Um estudo conclui que a insuficiência cardíaca aguda está associada a níveis mais elevados de TMAO – cuja principal fonte é a L-carnitina, um composto metabolizado por bactérias do intestino durante a digestão da carne vermelha.

O novo estudo – da Universidade de Leicester, no Reino Unido – publicado na revista Heart.

Estudos anteriores ligaram TMAO (trimetilamina N-óxido) com maior risco de morte por insuficiência cardíaca crônica, relatam os pesquisadores, este estudo recente parece ser o primeiro a encontrar essa ligação em pacientes com insuficiência cardíaca aguda.

A insuficiência cardíaca é uma condição séria que leva a um maior risco de morte e ao desenvolvimento de outros problemas de saúde graves. Ela ocorre quando o músculo cardíaco é incapaz de bombear sangue suficiente para satisfazer as necessidades do corpo de nutrientes e oxigênio. A condição pode ser permanente (crônica) ou pode desenvolver-se repentinamente (aguda).

Embora não esteja limitada a idosos, a insuficiência cardíaca é uma das razões mais comuns para hospitalização de pessoas com 65 anos ou mais.

No novo estudo, liderado por Toru Suzuki, professor no departamento de ciências cardiovasculares em Leicester, os pesquisadores mediram os níveis circulantes de TMAO em 972 pacientes internados com insuficiência cardíaca para Hospitais da Universidade de Leicester Serviço Nacional de Saúde (NHS).

Este pode ser o caminho para explicar relação entre o consumo de carne vermelha e as doenças cardíacas entre elas a aterosclerose (entupimento dos vasos sanguíneos).

A equipe olhou para as ligações entre os níveis e eventos que ocorreram durante um ano na obtenção de amostras de sangue com a presença de TMAO. Estes eventos incluíram, mortes durante a internação (72 eventos), mortes por qualquer causa (268 eventos) e, associados morte ou re-internação por insuficiência cardíaca (384 eventos).

Os resultados mostraram que pacientes com insuficiência cardíaca aguda que tinham níveis mais elevados de TMAO no início do período foram os mais propensos a morrer ou ser hospitalizados novamente com insuficiência cardíaca nos seguintes 12 meses.

Prof. Suzuki diz:

“O nosso estudo mostra que os níveis mais elevados de TMAO, um metabólito de carnitina derivado de carne vermelha, está associada a resultados mais pobres relacionados com insuficiência cardíaca aguda, uma das principais doenças do coração. Esta via metabólica fornece uma possível ligação entre a forma como o consumo de carne vermelha está relacionada a ocorrência de doenças cardíacas”.

A L-carnitina pertence a um grupo de compostos com o nome genérico carnitina, que são derivados a partir de um aminoácido encontrados em quase todas as células do corpo. O nome vem do latim para a carne – Carnus – porque foi isolado pela primeira vez a partir de carne.

A carne vermelha não é a única fonte alimentar de carnitina – por exemplo, leite, queijo, produtos de trigo integral e aspargos também contém esta substância mas em concentrações menores. É também um ingrediente comum de bebidas energéticas.

Algumas pesquisas sugerem o efeito de bactérias que metabolizam carnitina em TMAO e, que influenciariam no risco cardíaco que parece ser mais pronunciado em pessoas que consomem carne vermelha, que em veganos ou vegetarianos.

Mas, ainda é cedo para afirmar este achado pois as implicações destes resultados ainda não são bem compreendidas e exigem mais investigação.

Por exemplo, uma área que não está claro é que, enquanto nós sabemos que o processo de conversão de L-carnitina em TMAO é diferente de pessoa para pessoa (dependendo do metabolismo do micróbio de seu intestino), isso significa que a doença pode ser devido à dieta (por exemplo, consumo de carne vermelha) ou devido distúrbios no intestino.

Fonte: http://www.medicalnewstoday.com/articles/306778.php

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