Atualmente, muito tem se falado da VITAMINA D3, OU COLECALCIFEROL, então vamos conhecer um pouco mais este elemento que é um hormônio sintetizado na pele através de uma reação de isomerização (fenômeno caracterizado pela existência de duas ou mais substâncias que apresentam fórmulas moleculares idênticas, mas que diferem em suas fórmulas estruturais) que é catalisada pela radiação ultravioleta (UV).

A forma ativa (calcitriol ou 1,25(OH)2D3) estimula a absorção intestinal de cálcio- por isso ela é fundamental na prevenção e controle da osteoporose – pois atua sobre a mineralização óssea e regula a síntese e secreção do paratormônio (PTH)

A queda na concentração sérica de vitamina D leva a uma absorção insuficiente de cálcio que se reflete no cálcio ionizado (Cai) circulante (o que vai fazer com que o organismos retire cálcio do osso à fim de manter o cálcio sérico – no sangue – em equilíbrio).

A alteração do cálcio circulante é identificada pelos sensores de cálcio nas paratireoides que para manter a calcemia dentro da faixa de normalidade, aumentam a síntese de paratormônio.

Esse hiperparatireoidismo secundário à hipovitaminose D é responsável por um comprometimento da qualidade óssea, associando-se a um maior risco de fraturas ( é considerado osteoporose valores de densidade mineral óssea -2,5 desvios padrão, o que é diagnosticado através do exame de densitometria óssea).

A população idosa é mais sensível à hipovitaminose D por vários motivos que se destacam: menor exposição ao sol, capacidade de produção cutânea de vitamina D reduzida, alimentação pobre em alimentos ricos em cálcio, absorvem menos vitamina D pelo trato gastrintestinal (devido a diminuição enzimas que auxiliam na absorção de vitaminas lipossolúveis), uso de múltiplas drogas que interferem na absorção/metabolização da vitamina D (como as estatinas utilizadas em pessoas que tem o colesterol elevado) e por apresentarem comprometimento renal ( a taxa de filtração glomerular diminui +- 25% aos 75 anos).

A vitamina D é produzida pelo corpo em resposta a exposição da pele a luz solar , mas também é encontrada em alguns alimentos – incluindo alguns peixes, óleos de fígado de peixe, gema de ovo, em produtos lácteos e cereais fortificados.

A vitamina D é essencial para manter os ossos fortes, pois ajuda o cálcio a se incorporar nos ossos a partir da dieta. Tradicionalmente, a deficiência de vitamina D tem sido associada com raquitismo, uma doença em que o tecido ósseo não mineraliza adequadamente, levando a formação de ossos moles e deformidades esqueléticas.

No entanto, cada vez mais, pesquisas vem revelando a importância da vitamina D na proteção contra uma série de problemas de saúde.

Sinais e sintomas da carência de vitamina D

Os sintomas mais característicos incluem dor nos ossos e fraqueza muscular. No entanto, para muitas pessoas, os sintomas são sutis.

Mesmo sem sintomas, a deficiência de vitamina D pode representar riscos para a saúde e baixos níveis sanguíneos de vitamina têm sido associados com os seguintes agravos:
– Aumento do risco de morte por doença cardiovascular
– Comprometimento cognitivo em idosos
– Asma grave em crianças
– Aumento do risco de Câncer

Pesquisas sugerem que a vitamina D pode desempenhar um papel fundamental na prevenção e tratamento de um número de diferentes condições de doenças, incluindo diabetes tipo 1 e tipo 2, hipertensão, intolerância à glicose e esclerose múltipla.

Causas da deficiência de vitamina D

A deficiência de vitamina D pode ocorrer por uma série de razões:

Entre eles o consumo inadequado dos níveis recomendados de vitamina D diariamente. É o caso de optar por seguir uma dieta vegetariana restrita, pois a maioria das fontes naturais derivadas dos alimentos são, peixe e óleos de peixe, gema de ovo, leite e fígado bovino de origem animal.

Exposição solar limitada ou se expor ao sol com muita roupa. Porque o corpo produz vitamina D quando a pele é exposta à luz do sol, indivíduos que não se expõe ao sol, usam vestes longas ou coberturas de cabeça por motivos religiosos, ou possuem ocupação que evite a exposição ao sol tem um risco altíssimo de desenvolver hipovitaminose do tipo D. Mas atenção o melhor horário para exposição ao sol é até as 10 horas da manhã e após as 16 horas da tarde.

Em indivíduos de pele escura, o pigmento melanina reduz a capacidade da pele em produzir vitamina D em resposta à exposição à luz solar. Alguns estudos mostram que adultos mais velhos com pele mais escura estão no grupo de alto risco de deficiência de vitamina D.

Alterações no aparelho digestivo podem prejudicar a absorção de vitamina D. Algumas doenças como incluindo a doença de Crohn, fibrose cística e doença celíaca, podem afetar a capacidade do intestino em absorver a vitamina D a partir da dieta consumida.

Indivíduos obesos também tem um risco maior de apresentar deficiência de vitamina D pois ela é extraída a partir do sangue por células de gordura, que alteram a sua liberação para a circulação. Pessoas com um índice de massa corporal de 30 ou mais, na maioria das vezes têm baixos níveis sanguíneos de vitamina D.

Diagnóstico laboratorial

A forma mais precisa para medir a quantidade de vitamina D está em seu corpo é o exame de sangue da vitamina D 25-hidroxi. Um nível de 20 nanogramas / mililitro para 50 ng / ml é considerado adequado para pessoas saudáveis. Um nível inferior a 12 ng / mL indica deficiência de vitamina D.

Tratamento de reposição para insuficiência ou deficiência de vitamina D

O tratamento para a deficiência de vitamina D envolve a reposição de vitamina D – através de dieta e suplementos. Embora não haja consenso sobre níveis de vitamina D necessários para uma boa saúde, uma concentração menor 20 ng por mililitro é geralmente considerada inadequada, necessitando de tratamento.

Endocrinologistas aumentaram a ingestão diária recomendada (DDR) de vitamina D para 600 unidades internacionais (UI) em todos as idades entre 1-70 anos e elevou a 800 UI para adultos com mais de 70 anos de idade a fim de otimizar a saúde dos ossos.

O limite superior de segurança também foi aumentado para 4.000 UI. O seu médico pode prescrever mais de 4.000 UI para corrigir uma deficiência de vitamina D.

Se você não costuma tomar sol, ou sempre têm o cuidado de cobrir a sua pele com muito protetor solar (o protetor solar inibe a produção de vitamina D), você deve falar com seu médico à fim de identificar seus níveis de vitamina D e quem sabe ele prescreva um suplemento de vitamina D, particularmente se você tem fatores de risco para a deficiência de vitamina D .

Comments

    1. Olá Edilzete, quem responde é Ana Paula, sou farmaceutica. Não há relatos de contraindicacões da vitamina D no seu caso, pois uma das fontes dela é a luz do sol.
      Entretanto, se voce quiser tomar vitamina D em forma de medicamentos, irei te aconselhar a fazer isso somente sobre supervisão médica, pois será calculada a dosagem para seu caso, e se for necessária. Os medicamentos são indicados em situações de falta da vitamina D no organismo. Ok? Grande abraço.

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