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Comments

  1. Olá como vão vocês eu sou a Neusa e minha irmã Sandra e gostaríamos de falar que a vida ficou interessante demais depois dos 60 gostamos de passear e até comprei uma piscina para minha neta e eu e minha minha irmã estamos aproveitando,gostamos de trabalhos manuais eu Neusa de pintura e minha irmã faz lindos trabalhos de croché. Que gostamos de presentear e algumas vezes até vendemos. Temos muita vontade de aprender coisas novas e adoramos vida. Um abraço a todos.

  2. Olá meu nome é Sandra tenho 64 anos e estou em busca de um companheiro sou muito alegre, divorciada e gosto muito de dançar tenho Facebook que esta como Sandra Yara se quiser me conhecer um abraço.

  3. Sou enfermeira docente e faço pós graduação em gerontologia, ministro aulas em curso de téc. em enfermagem e cuidador de idosos, fico muito triste com o conteúdo pobre ministrado sobre o idoso aumentando grandemente por falta de conhecimento as iatrogenias cometidas pela classe de enfermagem .Estou adorando o site, muito rico em informações.
    Gostaria de fazer uma pergunta para o Drº Donato, existe algum órgão que regulamenta a profissão de cuidador de idosos, alguma classe que regularize o conteúdo que deva ser ministrado em cursos para cuidador de idosos, percebo que em alguns lugares que oferecem esse curso na grade existem temas e cuidados ministrados que vão de encontro com os ministrados ao auxiliar de enfermagem, isso é legal?
    Aguardo ansiosa pela resposta e parabéns pelo trabalho de todos vocês inclusive a minha professora Cristina Braga da minha graduação.

    1. Olá Renata, grato pela pergunta, vai responder a você e a muitos outros colegas com a mesma dúvida. As profissões para existirem devem ser regulamentada por lei, é ela que vai dizer se a profissão existe e o que este profissional poderá desenvolver. Quanto ao cuidador de pessoas, portanto, o cuidador de idosos, tem legislação que o regulamenta no município de número 16061 de 13 de agosto de 2014 e a lei estadual número Lei nº 12.548, de 27 de fevereiro de 2007. A lei entra em vigor deixando os limites que este profissional poderá agir na sociedade, cabe a escola, saber interpretar e ao fazer o projeto do curso, com seus conteúdos disciplinares, os mesmos devem estar nos limites das outras competências. Quando você fala sobre a possibilidade de cursos formadores de cuidadores, estejam ensinando competência de profissionais de enfermagem, certamente, o que compete exclusivamente aos profissionais de enfermagem, qualquer outro profissional que o faça, estará ensinando e exercendo ilegalmente a profissão. Quando falo, “ensinando”, temos Enfermeiros formando cuidadores e este educador dever ser prudente e não formar cuidador em competências que não podem ser desenvolvidos por ele. Quanto ao conselho Ético, que possa fiscalizar possíveis maus profissionais, este não existe e sua relação empregatícia com a pessoa idosa doméstico enquadra-se na categoria de trabalhador doméstico, caracterizado pessoa física, que presta serviço de natureza contínua e de finalidade não lucrativa à pessoa ou família, no âmbito residencial desta, mediante salário. Portanto, para que o cuidador de idoso se enquadre, será necessário que tenha sido contratado e seja remunerado pela própria pessoa ou por familiar dela, sem que para sua contratação haja qualquer aferição de lucro. Espero ter ajudado e qualquer dúvida poderá entrar em contato, este é a importância deste site, resolver a dúvidas e não criá-las. (Donato medeiros)

      1. Obrigada pelos esclarecimentos me foram muito úteis , pois como havia dito sou professora e dou aula para futuros cuidadores de idosos , preciso estar embasada na lei para desenvolver a grade curricular e ter conhecimento dos limites impostos a cada profissão.

  4. A GANGORRA MALUCA E A SOLUÇÃO

    Temos visto a grande dificuldade do governo em administrar a crise da Petrobrás, (e não dos caminhoneiros). Negociam a tabela de frete com estes, e reclamam os do agronegócio. Negociam com os do agronegócio, e voltam a reclamar os caminhoneiros. É a gangorra maluca que não quer se equilibrar, isto porque o governo chama à mesa de negociações os homens errados.

    Os homens certos a serem chamados são os da Petrobrás. O Governo precisa trazê-los, e dizer-lhes de forma definitiva:

    – O Governo não tem dinheiro para arcar com a política de preços estranha de vocês;
    – Os caminhoneiros não têm dinheiro para arcar com a política de preços estranha de vocês;
    – O agronegócio e as demais empresas não têm dinheiro para arcar com a política de preços estranha de vocês;
    – O povo então nem se fala;
    – Vocês já produzem petróleo para além da quantidade necessária para abastecer o Brasil;
    – Vocês até exportam um terço do petróleo que produzem;
    – Vocês têm uma reserva de R$. 100 bi em petróleo para ir a leilão a qualquer momento;
    – Vocês não têm prejuízos com a importação de petróleo porque são exportadores e não importadores;
    -Vocês ocupam apenas 68% da capacidade de refino no Brasil, porquê mandam refiná-lo no exterior, pagando frete de ida e de volta, e a mão de obra no exterior?
    – Se vocês quiserem internacionalizar o preço do petróleo, o façam apenas na parcela exportável;
    – Finalmente, parem e colocar a Nação contra a parede.

    Porque será que é tão difícil ao governo chegar ao ponto certo, e fazer as coisas de forma correta, deixando-nos viver sem angústias? É por nós ou contra nós?

    José Carlos

  5. O SAMBA DO CRIOULO DOIDO

    O jornal “O Estado de São Paulo” de 7 de Junho de 2018, noticia o seguinte: “Acordo ameaçado; o desconto do litro do diesel não chega a R$. 0,46 porque é misturado com o biodiesel, (coisa que o governo não levou em consideração quando assumiu o acordo); a pressão do agronegócio já faz rever a tabela dos fretes; as concessionárias (que administram as estradas e cobram os pedágios, as quais, vale lembrar, têm contratos em vigor com os governos), estão arcando com o prejuízo pelo desconto que dão aos caminhoneiros, já que os governos alegam não terem nada a ver com isso; os caminhoneiros já estão de olho no governo.

    É a Petrobrás fazendo o governo dançar o samba do crioulo doido. É como se o governo estivesse dentro de um barco fazendo água por vários furos, e ele governo, para tapar um furo, tivesse que destapar outro!!! Por tomar decisões ao sabor das circunstâncias, para solucionar o problema do dia, abre vários problemas nesse mesmo dia.

    Quantas pressões extremas terão de acontecer para que o governo abra de vez os olhos? Num país em que a maioria dos aumentos salariais está atrelada à inflação, quem pode agüentar com aumentos muito superiores a ela?

    Será que o governo ainda não percebeu que a política de preços da Petrobrás, sem razão de ser, diga-se, está levando o país a um beco sem saída, tornando-o inadministrável, o que é um risco social gravíssimo?

    Já que a política dos preços indexados voltou, vejam-se os preços da Petrobrás indexados aos preços do exterior, e enquanto o governo não quiser enfrentar o problema de frente, fazendo a Petrobrás indexar os preços do petróleo que prospecta e vende internamente, apenas ao índice de inflação, fará um governo sem rumo, dançando o samba do crioulo doido, fazendo compulsoriamente com que nos incluamos nessa dança à nossa revelia, levando injustiça aos demais ramos produtivos da Nação, e a todos nós. Enquanto isso a Petrobrás navega em águas mansas, como se não fosse ela quem faz atualmente os furos no casco do navio chamado Brasil, já de si tão avariado e no momento tão sem rumo, e faz o governo dançar o samba do crioulo doido.

    Ordem e progresso, mas ambos têm de partir de quem nos governa, senão, os que nos governam poderão ter à sua volta exatamente o oposto, e depois ficam procurando os infiltrados e instigadores, sendo que são os únicos responsáveis por suas decisões unilaterais, as quais levam o Brasil ao desespero, e se o pior vier, a convulsões sociais, das quais nos deviam proteger. Quem gera injustiças sociais gera também reações contrárias a elas, é bom que saibam disso, pois serão os únicos responsáveis, não haverá outros.

    Que homens que nos (des)governam, não?

    José Carlos

  6. TRÊS INFORMAÇÕES NA INTERNET

    Há três informações na Internet sobre o custo do barril na prospecção do petróleo no pré sal. Duas delas conflitam com a outra, mas informo que a razão deste meu texto não é verificar qual delas é verdadeira, mas sim, fazer uma rápida análise no caso de que uma delas venha a prevalecer.

    A primeira informação vem da própria Petrobrás, a qual informa que prospecta o petróleo no pré-sal a US$. 8,00 o barril, coisa extraordinária, pois sabemos que o pré-sal requer tecnologia própria e muito especial, e com equipamentos também adequados a esse tipo de prospecção. A minha análise sobre esta informação é a de que, comparando-se o preço de US$. 8,00 o barril, com o preço de venda no mercado internacional, ao redor de US$. 67,00, e como o preço do petróleo da Petrobrás está atrelado ao preço internacional, o lucro da mesma é de 837% por barril! Com este “colchão”, precisa mesmo da sua política de alteração de preços como a atual?

    A segunda informação é a de que o preço desta prospecção é de US$. 53,00 o barril, o que já estaria dando prejuízos à Petrobrás. Vejamos, verdadeira ou não, esta informação deixa claro que há um preço máximo para o custo do barril de petróleo do pré-sal, o qual, se ultrapassado, dará prejuízos. Em outras palavras, quanto mais alto for o preço internacional do barril de petróleo, menos risco corre a Petrobrás de ter prejuízos, o que, obviamente, mexerá para cima, em todos os preços no nosso Brasil, assim, prevalecendo esta informação, a de que o preço do barril tem de ser sempre alto para não haver prejuízos, o petróleo que deveria nos tornar ricos, é contra nós, a menos que o nosso salário seja indexado a ele, o que parece ser muito difícil de acontecer, mas há um paradoxo nisto tudo: a Petrobrás precisa que o preço seja sempre alto, mas com a entrada dela para valer no mercado, ou seja, quando o pré-sal estiver fornecendo todo o petróleo que pode, haverá muito mais oferta de petróleo no mercado, o que forçará o preço para baixo. Assim, o que deveria dar um bom lucro para o Brasil, poderá transformar-se em um brutal prejuízo!

