O envelhecimento ativo é o processo de otimização de ações que envolvem manutenção da  saúde, participação social e segurança, a fim de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas envelhecem. Aplica-se a indivíduos e grupos populacionais.

O envelhecimento ativo permite que as pessoas percebam seu potencial de bem-estar físico, mental e social ao longo do curso de vida e participarem  da sociedade, proporcionando-lhes proteção, segurança e cuidados adequados quando necessário.

A palavra “ativo” refere-se à participação contínua em assuntos sociais, econômicos, culturais, espirituais e cívicos, não apenas a capacidade de ser fisicamente ativo ou participar da força de trabalho.

As pessoas maduras  que se aposentam do trabalho, por doença  ou vivem com deficiência podem permanecer  ativos para sua família, pares e comunidade. O envelhecimento ativo visa ampliar a expectativa de vida saudável e a qualidade de vida de todas as pessoas à medida que envelhecem.

“Saúde” refere-se ao bem-estar físico, mental e social, conforme expressado na definição de saúde da OMS. A manutenção da autonomia e da independência para as pessoas idosas é um dos principais objetivos quando o assunto é envelhecimento ativo.

O envelhecimento ocorre no contexto de amigos, associados de trabalho, vizinhos e familiares. É por isso que a interdependência e a solidariedade inter geracional são princípios importantes do envelhecimento ativo.

O termo “envelhecimento ativo” foi adotado pela Organização Mundial da Saúde no final dos anos 90. Esta denominação foi utilizada, com o objetivo de transmitir uma mensagem inclusiva  acerca do envelhecimento saudável, bem como identificar os fatores que podem contribuir para sua ocorrência.

A abordagem do envelhecimento ativo está focada no reconhecimento dos direitos dos idosos – no Brasil descrito em forma de lei pelo estatuto do idoso –   que preconiza a participação do idoso na sociedade, manutenção da independência, viver com dignidade, ter acesso ao cuidado e a auto realização do indivíduo na maturidade.

Sai de foco o planejamento estratégico baseado em uma abordagem direcionada às necessidades (crença que o idoso seria passivo) e entra em cena a abordagem baseada em direitos, que reconhece o idoso de forma igualitária, com potenciais a serem explorados, seja no âmbito social, econômico e sanitário.

O envelhecimento ativo é uma esperança, para que não apenas somemos anos a vida e sim qualidade de vida aos anos vividos.

Fonte:

Organização Pan-Americana da Saúde – Opas – OMS – ENVELHECIMENTO ATIVO: UMA DE POLÍTICA DE SAÚDE, Brasília DF, 2005.

Créditos imagem:

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