astrócito ou reduzas  os níveis de ativação no cérebro pode oferecer novas abordagens para o tratamento de doenças neuroinflamatórias e neurodegenerativas.

Fonte:

https://www.medicalnewstoday.com/articles/323071.php

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