    A terceira vem da Shell, que está interessada em adquirir uma área no pré-sal para fazer a sua própria prospecção. Conforme ela, o seu interesse na compra desta área deriva do fato de que entende poder fazer a prospecção a um custo menor que US$.40,00/barril, mostrando assim haver um limite máximo para o custo do barril. Podemos deduzir que se ela acreditasse poder prospectar o petróleo a um custo muito abaixo de US$. 40,00, ela possivelmente estaria fazendo suas contas por um valor também muito abaixo deste, por não haver, a meu ver, razão para se fixar nele e não em qualquer outro. Seja como for, o paradoxo acima também se aplica a este caso.

    Estaremos num beco sem saída, em que para nós, povo, nunca nos beneficiaremos por termos petróleo, pois sempre teremos que arcar, ou com os aumentos, ou com os prejuízos?

    José Carlos

  7. RESPOSTA

    Respondo a uma pergunta que me foi feita:

    A pergunta é: Como é que uma Nação pode chegar ao ponto de equilíbrio gerador da paz?

    Para dar a minha resposta começo por definir o que seja esse ponto de equilíbrio: é o ponto de encontro de todos os interesses, sem que sejam invasivos, por isso, ponto de equilíbrio.

    Como é que podemos conhecer se esse ponto foi alcançado? Quando todos os preços forem compatíveis com o bolso do povo.

    A partir deste ponto podemos bem entender em que risco a política de preços da Petrobrás, com a anuência do governo, coloca o Brasil. A Petrobrás é a única empresa que consegue a um só tempo, invadir todos os interesses que compõem o ponto de equilíbrio, fazendo o desmanche total dele, levando o Brasil ao caos, como de fato levou no protesto dos caminhoneiros.

    Os fatos indicam que o Brasil é um país com forte tendência a fazer administrações inversas ao interesse coletivo. O povo é a base de tudo. É do bolso dele que é feita a riqueza de uma nação, pois é ele que paga a conta. Nos países bem organizados, a administração é no sentido de capitalizar o povo, pois este com dinheiro consome, e consumindo, permite uma boa produção, fechando-se assim o ciclo virtuoso do desenvolvimento. Uma boa renda per capita faz a felicidade de todos. No Brasil, parece que o menos é mais, isto é, quanto mais puder ser tirado do povo através de uma carga tributária brutal, e o pior, sem um bom retorno, parece que mais satisfeitas ficam as autoridades. É a administração para o empobrecimento!

    Se um governo não consegue equalizar os preços, colocando-os ao alcance do bolso do povo, é um governo fazendo uma administração pequena, de inteligência apenas mediana. Fala-se que o mercado precisa ser livre, sem dúvida, mas dentro de um princípio de honestidade, porque é dever do governo interferir a favor do ponto de equilíbrio quando um dos participantes tiver um comportamento que venha a gerar desequilíbrio nele, e jamais ser a favor de quem tente desequilibrá-lo, o que será sempre um absurdo.

    José Carlos

  8. UMA INFORMAÇÃO MUITO DIFERENTE

    Hoje abordarei algo que, quase certo, gerará dúvidas, mas como está dito que nada ficará oculto, no momento certo os que duvidarem terão a sua prova.

    Quero antes dizer o seguinte: imaginemos que todo o dinheiro produto da corrupção e que foi mandado para fora do Brasil, isto desde lá do começo até os dias de hoje, juntamente com o rendimento anual da Petrobrás e talvez das demais estatais, e que a corrupção deixasse de existir, como seria o Brasil. Com todo esse dinheiro a carga brutal de impostos que hoje pagamos seria reduzida substancialmente, pois o governo teria dinheiro para arcar com as necessidades de todas as estruturas, incluídas aí a saúde, a educação, e a segurança, e o fizesse sem desvios de dinheiro.

    Todas as atividades industriais, comerciais, serviços, e agronegócios poderiam continuar com as margens de lucros atuais, mas por terem a carga de impostos muito reduzida, repassariam essa redução para os salários. Viveríamos então num país de sonhos, mais dinheiro no bolso, custo de vida mais barato, e todas as estruturas funcionando. Podemos ver facilmente o poder de destruição de uma nação que a corrupção tem, e quanto mal faz, quantas mortes gera, e quantas pessoas aderem ao crime por falta de opções.

    Agora vamos à informação muito diferente: Está hoje implantada na Terra a Força Maior, a Justiça Perfeita, e as bem-aventuranças estão em curso, não duvidemos. Há uma delas, a sexta, que diz: bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.

    Lembro que Jesus nos disse que pecaríamos por pensamentos palavras e obras, isto é, tudo fica registrado na Justiça Divina, até o mais íntimo pensamento. Não há crime que fique impune. A Justiça Maior está em curso e não falha. O julgamento faz-se no espírito e não no corpo físico, por isso, por não o vermos, (o julgamento), poderá acontecer que tenhamos dúvidas sobre isso, mas garanto, todos os que escolheram o caminho do erro já foram sentenciados.

    Deus reina absoluto, mesmo que não aceitemos esta informação, pois Ele não precisa que a aceitemos para reinar, e estamos a caminho de um sonho maravilhoso. Aguardemos.

    José Carlos

  9. O VOTO

    Aproximam-se as eleições, e mais uma vez somos solicitados a escolher bem aquele ao qual entregaremos a administração do Brasil, mas como fazer para escolhermos bem? Por onde iniciar a escolha?

    Refiro-me ao candidato à presidência. Primeiro de tudo temos que olhar, obviamente, se é ficha limpa.

    Segundo, precisamos conhecer seu plano de ação, e se vai respeitar a Constituição e suas leis, ou se vai reger o Brasil de outra forma.

    Terceiro, acho que já foi dito, mas se não o foi vou dizê-lo agora: Política é a arte da negociação, e a meu ver este é o terceiro ponto para analisarmos o candidato. Este tem de conhecer bem os meandros do Congresso e ser muito bom de negociação com ele, uma vez que, se tem uma base aliada, o que facilita muito as coisas, para obter sucesso, tem que saber negociar com a oposição, caso contrário nada feito, pois a maioria é necessária para a aprovação dos projetos.

    Obviamente que, para gerir a Nação, não pode deixar de ter tirocínio administrativo também, porém coloco esta capacidade em quarto plano, e explico porquê. Quem na verdade vai administrar o Brasil são os Ministros, os quais, com base no plano de ação previamente elaborado, elaboram por sua vez seus planos de ação, e para executá-los, estimam as necessidades financeiras, as quais entram no orçamento da União. Onde entra a ação do Presidente? Nas reuniões com os ministros para ver o andamento das coisas.

    Já que quem vai gerir a administração são os Ministros e seus quadros administrativos, temos que ver quais os homens que o candidato apresenta para formar o seu Ministério, e aqui o quinto ponto. A meu ver, em vez de serem políticos, estes homens têm de ser muito bons administradores em suas áreas.

    Não nos devemos ater ao tamanho nem à idade dos partidos, pois podemos encontrar a pessoa certa num partido pequeno e novo. Eu localizei o meu candidato num destes partidos novos e pequenos, pessoa com longa experiência no trato com o Congresso por ter sido congressista por longos anos, e sem nada conhecido que reprove a sua idoneidade, ficha limpa portanto, pena, infelizmente, que ele não esteja entre os primeiros na intenção de votos na última pesquisa. Se faria uma boa administração só o tempo o dirá, mas tem tudo para fazê-la.

    Não vou informar o seu nome porque o voto é sigiloso, mas sim, votaria nele.

    Este é o meu modo de analisar os candidatos, mas respeito o modo de analisar de todos.

    José Carlos

  10. REGIMES POLÍTICOS

    Como temos liberdade de pensamento, inicio expondo um pensamento meu: para prover é preciso ter, para ter é preciso produzir, para produzir é preciso trabalhar, e para trabalhar é preciso salário. É por isso que acho que a maior invenção da humanidade é o dinheiro, porque por ele o ser humano chega até a trabalhar, única maneira de dar-se origem à cadeia que acabo de citar.

    No tocante aos regimes políticos, podemos sintetizá-los em apenas dois, os totalitários e os democráticos. Que dizer dos totalitários que já não se saiba, mas um deles, o comunismo, nasceu de uma idéia, e não apenas do egoísmo de alguns ditadores.

    Até há pouco tempo o mundo dividia-se entre dois regimes, o comunista e o capitalista. O comunista tinha a pretensão de o governo tudo prover de forma gratuita, a saúde, a educação, o alimento, etc.. Esbarrou, a meu ver, em dois pontos, a supressão das liberdades, e indolência natural no ser humano, que, se tudo recebia do governo, para quê esforçar-se, fazendo com que o ter para depois distribuir tornar-se escasso. O lado social que pretendia ser uma conquista, foi o atraso que conhecemos, e ainda hoje não se vê produtos russos sendo comercializados pelo mundo, talvez porque os ramos industriais mais desenvolvidos naquele país sejam o espacial e o bélico.

    No regime capitalista, que também esbarra num ponto, o egoísmo, que leva ao quanto mais dinheiro eu tiver melhor para mim, gerando com isto distorções sociais fortes, o trabalho se impõe como sobrevivência, e é desse trabalho que resulta toda a evolução conhecida. No regime capitalista encontramos a liberdade de pensamento, de expressão, de ir e vir, de votar, pois o regime político é o de democrático.

    Vou ater-me agora à possibilidade de votarmos dentro de um regime democrático presidencialista como o nosso, formado por partidos políticos, e pelos três poderes, o Executivo, o Legislativo, e o Judiciário, teoricamente o regime mais perfeito, pois permite várias vertentes diferentes de pensamento político nos vários partidos, e a independência entre os três poderes, mas será que é assim mesmo?

