É pai… É tanta falta que sinto de você, meu pai que sempre foi meu amigo, companheiro, super-herói, parceiro e meu primeiro amor.

Lembro-me da minha infância segurar na sua mão e não temer nada, porque você sempre me protegia, lembro-me do seu sorriso quando passei no vestibular, quando arrumei meu primeiro emprego, das suas lágrimas quando me casei.

É pai um dia me casei e a sua menina virou mulher, mas essa menina∕mulher nunca deixou de ser sua filha, meu amor por você se fortificou.

Pai o senhor deveria ser eterno, queria que estivesse ao meu lado neste instante, envelhecer junto com você, ver você brincar com seus netos, andar de mãos dadas com minha mãe, sua companheira e amiga. Poxa pai, o tempo passou muito depressa, tem horas que esqueço que cresci, estou envelhecendo e sua ausência me dói.

Às vezes queria voltar a ser aquela menina, magrela, que adorava ler os livros e correr para abraça-lo em uma tarde qualquer e contar como foi o meu dia, meus sonhos e anseios. Queria poder contar uma piada que o senhor dizia nunca achar graça, mas que seu sorriso entregava.

Ahhhh pai! Que falta sinto de você.

Desejo então com estas palavras, dizer a você meu PAI, que agora se encontra em outro plano “Sinto sua falta te amo e sempre te amarei”, um beijo da sua filha e para todos os pais – FELIZ DIA DOS PAIS

Uma homenagem da equipe do envelhecieagora neste poema de Mário Quintana

“As mãos de meu pai”

As tuas mãos tem grossas veias como cordas azuis
sobre um fundo de manchas já cor de terra
como são belas as tuas mãos
pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram
na nobre cólera dos justos…

Porque há nas tuas mãos, meu velho pai,
essa beleza que se chama simplesmente vida.
E, ao entardecer, quando elas repousam
nos braços da tua cadeira predileta,
uma luz parece vir de dentro delas…

Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente,
vieste alimentando na terrível solidão do mundo,
como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento?

Ah, como os fizeste arder, fulgir,
com o milagre das tuas mãos.

E é ainda, a vida
que transfigura das tuas mãos nodosas…
essa chama de vida — que transcende a própria vida…
e que os Anjos, um dia, chamarão de alma…

(Mario Quintana)

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