Portadores de Parkinsonismo atípico desenvolvem os mesmos sintomas que indivíduos com doença de Parkinson, como tremores e rigidez, mas a doença também causa uma série de problemas adicionais.

Indivíduos com Parkinsonismo atípico não tendem a responder aos tratamentos tradicionais da doença de Parkinson (não respondem a levodopa)

A doença de Parkinson é um distúrbio progressivo que afeta o cérebro, prejudicando os movimentos.

Os sintomas mais comuns incluem tremores, rigidez muscular e mudanças na marcha e na postura.

O Parkinsonismo atípico pode ser desencadeado por diversos agravos, entre eles a demência de corpos de Lewy – um tipo de demência de aparecimento é fundamental para garantir que o portador  receba tratamentos.

Sintomas de Parkinsonismo

As pessoas com Parkinsonismo atípico, apresentam outros sintomas além dos típicos da doença de Parkinson.

Os sintomas da doença de Parkinson incluem:

  • tremores movimentos de agitação nas mãos;
  • movimentos lentos;
  • músculos rígidos e falta de “balanço” nos braços e pernas ao caminhar

Pessoas com Parkinsonismo atípico não tendem a ter tremores em repouso. Eles também podem desenvolver sintomas de Parkinson em fase tardia.  Estes sintomas incluem:

  • mudanças vocais
  • queda repentina na pressão arterial quando em pé (hipotensão ortostática)
  • demência
  • dificuldade em andar
  • Paralisia ou paralisia do olhar precoce, onde o portador pode não conseguir olhar para cima ou para baixo
  • problemas de deglutição
  • Dificuldade em dormir
  • alucinações

O profissional de saúde, considerará esses e outros sintomas ao fazer um diagnóstico.

Tipos de Parkinsonismo atípico

O Parkinsonismo atípico apresenta-se de  várias formas conhecidas por apresentarem sintomas similares aos da doença de Parkinson. Esses incluem:

  • Degeneração corticobasal (DCB) -: indivíduos com esta condição apresentam rigidez nas extremidades, tremores musculares súbitos e problemas dificuldades em executar aos motores (apraxia).
  • Demência com corpos de Lewy (DLB) -: Mais comum em homens com idade superior a 50 anos com antecedentes familiares de Parkinson. Esta condição causa demência precoce, bem como alucinações visuais.
  • Paralisia supranuclear progressiva (PSP) – a PSP é a forma mais comum Parkinsonismo atípico. A doença pode afetar a capacidade de se manter na postura correta causando instabilidade postural que leva a quedas frequentes. Essa condição, é mais comum em mulheres e em indivíduos com mais de 60 anos.
  • Atrofia de sistema múltiplo (ASM) – é a segunda forma mais comum deParkinsonismo atípico. Essa condição provoca pressão sanguínea instável e pele avermelhada, intestino instável e disfunção sexual.

Hidrocefalia de pressão normal (HPN) : esta condição resulta em um excesso de líquido cefalorraquidiano (LCR) que faz com que o portador apresente desenvolvimento gradual (ao longo de semanas ou meses), de alterações na marcha, associada a graus variáveis de declínio intelectual, que progride insidiosamente para níveis mais avançados de demência e incontinência urinária

  • Causas

Não se conhece a causa exata da doença de Parkinson, sabe-se que a doença destrói células em uma área do cérebro chamada pars compacta onde se encontra a substância negra.

Esta área é responsável por produzir um neurotransmissor chamado dopamina, que está associado ao movimento.

As pessoas com Parkinson atípico, apresentam  danos tanto na substância negra quanto nas células que estão fora desta área do cérebro, que geralmente recebem transmissões de dopamina.

Como resultado, indivíduos podem apresentar sintomas adicionais não associados à doença de Parkinson.

Atualmente, não é considerado Parkinsonismo atípico como hereditário, o que significa que não parece ser transmitido de pais para filhos.

Diagnóstico

Os médicos não têm um teste definitivo para diagnosticar a doença de Parkinson ou Parkinsonismo atípico. Em vez disso, eles devem considerar os sintomas gerais de uma pessoa e descartar outras doenças.

O médico irá realizar o histórico médico perguntando sobre os sintomas que eles observaram. Os testes de diagnóstico podem incluir:

  • Varredura de ressonância magnética: este teste pode ajudar a identificar anormalidades no cérebro, como a acumulação de fluidos.
  • Teste de sangue: que é solicitado para avaliação da tireoide, função hepática, função renal e muito mais à fim de excluir outras causas.
  • Medicamentos: podem ser ´prescritas drogas para aumentar a quantidade de dopamina no cérebro. Se os sintomas melhorarem, pode ser  que o médico  diagnostique  doença de Parkinson – para ser Parkinson deve responder a Levodopa.

No entanto, uma pessoa com Parkinsonismo atípico, pode não melhorar com este medicamento pois os medicamentos destinados à doença de Parkinson nem sempre têm efeito no Parkinsonismo atípico.

Às vezes, fazer um diagnóstico definitivo de Parkinson atípica pode levar tempo porque os sintomas não se encaixam nas categorias mais comuns associadas à doença.

Tratamento

Não existe cura para o Parkinsonismo atípico, mas alguns medicamentos podem ajudar a reduzir a gravidade dos sintomas levando em consideração o tipo de Parkinsonismo atípico na prescrição de tratamentos.

Pode-se tratar a demência com corpos de Lewy com levodopa, uma medicação para Parkinson. Eles também podem prescrever medicamentos para demência e psicose como donepezil e quetiapina (Seroquel).

O PSP também pode ser tratado com levodopa, bem como medicamentos para promover o sono, como zolpidem (Ambien). Às vezes, os médicos usarão injeções de toxina botulínica – botox -para reduzir o espasmo muscular dos olhos.

Além de medicamentos, o portador pode se beneficiar da terapia física (Fisioterapia – e ocupacional para aumentar o equilíbrio, melhorar a força e incentivar a independência.

Prevenção

A doença de Parkinson e o Parkinsonismo atípico nem sempre podem ser prevenidos, mas existem certos fatores de risco que podem ser evitados.

Fatores que influenciam o desenvolvimento do Parkinsonismo atípico incluem:

  • lesão cerebral
  • concussões frequentes
  • exposição a toxinas, como monóxido de carbono, metais pesados e pesticidas

Fonte:

https://www.medicalnewstoday.com/articles/320551.php

MELATO, Luciano; BIGAL, Marcelo E.; SPECIALI, José G. Hidrocefalia de pressão normal: avaliação de cinco anos de experiência e revisão de literatura.

Créditos imagem:

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