    Este é um ano de eleições no Brasil, e muito tem sido pedido a quem vota que desta vez saiba escolher bem em quem votar, mas há um porém fundamental em tudo isto, quem escolhe os políticos a serem votados são os partidos e não o povo, que só pode votar nos homens oferecidos pelos partidos, e pelo que se vê, na maioria, são quem são. Também a independência entre os três poderes não passa de ilusão, pois quem dirige o Executivo e o Legislativo são os mesmos partidos, portanto, os mesmos interesses, e os juízes que compõem o Supremo, em vez de serem os de carreira, são nomeados por esses mesmos partidos, e talvez por isso, com pouquíssimos julgamentos até hoje daqueles que têm foro privilegiado.

    Sendo assim, temos solução? A meu ver enquanto mirarmos o alvo errado, ou seja, o mundo à nossa volta, não, pois o mundo é o resultado do nosso comportamento, enfatizando, é o resultado do que todos nós fazemos nele. O alvo certo é o nosso íntimo, pois enquanto não trocarmos o nosso egoísmo pelo altruísmo, ou seja, pela fraternidade, o mundo continuará sendo o mesmo.

    José Carlos

  11. O PRESIDENTE E A INCRIVEL FORÇA DA PETROBRÁS

    A fala do nosso Presidente ao se dirigir ao atual presidente da Petrobrás foi de pasmar, e disse isso ainda no calor do caminhonaço: O governo não interferirá na política de preços da Petrobrás. Nada aprendeu. Foi como mostrar o Brasil ao novo presidente e dizer-lhe: toma-o, faz nele o que você quiser que eu nada farei!!! Incrível! Se acreditávamos que tínhamos um governo que nos defendesse, aparentemente podemos esquecer.

    Há um tempo atrás, Emílio Odebrecht, num momento falho, disse em uma entrevista: “que sempre foi assim”, isto é, que sempre houve corrupção, principalmente na Petrobrás, a ponto de achar que tudo era natural. Sabe-se lá quantos milhões, talvez, bilhões, foram surripiados desta empresa, a ponto de ter uma dívida enorme, e estamos falando de uma petroleira, quando se sabe que no mundo, principalmente no mundo árabe, quem tem petróleo está extremamente rico. Eles têm petróleo e estão ricos, a Petrobrás também tem petróleo e está paupérrima, e praticamente nos põe de joelhos para se recapitalizar. Petróleo enriquece, mas a Petrobrás está tão pobre que precisa do nosso dinheiro. Em vez de fazer dinheiro com o petróleo, quer fazer dinheiro no nosso bolso. Só ela consegue provar ao mundo que o petróleo empobrece. Porque será?

    Governar bem é uma arte. Quem governa, governa para todos, sendo assim, tem de ter uma visão global e saber tomar decisões globalizadas. Na verdade, se o nosso presidente também pensasse um pouco em nós e não só na Petrobrás, teria facilmente verificado que uma política de preços desastrosa como essa, quase a inflação anual a cada três ou quatro aumentos, levaria ao que levou, gerando imensos prejuízos à Nação. Hoje, empresas que já tinham contratos fechados e outros em negociação, repentinamente têm seus custos aumentados, e talvez deixem de ser competitivas e percam muitos negócios.

    A meu ver, em vez de sacar dinheiro em nosso bolso, a Petrobrás deveria fazer uma devassa muito séria em suas contas, (se o fez, nada se sabe), ver quanto lhe foi roubado, colocar essas informações à disposição das autoridades para tentar recuperar através delas esse dinheiro, e colocar na cadeia quem nos empobreceu empobrecendo-a, e, por tabela, talvez, agora, outras empresas.

    José Carlos

  12. O REINO DA PETROBRÁS, E A ESTRANHA MANEIRA DE GOVERNAR

    Como se vê nas várias mídias de hoje, 1º de Junho de 2018, para bancar o subsídio do diesel o governo vai onerar uma boa parte das indústrias nacionais, e até reduzir gastos sociais, e inclusive, atingindo em cheio a indústria exportadora, importantíssima em qualquer nação, por ser a geradora de créditos na balança de pagamentos, permitindo que se importe o que se precisa importar para se manter o parque industrial produzindo.

    Em toda a minha vida profissional dediquei-me ao comércio exterior, e sei bem quanto o “Made in Brazil” dificulta a abertura de mercados no exterior para produtos industrializados. Permito-me contar duas experiências pessoais nesta área: certa feita, numa reunião em uma empresa no exterior, ouvi de uma pessoa nessa reunião o seguinte: “Não gostamos de negociar com brasileiros, não são confiáveis”! A outra experiência foi pior ainda. A indústria em que trabalhava fabricava corantes para as indústrias de plásticos, e esses corantes são de consumo diário, pois na sua falta as firmas compradoras deles não têm como fabricar seus produtos, logo os fornecedores dos corantes têm de ser da máxima confiança dessas indústrias, em outras palavras, não podem falhar na entrega dos corantes no instante em que se façam necessários, pois podem paralisar as indústrias. Havíamos conseguido nomear uma empresa no leste e dos Estados Unidos para revender nossos corantes, e tínhamos já entregue as primeiras 17 toneladas, quando o presidente do Brasil na época editou um decreto reduzindo para 85% o valor do dólar em relação ao real, aumentando sobremaneira o preço de nossos produtos, tirando-nos a competitividade em uma só noite, tornando-nos inconfiáveis. Talvez seja por isso que aquela pessoa disse que não éramos confiáveis. Talvez porque no Brasil tomam-se decisões ao sabor das circunstâncias, sem avaliar os efeitos colaterais. Novamente o setor exportador vai passar pelo mesmo, o que é uma pena.

    Mas afinal, o prejuízo não cabe Petrobrás? Não é ela que tem de arcar com ele? Porquê os outros setores que nada têm a ver com isso, têm de ser afetados instantaneamente e sem pré aviso, arcando com a dívida da Petrobrás, e sofrendo prejuízos no tocante à sua competitividade? O governo pode fazer o quiser com os demais setores sem prévia negociação? Vivemos numa ditadura? Só a Petrobrás é uma firma importante a ponto poder, a qualquer momento, adentrar na vida das outras empresas levando-as a prejuízos? As outras empresas não geram empregos também, e não produzem bens de consumo necessário?

    Finalmente, a Petrobrás tem mesmo prejuízos com o aumento dos preços de petróleo, sendo ela mesma exportadora, portanto, vendedora deste produto a preços maiores quando aumentam? Precisa-se fazer uma investigação à La “Lava Jato” para sabermos se há verdadeiramente razão para tantos aumentos, e tanta interferência em nossa vidas? Estamos todos atrelados à ”realeza” da Petrobrás?

    José Carlos

  13. O GRANDE ERRO ADMINISTRATIVO

    Somos como sabemos, um país gigantesco, com diferenças sociais notáveis, gerando um universo de diferenças enorme, o que torna a administração bastante difícil, e cria situações contrastantes. Se o governo socorre aqui, não tem dinheiro para levar o mesmo socorro ali, e aí apela para o aumento deste ou daquele imposto, aumentando assim a já enorme carga de impostos, piorando deste modo o que já nos era praticamente insuportável.

    Como disse anteriormente, a única fonte de renda de qualquer governo é o povo. Se socorríamos antes a Petrobrás, ao que tudo indica vamos agora socorrer o governo pagando por novos impostos, mas o problema é que somos uma fonte que está secando já há muito tempo, o que prova o aviso dado pelos caminhoneiros.

    Não nos negamos a cumprir com o nosso dever para com a Nação, mas tem de haver um equilíbrio em tudo isso, e aqui o grande erro administrativo, porque o governo quando tem de ceder aqui, nos cobra ali, nunca os dando alívio verdadeiro por não conseguir fazer uma administração equilibrada para todos, talvez por não conseguir achar o modo de fazê-lo.

    Não vou entrar no terreno de como o governo gasta o nosso dinheiro, porque isso é para um capítulo à parte, mas vou dar uma sugestão para que ele, governo, possa por sua vez gerar justiça social, deixando de ser um governo que governa tapando os buracos gerados por ele mesmo, cobrando sempre mais impostos, e para isso vou me servir da técnica usada pela Petrobrás ao indexar os nossos preços de combustível aos preços internacionais. A única indexação que realmente gerará justiça social, é quando ela for indexada ao nosso bolso. Sei que é difícil, mas só assim, por isso, este objetivo deveria ser perseguido tenazmente por qualquer governo, pois somos o único caixa dele, e este caixa não pode ser quebrado.

    José Carlos

  14. O BRASIL, O EFEITO GANGORRA, E A ADMINISTRAÇÃO FRAGMENTADA

    O Brasil é um país com medo dos ciclos virtuosos, que prefiro chamar de ciclos positivos. Não se precisa ir muito longe no tempo. Vivíamos numa recessão antes do Plano Real, tivemos um bom desenvolvimento durante vários anos, boa produção, muita gente empregada, e por isso com algum dinheiro no bolso, tudo dentro de um ciclo positivo. Vêm novas eleições, vem nova equipe de administração, novas idéias, altera-se o bom caminho, entra-se num caminho de incertezas no qual a oferta perde para o consumo, vem a inflação, e caímos novamente numa recessão profunda como a de agora, com mais de 13 milhões de desempregados. É o efeito gangorra ao qual somos submetidos. O que dá certo tem de ser alterado sob alegações diversas, e acaba por dar errado. Uma equipe não consegue dar bom andamento ao que de bom a equipe anterior deixou. É o que chamo de administração fragmentada.

    Entende-se então que o consumo é algo pernicioso e que precisa ser combatido, e para isso utiliza-se o aumento da taxa de juros, trava-se o desenvolvimento, cria-se um desemprego brutal, falta dinheiro em muitos bolsos, baixa-se por causa disso o consumo, e ficamos longo tempo esperando que os juros possam diminuir para se dar início a um novo ciclo positivo, o qual leva a emprego, dinheiro a muitos bolsos, aumento de consumo, demanda maior que a oferta, nova inflação, novo aumento de juros, novo desemprego brutal, ciclo este que batizo agora como ciclo horroroso. Mal pomos a cabeça para fora, lá vem nova pancada nos juros, e lá mergulhamos em novo sofrimento. Mais uma vez, o efeito gangorra.

