Pesquisadores da Universidade de Utah em Salt Lake City, em colaboração com cientistas da Universidade de Toronto, no Canadá, analisaram os motivos que fazem com que duas pessoas permanecem em um relacionamento estável ou resolvem se separar.

A pesquisa consistiu em duas fases e realizada pela Universidade de Utah. Os resultados foram publicados na revista Social Psychological and Personality Science.

Na primeira fase da pesquisa, uma amostra diversificada de participantes respondeu a perguntas abertas sobre os motivos pelos quais eles continuariam e as razões pelas quais eles acabariam com um relacionamento.

O estudo examinou três grupos de entrevistados. O primeiro grupo consistiu em 135 estudantes de graduação que foram questionados sobre possíveis razões pelas quais uma pessoa pode decidir ficar ou deixar um relacionamento.

No segundo grupo, 137 estudantes de graduação que haviam contemplado uma separação em um momento anterior ao estudo foram convidados a fornecer respostas às perguntas abertas.

Ambos os estudos confirmaram que, em geral, os participantes tinham motivos profissionais e pessoais. As razões principais para querer permanecer eram intimidade emocional, ou sensação de estar perto do parceiro, o local de habitação (facilidade de acesso)  e relação com familiares.

Em contrapartida, as principais razões para deixar o relacionamento incluíam a personalidade do parceiro, as violações da confiança (como a infidelidade ou o engano) e a retirada do parceiro (manifestado como parceiro não mais solidário ou afetuoso).

Os motivos para romperem o relacionamento eram em grande parte os mesmos nos dois grupos – para os namorados e para os que se casaram. No entanto, houve diferenças entre os dois grupos quando se tratava de motivos de permanência.

Os parceiros que namoravam parecem estar focados em fatores positivos, chamados fatores baseados em abordagens, como traços de personalidade que gostavam em seu parceiro, a proximidade emocional que eles sentiram e o prazer que eles tiraram da relação.

Os parceiros casados, por outro lado, pareciam mais focados em restrições em sua decisão; mencionaram o investimento (incluindo barreiras logísticas), o dever e as responsabilidades familiares e o medo da incerteza.

Em todos os grupos, cerca de 50% dos participantes relataram um número comparável de razões para ficar e sair do relacionamento, indicando que a ambivalência é uma experiência muito comum.

Segundo o pesquisador principal do estudo, a maioria das pesquisas sobre rupturas em relacionamentos tem sido preditiva, tentando prever se um casal permanece junto ou não, mas se sabe muito sobre o processo de decisão – os prós e contras de relacionamentos específicos que as pessoas estão avaliando.

As pessoas se apaixonam por um motivo, sob uma perspectiva evolutiva, para nossos antepassados, encontrar um parceiro pode ter sido mais importante do que encontrar o parceiro certo. Talvez seja mais fácil entrar em relacionamentos do que voltar para um relacionamento antigo.

Fonte:

https://www.medicalnewstoday.com

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