    O Brasil tem medo dos ciclos positivos, e não consegue ver no consumo algo altamente positivo. Consumo é sinal de desenvolvimento, e desenvolvimento trás novos empregos, principalmente para as novas gerações, e se vem envolto em inflação é porque a oferta é pouca, então o campo inteligente de ação, é alavancarmos a oferta e não diminuirmos a procura, como tem sido feita até agora. Não é fugindo dos ciclos positivos e optando pelos horrorosos que chegaremos um dia ao porto seguro de uma boa e continuada administração homogênea, e só se chega a isso amparando a indústria, inclusive a que atende à pecuária, pois é a partir do que se produz que vem o comércio, os empregos, o pagamento dos impostos, o ciclo positivo permanente, uma vida sem sustos para todos, e só se consegue isso com oferta suficiente para a demanda.

    José Carlos

  15. RESPONSAVEIS E RESPONSABILIDADES

    Tenho dito que os elos de ligação são invisíveis, porém poderosos e geradores de conseqüências. Tem o caso daquela pessoa que atirou na outra e ao ser presa disse ao guarda: não matei não, apenas puxei o gatilho, quem matou foi a bala. Não é porque o que se faz aqui e vai acontecer ali, que ficamos isentos de culpa, se o que fizemos foi errado.

    Há 3 informações na primeira página do jornal O Estado de S.Paulo de 2 de Junho de 2018, dignas de um comentário. A primeira e a segunda se ligam por isso comento as duas no mesmo parágrafo. As ações da Petrobrás caíram 40 bilhões de reais em um só dia, 115 bilhões no total, (jornal de 29 de Maio),nosso patrimônio diga-se, por causa da política de aumento de preços, esta é a primeira. A esses 115 bi, devem juntar-se talvez milhares de outros bi, por prejuízos generalizados por todo o Brasil. Os responsáveis por esses prejuízos à Nação são apenas os dois presidentes, o da Petrobrás e sua política de preços, e o da República, por aceitá-la. Os elos de ligação estão aí mostrando o quanto são os únicos responsáveis. Um se demitiu, (e aqui a segunda), sob a alegação de que sua permanência deixou de ser positiva para a construção de alternativas. Pena que não percebeu isso antes de estabelecer a sua política de preços. O outro diz que dialogando tirou, com o nosso dinheiro, o Brasil do caos em que o meteu, e claro, os culpados disso são os caminhoneiros. Dezenas e dezenas de bilhões de prejuízo e tudo fica por um pedido de demissão e por um diálogo? Mas se os elos indicam que estão vinculados ao estrago que fizeram, não têm que responder por ele? Voltam as costas ao que fizeram, enfiam as mãos nos bolsos e saem assobiando, e pronto? Fica assim por isso mesmo? E nós e o nosso dinheiro? Não há lei?

    A terceira é a de que o governo está de olho no leilão de R$.100 bi de petróleo excedente!!! A Petrobrás tem R$.100 bi de petróleo excedente e fez o que fez ao Brasil e a nós!!! Tem uma dívida ao que parece de R$.300 bi, mas num só e único leilão poderá ganhar R$.100 bi!!! Porquê nos fez o que fez, ainda mais sob um argumento falso do aumento do preço do petróleo e da taxa do dólar, porque, sendo exportadora e não importadora, beneficia-se automaticamente desses dois aumentos, não tendo a empresa prejuízos? Ficou tanto tempo sendo delapidada pela corrupção, e agora está com tanta pressa de recuperar o dinheiro perdido, aponto de não poder diluir a recuperação no tempo suficiente para evitar de vir ao nosso bolso. Incrível.

    José Carlos

  16. O DIA DO RETORNO

    Hoje eu vou escrever algo diferente. Disse em outro texto que a minha vida profissional foi toda dedicada à atividade de comércio exterior. Estive em Cuba junto com colegas da área de engenharia, para lá fecharmos um negócio, o que conseguimos. Um dos membros da equipe cubana, num dos intervalos da negociação, aproxima-se de mim e faz a seguinte pergunta: Você acredita na existência de Deus? Claro que disse que sim, mas estranhei a pergunta pois sabia que os comunistas são ateus. Conversamos um bocado de tempo sobre Deus, e por fim disse-me: Admirava muito o meu pai por ser o comunista perfeito. Jamais falou em Deus. Morreu nos meus braços e as suas últimas palavras foram: Pai, a Ti me entrego.

    É o momento do retorno que chega para todos nós, e para o qual deveríamos nos preparar durante toda a nossa vida. Nem sempre pensamos nisso, mas nascemos com data de vencimento, e o retorno é inexorável. Gosto de pensar que a Bíblia não é somente um livro religioso, mas um livro onde podemos ir buscar ensinamentos valiosos para o nosso comportamento no dia a dia, pois não são palavras deitadas ao vento, mas dirigidas a cada um de nós. Vejamos alguns ensinamentos: amai-vos uns aos outros, existe relacionamento mais perfeito? É simplesmente a antítese do egoísmo. Outros ensinamentos, estes mostrando que a justiça divina existe e o modo de como funciona: Cuidado Pedro, quem fere à espada à espada será ferido, ou então: A cada um segundo suas obras, é a Lei do Retorno, ou carma, conforme os indús. A semeadura é livre mas sempre colheremos do que plantamos, não há como escaparmos, pois a Lei da Justiça Divina é de tal forma perfeita que Jesus nos avisa: Pecareis por pensamentos, palavras e obras. Até os pensamentos ficam registrados nela.

    É provável que para vários, para não dizer, muitos, as palavras acima sejam entendidas como balelas, mas convém lembrar o seguinte: Deus não precisa que acreditemos que Ele e Sua justiça existam, para poderem existir, e que por ser o único Ser do lado externo das Leis, pois foi Ele que as fez, não possa fazer coisas que ache necessárias, muito além do que possamos acreditar e entender. Não somos nós que mandamos em Suas Leis, e quer queiramos ou não, quer acreditemos ou não, todos estamos a elas submetidos.

    Fico imaginando o momento de retorno para quem tenha a consciência enegrecida por tantos roubos feitos, (muitas vezes amparados por juízes estranhos), e quem serão aqueles que os esperam do lado de lá. Sejam quais forem as dificuldades pelas quais possamos passar em nossa vida, o melhor é nos apresentarmos do lado de lá com a consciência limpa, pois a vida continua para além do corpo físico. O lado de lá da vida existe, pois é a ele que nos dirigimos quando oramos, porque Deus, Jesus, Maria, é lá que se encontram. Viver requer responsabilidade.

  17. A POLÍTICA ARRASADORA DA PETROBRÁS,
    AS DECISÕES AO SABOR DAS CIRCUNSTÂNCIAS DO GOVERNO CENTRAL,
    OS ELOS DE LIGAÇÃO E OS EFEITOS COLATERAIS,
    E UM SONHO.

    Comparações sempre são úteis para uma boa didática. Se já estudamos um pouco a biologia humana sabemos que temos o aparelho circulatório composto por artérias e veias, plasma sangüíneo, glóbulos vermelhos e glóbulos brancos. Cabe aos glóbulos vermelhos, trafegando pelo plasma sangüíneo, levando o oxigênio a todas as células e retirando delas todo o “lixo”, manter-nos vivos. Aos glóbulos brancos cabe a guarda da nossa saúde, dando o primeiro combate a intrusos como vírus. Qualquer alteração na harmonia do sistema sangüíneo altera todo o organismo ao mesmo tempo, podendo nos levar a doenças graves, por isso, muito cuidado com o álcool, fumo, e drogas, porque podem levar-nos ao colapso total.

    Uma Nação é como um corpo humano. As rodovias são as artérias e as veias, os combustíveis são o plasma sangüíneo que agora batizo como plasma combustível, os glóbulos vermelhos são, obviamente, os caminhões, e os brancos, por seu papel de defesa, são os policiais rodoviários.

    As distribuidoras do plasma combustível podem ser várias, mas a única fornecedora dele é a Petrobrás, a qual, com a sua política tóxica de preços, altera todo o sistema circulatório da Nação, podendo levá-la ao colapso total, e, para evitar isso, o governo central corre a tomar decisões em cima das circunstâncias, sem levar em consideração os elos de ligação que mantêm a Nação una, gerando efeitos colaterais negativos por todos os lados.

    Mexe-se aqui, estraga-se muito em muitos lugares. Vemos agora o agro negócio sendo apanhado no contrapé, atingido em cheio pelo extraordinário aumento dos preços dos fretes originados pela decisão em cima das circunstâncias oriundas da necessidade de atender os caminhoneiros, tudo com raiz na política de preços arrasadora da Petrobrás. São os elos de ligação gerando conseqüências.

    Temos agora algumas informações às quais convém ficarmos atentos. A) – haverá um intervalo para o aumento dos preços do diesel. B) – O governo não interferirá na política de preços da Petrobrás. C) – O atual presidente da Petrobrás não alterará a atual política de preços. D) – Também não permitirá que a empresas tenha prejuízos. Precisamos ficar atentos para vermos se o percentual de aumento do preço do diesel dentro dos intervalos agora acordados, não seja maior do que a somatória dos da época em que eram dados a cada dois dias.

    O sonho, quem sabe se o Congresso, afetado em cheio para greve dos caminhoneiros acorde e faça algo a favor da Nação, criando uma lei que proíba a indexação dos preços dos combustíveis para uso na Nação aos preços internacionais dos mesmos, pois se o preço do barril do petróleo chegar a valer mais de 100 dólares, como já chegou no passado, o Brasil apaga.

    José Carlos

  18. O PONTO DE EQUILÍBRIO, AS INDEXAÇÕES, A LIVRE CONCORRÊNCIA, A BOA GOVERNANÇA, E A BOA FISCALIZAÇÃO

    Em artigo anterior referi-me ao ponto de equilíbrio, dizendo ser esse ponto de equilíbrio o ponto de encontro de todos os interesses comerciais, sem serem invasivos uns aos outros, e todos ao alcance do bolso do povo, porque afinal, o mercado somos nós.

    Como as indexações persistem, para que se estabeleça justiça social todas elas deveriam estar atreladas à inflação, pois, afinal, é a ela que a maioria dos salários, inclusive dos aposentados, está atrelada. No entanto, o que vemos é alguns setores, alegando razões próprias, adentrarem ao nosso bolso que só recebeu um reajuste, o da inflação, este ano abaixo de 3%, porém, para darmos um único exemplo, os planos de saúde querem 15%!!! Quem pode agüentar com reajustes deste porte?

    Diz-se que o mercado deve ser regido pela livre concorrência, mas isto só pode acontecer onde não haja nem cartéis, nem monopólios, veja-se o caso dos bancos, da Petrobrás, dos planos de saúde, ditando regras ao nosso bolso!!! A livre concorrência é sem dúvida salutar, mas como não ocorre na proporção que deveria ocorrer em nosso mercado, o governo tem a obrigação de agir sim, mas a nosso favor, evitando o desequilíbrio no ponto de equilíbrio.

    A boa governança deve ser sempre do governo para o povo, e não o oposto, assim, o governo jamais deve colocar-se do lado dos grupos que queiram, repito, levar desequilíbrio ao ponto de equilíbrio. Muitas vezes pensamos que o governo é apenas o executivo, mas é no legislativo que podemos encontrar mais proteção, como por exemplo, este editando uma lei determinando que o único índice existente no Brasil para reajustes seja o da inflação, e penalizando com pesadíssimas multas quem ultrapassar este limite em seus reajustes sem nenhuma razão para fazer isso a não ser a ganância.

    Quanto à boa fiscalização, devemos nos lembrar que o Brasil é nosso, sendo assim, também temos obrigações para com ele, e não só na fiscalização dos preços, coisa altamente necessária, pois a fiscalização, nos moldes atuais, tem dentro se si forte propensão à corrupção, assim, os únicos bons fiscais somos nós mesmos, até porque hoje a maioria de nós tem celulares que nos permitem tirar fotos dos preços dos mesmos produtos nos mesmos lugares em ocasiões variadas. A Constituição, em seu art. 5º, inciso XVI, nos dá direito à livre manifestação, respeitadas as exceções. Sabemos que o Congresso, eleito para nos servir, nos serve melhor quando nos manifestamos coletivamente, e isso só pode acontecer nas ruas, coisa que nos é facultada respeitadas as exceções previstas na Constituição. Se há leis que queremos como a do único índice de indexação ser a inflação, é nosso dever nos fazermos ouvir no Congresso na maneira como ele nos houve melhor, nas ruas, não uma vez ou outra, mas até que consigamos essa lei, por ser ela o único meio que temos para, senão eliminar, pelo menos abrandar as desigualdades sociais e evitarmos os aproveitadores, POIS É SÓ COM ELA QUE PODEREMOS REPOR TODAS AS COISAS NOS DEVIDOS LUGARES.

    Se o Brasil é nosso, é nosso dever lutarmos por ele, (o que resulta lutarmos por nós mesmos), sempre de forma pacífica e constante, e sempre dentro dos ditames da Constituição.

    José Carlos

  19. Sonho
    Parafraseando o mártir Martin Luther King, eu também tenho um sonho, e o meu sonho deriva da afirmativa de um ministro do STF ao dizer que o sistema é falho, e da informação de outro ministro, ao apresentar uma estatística comprovando que 45% dos presos tiveram de ser soltos por falha da justiça!

    O meu sonho é o de ver a justiça sem injustiças. Sei que é um sonho, mas vamos lá. Gostaria de vê-la estruturada da seguinte forma:

    Ver a cláusula pétrea da prescrição dos crimes eliminada da Constituição, (pétrea!!! Acho que o constituinte que a colocou na Constituição desconhecia totalmente a morosidade da Justiça).

    Ver a cláusula de presunção de pena até trânsito em julgado deixar de ter valência logo após a sentença exarada com base em provas irrefutáveis.

    Ver a existência de apenas duas instâncias: a federal e as estaduais. À federal competiriam os julgamentos dos crimes federais, que eu chamaria de lesa a Pátria, por lesarem a todos nós, ou seja, aqueles investigados pela polícia federal como os da corrupção, não importando em que Estado da Federação estes acontecessem, o contrabando de armas, o de tóxicos, e os que mais coubessem como sendo federais.

    Ver a dosimetria das penas sobre a corrupção aplicada de acordo com a hierarquia de quem efetuasse os crimes, e agravada, em, digamos, 30%, se o dinheiro advindo da corrupção fosse parar em bancos no exterior, agravamento esse por uma razão muito simples: imaginemos que a população brasileira fosse constituída por 100 pessoas, e que houvesse em circulação 100 reais, e que alguém roubasse 5, e os mandasse para fora do Brasil. Haveria, obviamente, apenas 95 reais para os 100 habitantes, e com isto, lá se iam escolas, hospitais, infra estruturas, etc., etc., etc..

    Ver o cumprimento das penas ser em regime fechado, cumprido integralmente, isto é, sem nenhum benefício como o de 1/6 da pena, ou qualquer outro.

    Às instâncias estaduais caberiam todos os julgamentos dos crimes comuns, todos a serem cumpridos também integralmente e em regime fechado.

    Os tribunais, tanto os federais como os estaduais, seriam em quantidade suficiente para um rápido deferimento dos processos, pois, como já foi dito, justiça que tarda é justiça que falha.

    Este é o meu sonho, mas como sonhar é livre, convido a todos a terem o seu.

    José Carlos

  20. UM PEQUENO REFORÇO

    Este é um pequeno reforço ao que digo em meu texto de hoje, 10 de Julho de 2018, com o título: “A gangorra da justiça”, reforço este no sentido de tornar ainda mais claro o que a Constituição já deixa absolutamente claro no tocante a qual é a instância jurídica que pode pôr término ao trânsito em julgado, e, por conseguinte, ao término da presunção da inocência, ao dizer: ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.

    Como enfatizei no texto de hoje, a Constituição é absolutamente clara, portanto sem deixar margem a dúvidas, ao dizer que quem dá a sentença penal, (e não a final como parece quererem outros), é quem penaliza com a sentença que dá, sendo assim, é quem automaticamente põe término ao trânsito em julgado e, por conseguinte, à presunção de inocência, o que não poderia ser diferente, não precisando o STF dar ou tirar a autorização nem da segunda, nem de qualquer outra instância, (porque a Constituição não lhe dá poderes para isso), para poderem estas lavrar a sentença penal, pois a Constituição já se antecipou e deu essa autorização, e olha que a Constituição faz isso com uma cláusula pétrea, portanto, não sujeita a qualquer outra interpretação, ficando claro desta forma que os membros do Supremo, supremos guardiões da Constituição, têm que dar o bom exemplo, seguindo-a, pondo término de vez a se a segunda instância, (e outras mais se for o caso), podem ou não pôr término ao trânsito em julgado, porque podem por já estarem previamente autorizadas pela Constituição, deixando a justiça fluir como determina a Carta Magna.

    José Carlos

  21. A GANGORRA DA JUSTIÇA

    Pode até ser que os constituintes que colocaram na Constituição as duas cláusulas que cito a seguir, não tenham percebido o alcance negativo delas, mas sinceramente, não penso que eram tão inocentes assim a ponto de não percebê-lo. São elas: a presunção de inocência, e a prescrição dos crimes.

    A primeira permite tantos recursos que estes acabam por alcançar a prescrição dos crimes ao amparo da segunda, algo bastante conveniente para quem tem dinheiro para pagar esses recursos. Assim caminhava a nossa Justiça, até que um dia o Supremo decidiu que a segunda instância tinha poderes para lavrar, em colegiado, a sentença penal condenatória, coisa que agora parece querer reverter, dando origem à confusão que aí está, e transformando a justiça numa gangorra.

    Veja-se o que diz a cláusula pétrea sobre a presunção de inocência: “Art. 5 Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País, a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: LVII ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.

    Quanto ao trânsito em julgado, pela Constituição o mesmo cessa quando há a sentença PENAL, E NÃO FINAL, condenatória, porém o entendimento jurídico parece querer que seja a final e não a penal, ou seja, que só no STF se dê o fim ao trânsito em julgado, (o que tornaria este tribunal como o único a poder promulgar qualquer sentença uma vez que só nele cessa a sentença final, pondo assim fim aos outros por desnecessários, um absurdo), mas reforçando, nem o art. 5 nem o item LVII citam que só o STF pode pôr fim ao trânsito em julgado, mas sim ser a sentença penal condenatória que o faz, sem citar alguma instância específica para fazê-lo, nem citar a necessidade da sentença final. Não havendo esta obrigatoriedade explícita, o recurso ao Supremo só se justificaria caso a prova que dá embasamento à condenação suscite alguma dúvida, coisa não muito fácil de acontecer, pois a polícia quando abre um inquérito o faz com base numa investigação e de posse da prova que condena, e ao término deste inquérito, o encaminha à instância superior, que só o aceita se entender que o inquérito foi bem elaborado, portanto, dentro dos ditames da lei, e que por sua vez dará o encaminhamento normal, e aqui o ponto central: se esta instância superior dá como boa a prova que embasa o inquérito a ponto aceitá-lo, e o encaminha às outras instâncias superiores até que chegue à instância que promulgará a sentença penal, é nesta última que deve cessar a presunção de inocência, pois, novamente reforçando, por força da Constituição, a presunção de inocência só deve existir até a sentença penal ser lavrada, e isso, óbvio, acontece na instância que a lavra, e só acontece após a prova ter sido aceita por todo as instâncias por onde passou, e também por ela.

    Se a prova comprova, o crime está provado e comprovado, não importa a instância, logo, fica também provado que a interpretação do término da presunção da inocência e do trânsito em julgado poderem acontecer só no STF, (o que é contra a Constituição, repito), por ser este tribunal quem dá a última sentença, como parece que vai voltar a acontecer, só serve para empurrar os crimes para a prescrição e favorecer os criminosos. Na verdade, é uma interpretação equivocada que desserve à Justiça e serve apenas a quem cometeu crimes, mesmo que não haja intenção nisso.

    Por tudo isto, repito uma brincadeira que fiz com as palavras em um texto anterior: a prova que prova é a prova que comprova, porque se não comprova não é prova, agora, se comprova, nenhum juiz e nenhuma instância, nem mesmo o STF, podem por à prova a prova que comprova, sendo assim, todas as instâncias, desde que tenham a prova que comprova, têm, não só todo o direito legal, mas o dever de lavrar a última sentença, pois a Constituição lhes permite isso.

    José Carlos

  22. UM BRASIL IGUAL PARA TODOS

    Como ao que tudo indica, o governo causa amnésia naqueles que lá colocamos com o nosso voto, e como o passado prova, se quisermos fazer com que nos atendam em determinadas necessidades imperiosas, temos que lembrá-los do que precisamos, e isso só conseguimos com a nossa união, nas ruas e/ou com assinaturas em requerimentos, coisa que a Constituição nos autoriza, por isso vou sugerir uma pauta, e quem sabe haja algum movimento conhecido que possa aceitá-la e encabeçar o nosso movimento.

    Como vamos ficar bastante tempo nas ruas, podemos aproveitar esse tempo para reforçarmos o nosso pleito colocando nossa assinatura em folhas de papel que nos serão oferecidos em vários pontos por quem estiver encabeçando o movimento. Como haverá despesas com a compra desse papel e com a apresentação dele no Congresso em Brasília, quem o estiver encabeçando abriria uma conta corrente em um banco sob o título: “Um Brasil igual para todos”, e faria a divulgação dela antes do nosso movimento acontecer, obtendo assim antecipadamente dinheiro para as despesas. Como a maioria de nós tem seu cartão de crédito, depositaria nessa conta R$. 1,00. Como seremos muitos a fazê-lo, acabaria sobrando um bom saldo que seria dado a instituições de caridade de comprovada idoneidade, incluindo a dos “Médicos sem fronteiras”, pelo trabalho extraordinário que presta no mundo inteiro.

    A pauta é: no momento, a meu ver, temos uma necessidade mais do que premente, a de que o Congresso aprove uma lei, (em regime de urgência máxima para aproveitarmos a inflação baixa pois servirá de índice para os reajustes futuros), que estabeleça como único e permanente índice de reajuste a inflação. Essa lei deve ser o mais sucinta possível, para evitar que alguns parlamentares se sintam tentados a deformá-la com adendos, coisa que jamais devemos aceitar. Eis a minha sugestão para essa lei:

    – A partir desta data fica promulgado como o único índice para o cálculo de todos os reajustes, o índice anualizado da inflação, prevalecendo a data da promulgação desta lei como a data base para se calcular o índice de inflação anualizado;

    – Para compatibilizar os salários com os demais aumentos ocorridos até a data de edição desta lei, os mesmos serão reajustados nesta data pela o percentual da inflação ocorrida entre a data do último aumento salarial e a data desta lei;

    – As empresas, independentemente da natureza de suas atividades, que aumentarem seus preços acima deste índice, serão penalizadas com uma multa de 50% sobre seus lucros, com o mínimo de R$. 5.000.000,00, atualizados anualmente pela inflação;

    – As empresas que tiverem aumentado desnecessariamente os seus preços até à data da promulgação desta lei, serão penalizadas com as multas de: 100% sobre o valor superfaturado, e mais 50% sobre o lucro apurado excluído o valor superfaturado, e seus preços revertidos para os de antes do superfaturamento. A apuração desse delito se fará pela comparação entre o imposto de renda atual com o anterior.

    As empresas sujeitas a prejuízos causados pela variação climática, deverão ressarcir-se junto às companhias de seguro, baixando o custo do seguro em apólices coletivas junto às suas cooperativas, se possível e for ocaso.

    Esta é a minha sugestão para esta lei, a qual se aprovada, eliminará a existência de aproveitadores, e nos permitirá programarmos todos os nossos gastos, incluídos os gastos com a educação de nossos filhos, e com os planos de saúde. Teremos uma vida muito mais tranqüila e sem sustos. Vale muito apena lutarmos por esta lei até a conseguirmos, repetindo, sempre de forma pacífica e dentro dos ditames da Constituição.

    José Carlos

  23. TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI

    Repetindo o que eu disse em textos anteriores, a cláusula pétrea em seu artigo quinto diz que todos somos iguais perante a lei, e ainda enfatiza: sem distinção de qualquer natureza, logo a lei tem de ser igual para todos, o que é óbvio por não poder ser diferente, senão não há justiça, mas injustiças.

    Sabemos que as leis, se não todas, mas muitas delas permitem interpretações diferentes, por isso existem os colegiados de juízes, mas a de que a lei tem de ser igual para todos não permite outra interpretação a não ser a de que é igual para todos, e ponto final.

    A recente decisão do STF confirmando a possibilidade das outras instâncias poderem emitir sentenças penais, pondo assim, concomitentemente, término à presunção de inocência e ao trânsito em julgado, foi uma decisão sábia por ratificar o que normatiza a Constituição Brasileira ao citar: ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória, com isso eliminando qualquer dúvida quanto às demais instâncias poderem exercer seu legitimo direito constitucional de exararem sentenças penais, entretanto parece que o Supremo quer rever esta decisão, revertendo-a até, o que fará com que só ele, Supremo, possa dar término à presunção de inocência e ao trânsito em julgado, por ser a instância a dar a última sentença, coisa não prevista na Constituição, já que todas as instâncias podem emitir sentenças penais, senão não precisariam existir por não poderem apenar ninguém.

    Vejamos o que poderá ocorrer se a reversão vier a acontecer: como a lei tem que ser igual para todos, todos os inquéritos em que as sentenças foram dadas por outras instâncias até o dia de hoje terão de ser revistos, pois deverão todos subir ao Supremo onde terminarão o trânsito em julgado e a presunção de inocência, e todos os que foram presos deverão ser postos em liberdade até o término do julgamento do seu processo por ainda estarem sob a presunção de inocência e o trânsito em julgado não ter acontecido, juntando-se a estes processos todos os demais em andamento, e sendo o Supremo constituído por apenas onze juízes, é o mesmo que dizer que toda a justiça de todo o território brasileiro passará a ser julgada apenas por onze pessoas, sabendo-se inclusive que há milhares e milhares de processos pendentes de julgamento. Pode uma coisa destas?

    É melhor não mexer no que ora está perfeito, até por ser constitucional e por isso não ser passível de alterações.

    José Carlos

  24. OS ELOS DE LIGAÇÃO E O DESGOVERNO

    O bom administrador é aquele que consegue discernir antecipadamente os problemas, e por isso, antecipando-se a eles, trabalha para evitá-los. O administrador que não tem essa visão em geral deixa-se apanhar por eles, e sem saber bem como agir para resolvê-los, acaba fazendo reuniões com os seus subordinados para ver se alguém tem alguma idéia para solucioná-los, gastando um tempo enorme enquanto os problemas crescem por falta de uma boa visão para debelá-los, achando que com elas, reuniões, está fazendo um grande e bom esforço para terminar com eles.

    Gostaria de poder fazer um elogio ao governo, mas não posso, pois como qualquer um de nós saberia facilmente antecipar quais os problemas que adviriam com aumentos de preços em níveis muito para além do que a sociedade pode pagar, qualquer um menos o governo, que ao que parece, ainda não conseguiu percebê-los, apesar dos elos de ligação estarem aí mostrando as conseqüências, pois não se viu nenhuma interferência dele, governo, para terminar com a política errada de preços da Petrobrás com aumentos insuportáveis por serem muito acima da inflação.

    Com o aviso inútil dado pelos caminhoneiros de que não dava mais para suportar a decisão de alguns dirigentes da Petrobrás e sua política absurda e insuportável de aumento de preços, vemos agora os elos de ligação falando alto, e mostrando os vários problemas em vários setores da sociedade.

    Recentemente, em uma entrevista com uma pessoa do ramo do agronegócio, foi mostrado um armazém que devia estar lotado de insumos agrícolas como adubos para serem usados no próximo plantio, o que tem data certa para ser feito, pois a natureza não espera, e que no entanto, por falta da entrega desses insumos, estava vazio, e a pessoa, atônita, não sabia o que fazer, simplesmente por não haver o que fazer a esta altura, a não ser arcar com os prejuízos, (ele pode, a Petrobrás não).

    O Brasil, após longo esforço, com estudos criteriosos dos membros da Embrapa e laborioso trabalho dos que se dedicam às plantações, conquistou o primeiro lugar como o maior produtor de grãos do mundo, e agora, por falta de uma boa visão administrativa do governo na antecipação dos problemas, alguns produtores vêem-se às voltas com um problema deste porte.

    Numa visão errônea debitam-se os problemas ao aviso dos caminhoneiros, o que demonstra a falta de visão administrativa para identificar a verdadeira causa de tudo isto. Por culpar-se o elo de ligação errado, pois é a política de preços da Petrobrás que está na base de tudo, preços esses que quando baixam nunca chegam aos postos de gasolina, mas quando sobem chegam rapidamente ao bolso dos consumidores, desvia-se a atenção do ponto certo e deixa-se o tempo passar, ficando os elos de ligação ativos gerando problemas gravíssimos em vários setores produtivos da sociedade muito tempo depois, e o governo, numa total falta de visão administrativa, levando apenas em conta possíveis prejuízos da Petrobrás, solidarizando-se única, exclusiva, e erradamente, com a política, repito, suicida de preços desta empresa, deixa ao acaso os demais setores como se não tivessem valor algum para o Brasil. Pode uma coisa destas? Incrível.

    José Carlos

  25. OS ELOS DE LIGAÇÃO, A SABEDORIA POPULAR, AS LÁGRIMAS, E UMA SUGESTÃO

    Há na sabedoria popular uma frase, que não é especial, mas especialíssima pelo que ensina: “Não arranques lágrimas de ninguém, Deus as conta”.

    Temos hoje a informação na Internet de que um filho levou sua mãe a um hospital, que após algum tempo os encaminhou a outro local de atendimento, o qual por sua vez os encaminhou de volta ao mesmo hospital, onde sua mãe acabou morrendo por falta de atendimento!!!

    É o retrato oficial do estado a que chegou o atendimento da Saúde em nosso país. Pessoas em corredores de hospitais por falta de espaço; falta de espaço por falta de novas unidades de atendimento; falta de novas unidades por falta de dinheiro para construí-las; falta de dinheiro porque o governo gasta mal o dinheiro que nos cobra; e ainda há a corrupção ceifando vidas. São os elos de ligação dando trabalho a Deus para contar tantas lágrimas, às quais se juntam as deste filho, porém desta contagem ninguém escapa, porque dos elos de ligação não escapa ninguém.

    Como vemos, a forma atual de como se governa o país, incluídos aí todos os níveis de governo, o federal, os estaduais e os municipais, está aí falando alto. Tudo o que precisamos destes governos não funciona como deveria funcionar. Somos um país sucateado em que a vida de cada um de nós vale pouco ou nada vale, embora os trilhões de reais que mandamos para esses governos conforme nos informa o “Impostômetro” em São Paulo. Incrível.

    A sugestão: o governo, que é tão perfeito na cobrança dos impostos, inclusive o de renda, e tão imperfeito em nos dar o retorno com um mínimo de qualidade no que precisamos, deveria entender que em vez de mirar o nosso bolso como a única fonte onde sacar o dinheiro, se indexasse os aumentos à inflação, se baixasse os impostos deixando mais dinheiro em nossos bolsos, se alavancasse a produção para evitar a inflação por falta de produtos em relação à demanda, veria que em vez de perder dinheiro acabaria por aumentar, de forma correta, a sua renda no aumento de consumo, e deixaria de dar o garrote na economia estagnando-a. Esta é a minha sugestão para um bom plano de governo. Só assim, caso contrário os elos falarão.

    José Carlos

  26. PODEMOS MUDAR O BRASIL PELO VOTO

    Podemos mudar o Brasil pelo voto, e se o podemos, só o podemos por meio do nosso voto.

    O Brasil é nosso, nossa pátria, nossa casa, nosso lar, local onde temos a nossa família, país que deixaremos para os nossos descendentes, por isso devemos amá-lo com todas as nossas forças, logo não nos podemos deixar levar pelo desalento e o entregarmos ao nada através do nosso voto nulo ou em branco, porque o nada não governa.

    As eleições estão chegando e temos boa razão para estarmos desiludidos com quem nos governa, porém não devemos desistir de achar a pessoa certa para nos governar, porque ainda há pessoas sérias em quem podemos confiar, e que podem muito bem nos governar.

    Para não nos enganarmos, podemos procurar por pessoa que tenha os seguintes atributos:

    – Seja integra, só podendo ser atacada por meio de “fake news”;

    – Tenha uma larga experiência na política;

    – Tenha uma larga experiência no trato com o Congresso, pois alguns membros do Congresso têm mostrado que não facilitam uma boa administração, por estarem mais ligados a interesses partidários, ou mesmo aos seus ou a ambos, do que ajudarem a melhorar o Brasil;

    – Ter uma boa experiência administrativa, por já ter administrado.

    Se ficarmos atentos podemos encontrar essa pessoa.

    Sim, podemos.

    José Carlos

  27. A TÉCNICA DO EMPOBRECIMENTO E A NOSSA LUTA

    Desde que o ser humano se organizou em grupos, primeiro nas tribos, depois nas sociedades que conhecemos, sempre precisou de alguém que tomasse conta da parte coletiva. Como exemplo: as nossas tribos de índios têm seus caciques, nós temos os nossos governos. Note-se que desde o início as organizações sociais visam administrar os interesses coletivos em função das necessidades individuais.

    Vamos encontrar esses interesses coletivos na construção de escolas, malhas rodoviárias e ferroviárias, hospitais, segurança, meios de comunicação e de laser, enfim, tudo o que faz parte da nossa vida. Obviamente, para termos esses itens que atendem ao coletivo precisamos nos quotizar, pois têm custo para serem construídos. Nasceram os impostos, cada um de nós contribuindo com a sua parte para formar o todo, e ao mesmo tempo precisávamos de alguém que tomasse conta desse dinheiro e ficasse responsável pela construção e manutenção desses itens. Nasceram os governos, (campo propício para a cobiça, a qual por sua vez tem os elos de ligação diretamente conectados ao inferno, embora possamos não acreditar), governos esses que até hoje têm a responsabilidade de, no coletivo, os construírem e os manterem em bom funcionamento. São itens nossos, pagos por nós, precisamos encontrá-los prontos para nos atenderem naquilo para o qual foram construídos e por eles pagamos.

    Seria desnecessário dizer que para podermos pagar os impostos precisamos ter dinheiro, mas essa obviedade não parece fazer parte do raciocínio de alguns que colocamos no governo, porque parece que não entendem que para terem os impostos, faz-se necessário que antes todos nós tenhamos dinheiro no bolso, dinheiro esse que é finito e vamos buscar no salário que recebemos. Enfatizando: vejamos este fundamento básico, todas as necessidades coletivas só podem ser atendidas com parte do nosso salário, pois somos nós que pagamos tudo.

    Um governo que governe com inteligência tudo deve fazer para que não nos falte dinheiro, pois um povo falido é um país falido, uma vez que somos a única fonte fornecedora de dinheiro. É difícil entender isto, sermos a única fonte do dinheiro para mantermos o nosso país funcionando a contento? Parece que sim, que é muito difícil este entendimento, pois os governos não entendem, na maioria, as coisas por este ângulo, e em vez de fazerem leis que nos protejam e nos mantenham com o dinheiro de que precisam, trabalham para o nosso empobrecimento concordando com a indexação do nosso salário à inflação passada, isto é, como a reposição salarial é para repor as perdas relacionadas com a inflação passada, significa dizer que entraremos na inflação futura com o nosso salário já defasado, isto ao longo de muitos anos sucessivos. É a técnica do empobrecimento.

    Como se não bastasse, ainda temos que arcar, na inflação presente, (já com o nosso salário defasado em relação a ela), com aumentos muito acima da inflação que nos reajustou o salário, e isto muitas vezes com o conluio das autoridades, (vejam-se os casos recentes da Petrobrás, das empresas da energia elétrica com seu gatilho colorido, dos planos de saúde, e do que mais vier). Pode uma coisa destas?

    Como o governo não o faz, somos nós que devemos lutar pela lei que indexe todos os preços à inflação, porque só ela repõe todas as coisas nos devidos lugares, e nos permitirá uma vida sadia e sem sustos. O dinheiro é nosso, o Brasil é nosso, e por isso deveremos lutar por esta lei até a conseguirmos, sempre dentro do que prediz a Constituição, (além de lutarmos também contra corrupção desenfreada, claro), pois só ela protegerá o nosso poder aquisitivo evitando o nosso empobrecimento, e só com ela acabaremos com a técnica do empobrecimento. Sendo assim, a rua é nosso lugar até a conseguirmos. Só assim.

    José Carlos

  28. DINHEIRO DO PÚBLICO

    No meu texto anterior disse que desde que nos organizamos em sociedade, precisamos de alguém para administrar o que chamamos de necessidades coletivas, ou seja, nossos interesses em comum, e que aí nasceram os governos, os impostos, e a cobiça.

    Disse também que a cobiça é coisa muito perigosa, e para deixar as coisas mais claras, ela é perigosa porque encerra em si a corrupção, e por isso os elos de ligação que gera estão conectados diretamente ao inferno.

    O dinheiro não é público mas do público, e tem dono sim, embora para alguns possa parecer que não, e aquele que dele se apodera talvez não perceba, ou mesmo, não queira perceber, a extensão do crime que comete. Por exemplo, aquele que rouba uma residência comete um crime localizado por restrito a essa residência, mas o político que adira à corrupção, rouba toda a Nação de uma só vez, por ser o dinheiro de todos nós, e com agravantes terríveis, pois ao nos roubar, priva-nos de itens essenciais à manutenção da vida, sendo assim, comete dois crimes enormes, um ao nos roubar, e outro ao nos privar desses itens essenciais na quantidade e qualidade certas, que se forem na Saúde ou na Segurança por exemplo, muitas vezes nos levam até à morte, por isso afirmei que os elos de ligação da cobiça quando postos em prática estão diretamente ligados ao inferno, é pelo enorme estrago que fazem a todos nós.

    Se por alguma razão não quisermos aceitar a Voz Maior que nos fala pela escrita através dos milênios ao fazer as seguintes afirmações: Não roubarás e não matarás, afirmando ainda que estas orientações serão usadas no dia do Julgamento Final, coisa que está em curso não duvidemos, ou ainda, se não tivermos tomado conhecimento delas, a menos que tenhamos uma grave deficiência mental que nos iniba o discernimento, não poderemos afirmar que não sabemos discernir entre o que é certo e o que é errado, se o que estamos fazendo vai fazer bem ao outro ou vai lesá-lo, e ainda temos a consciência onde deixamos tudo registrado, e que um dia pesará. Há solução para quem erra? Há e a porta está sempre aberta, o arrependimento sincero de tal forma que possibilite a mudança dos nossos passos para melhor, porque se não for sincero a este ponto, não passa de tentativa de enganação para tentarmos nos livrar de alguma situação dolorosa, e continuarmos sendo o que sempre fomos. A Deus ninguém engana.

    Há quem diga o seguinte: quem manda em mim sou eu, por isso faço o que quero e ninguém tem nada a ver com isso, e aí cabe um pergunta: isso inclui também roubos e assassinatos, pois estes estão também inclusos na corrupção? Ou então vale aquela desculpa: faço isso, ou seja, adiro à corrupção por pensar na manutenção da minha família e dos meus filhos? Não precisava dizer que só pensa nos dele, porque se pensasse também na família e nos filhos dos outros, provavelmente não os roubaria, pelo estrago que lhes faz.

    Mesmo que não acreditemos na existência de Deus, é de bom senso ficarmos com o que diz esta frase: “é melhor estarmos de bem com Deus, porque vai que”…

    Vai que…

    José Carlos

  29. Respondo de forma pública a uma afirmativa que me foi feita. Vamos a ela: No Brasil não é só o povo que manda, há outros mandatários também.

    Quando digo que o supremo mandatário é o povo, o faço com base no que diz a Constituição: Todo o poder emana do povo, (todo), entretanto jamais chegaria a dizer que não há outros mandatários, pois todos são necessários para a manutenção das estruturas sociais funcionando, por ser assim que como sociedade nos estruturamos, por não poder ser diferente, porém vejamos: até um General do Exército, aonde a hierarquia militar impera, até ele responde ao presidente da república, por este ser o supremo mandatário da nação, (desde que não tenha havido fraude nas eleições, claro), mas mesmo assim, um presidente da república legitimamente eleito, o é porque nós povo lhe delegamos esse poder através do nosso voto. Mais uma vez todo o poder emanando de nós.

    José Carlos

  30. SOMOS UM TITANIC?

    Desnecessário comentarmos o trágico naufrágio do Titanic, coisa por demais conhecida, apenas vou relembrar como estavam distribuídos os passageiros nesse navio na viagem do naufrágio, embora isso seja conhecido praticamente por todos nós: quem podia mais, viajava na primeira classe, quem podia menos viajava na segunda, e os que podiam muito menos, viajavam na terceira.

    No Brasil há pelo menos dois tipos de classes, (não me refiro a poder aquisitivo): os que têm poderes de decisão, como alguns administradores públicos, e nós que lá os colocamos e pagamos pelo serviço que nos prestam, mas que dão a impressão estarem vivendo numa faixa social acima da nossa, embora não passem de nossos funcionários por, repetindo, lhes pagarmos os salários.

    Há no Poder Público, notemos, Público Poder, nosso poder, alguns salários e aposentadorias muito acima da ética e, já situados no campo da irresponsabilidade em virtude de alterações ilegais nas leis, gerando penduricalhos os quais permitem ultrapassar os tetos já de si não muito aceitáveis, (os piores ladrões são aqueles que nos roubam dentro da lei), além das aposentadorias públicas consideradas normais, mas totalmente fora da normalidade, ajudando em muito a afundar a Previdência Social, por isso acredito que podemos fazer uma certa analogia entre aquele navio e seu afundamento, e o que, eventualmente, poderá acontecer um dia, talvez não muito distante, com o Brasil, se aprovados os pleitos em andamento, como reajustes salariais, perdões de dívidas, (nosso dinheiro), e o que mais vier, aumentando em muito o já enorme rombo nas contas públicas.

    Assim como aconteceu no Titanic, que em que pese as diferenças sociais entre os passageiros, naufragaram todos juntos, no Brasil, que de há muito vem adernando e fazendo água, se houver naufrágio por forte mudança de “lastro” pelos gastos públicos absurdos, (como tem havido, aliás), pelos que entendem que podem fazer o que quiserem só por terem poder de mando, dado por nós, diga-se, sem levarem em consideração os efeitos colaterais, afundaremos todos juntos também, (eles inclusive), por isso a lei que vincule todos os reajustes à inflação deve ser a nossa luta nas ruas, repetindo, sempre de forma pacífica e dentro dos ditames da Constituição, tantas vezes quantas forem necessárias até que a tenhamos conseguido, pois só assim conseguimos endireitar o navio Brasil, evitando que afunde. A luta pacífica é nossa, assim como o navio.

    Ninguém manda mais que o povo, e isto é constitucional, por isso, ninguém pode considerar-se acima dele, mas sim seu servidor, não importando a natureza do cargo.

    José Carlos

  31. CRIMES MAIORES

    Desnecessário dizer-se do valor da Lava Jato no tocante ao combate à corrupção entre algumas autoridades brasileiras, nomeadamente, alguns políticos, agentes do governo, e várias empreiteiras.

    Até onde sabemos, as investigações têm-se voltado mais ao pagamento de propinas, mas para haver dinheiro para o pagamento delas, tem que antes, obviamente, haver o dinheiro que lhes dá lastro, que como se sabe, sai dos superfaturamentos nos contratos com o governo para a execução das obras objeto desses contratos.

    Vejamos este ponto importante para raciocínio que vou expor: para haver propinas, tem que antes haver o superfaturamento, logo, os roubos ao povo brasileiro no esquema das propinas SÃO TRÊS: o primeiro crime está no superfaturamento, porque é nele que tudo começa; o segundo é o pagamento das propinas; e o terceiro é a falta de dinheiro desviado, não nas propinas, MAS NO SUPERFATURAMENTO, (observemos isto: o valor das propinas é em decorrência do superfaturamento E JÁ ESTÁ INCLUSO NO VALOR DELE, porque, enfatizando, mesmo que não houvessem as propinas, o valor total do desvio já ocorreu no instante do superfaturamento), fazendo com venha a faltar dinheiro para o atendimento nas áreas da saúde, educação, segurança, infra estruturas, etc.

    Podemos imaginar como as coisas se passavam, (não sei se ainda passam, pois podem estar havendo adendos aos contratos em curso sem razão para acontecerem), e para isso vou me servir de um caso hipotético: Imaginemos que um determinado órgão do governo se propõe a fazer uma determinada obra para o Brasil, e depois de elaborado o projeto técnico, chega-se à conclusão que são necessários, digamos, R$. 2 bilhões para a sua realização. Emite-se um edital de concorrência e apresentam-se as várias empreiteiras para concorrerem a ele. Uma delas vence, e aí, em vários casos, (para não dizer muitos), nasce o entendimento do superfaturamento entre a empreiteira que ganhou a licitação, e gente de dentro do governo que tem poderes para assinar o contrato e que aceita o superfaturamento. Combina-se a maneira de superfaturar a obra, aumentando-a artificialmente, digamos para R$. 2,5 bilhões, desviando assim o nosso dinheiro de forma criminosa. Obviamente que esses R$. 500 milhões a mais, e sem razão de ser, vão fazer falta em algum lugar para o atendimento ao que é necessário para o bom funcionamento desse lugar.

    Com parte do valor superfaturado, faz-se o pagamento das propinas, mas veja-se, hoje se pune quem está pagando e quem está recebendo as propinas, mas talvez estejamos deixando de fora quem, nas empreiteiras e no lado do governo, tem aceitado e aprovado até hoje, os pagamentos desses aumentos ilegais, provavelmente na forma de adendos que aumentam em muito o valor final da obra, concordando assim as partes em retirar de forma ilícita valores enormes dos cofres públicos, e não me refiro somente à Petrobrás, mas a todas as obras em que os valores finais foram muito maiores que os valores inicialmente acordados, sejam eles no governo federal, nos estaduais e nos municipais. Temos que ver também se aqueles valores que já foram devolvidos são apenas os valores das propinas, ou se são os valores totais dos roubos iniciais, porque se não o forem, há muito dinheiro por descobrir ainda, e seja como for, talvez haja muitos criminosos do lado dos governos por apenar.

    José Carlos

  32. CRIMES CRIMINOSOS, E CRIMES NÃO CRIMINOSOS

    – Há no Brasil crimes não criminosos?!!!
    – Sim, há, é na política.
    – Qual é a diferença entre os criminosos e os não criminosos na política?
    – Os criminosos são quando os políticos são apanhados com a “boca na botija”, vão a julgamento pelos pares, são cassados, e perdem os direitos políticos, não podendo voltar a se candidatar por 8 anos.
    – Há já muitos cassados pelos pares?
    – São pares.
    – E porquê 8 anos?
    – Ninguém sabe, mas desconfia-se que no primeiro dia após 8 anos, de mauzinhos viram bonzinhos
    – 8 Anos?
    – Sim.
    – Há algum caso de um político cassado, e que após 8 anos voltou a ser eleito?
    – Sim, e bem notório, hoje senador da república, com letra minúscula mesmo.
    – Virou bonzinho?
    – Pelas notícias parece que é incorrigível.
    – Eta eleitores!!!
    – A menos que tenha havido fraude eleitoral, mas nada se sabe a esse respeito.
    – Fraude eleitoral?
    – Sim.
    – Ah essas urnas!!!
    – E o que são crimes não criminosos?
    – São os que escondem o dinheiro roubado do povo atrás do título “caixa 2”
    – Mas o que define o crime não é o roubo e não o destino final do dinheiro roubado?
    = Deveria, mas…
    – E o que é caixa 2?
    – É o dinheiro roubado financiando candidaturas.
    – Financiando candidaturas? Mas quem recebe o dinheiro roubado não é receptador, portanto criminoso também?
    – Sim.
    – E há muitos eleitos desta forma?
    – Hummmmm.
    – E a justiça?
    – A justiça aceita.
    – Aceita?
    – Aceita.
    – Socorro, que Deus nos ajude!!!
    – Sim, só Ele.

    José Carlos

  33. Bom dia a todos,

    No meu texto “Crimes criminosos e crimes não criminosos” disse que ninguém sabia porquê a perda dos direitos políticos ser por 8 anos, entretanto, uma pessoa amiga, a quem agradeço, informou-me ser esse tempo baseado na duração do mandato dos Senadores, mas vejamos, aquele que foi cassado por improbidade, pode voltar a reaver seus direitos “maracutaicos”, (esta palavra precisa existir na língua portuguesa), após 8 anos. Não chega uma vez?

    Só pode ser coisa dos pares.

    Está feita a correção.

    José Carlos

  34. AS INCRIVEIS DISTORÇÕES SOCIAIS

    Para recordar, vou repetir duas informações que passei em textos anteriores. Uma: a de que um comandante de um batalhão do exército norte americano foi levado à corte marcial por ter entregue, na guerra, um ponto estratégico ao inimigo sem ter dado um tiro. Questionado por um juiz sobre a razão de não ter defendido esse ponto estratégico, respondeu: por dez razões, a primeira, tinha acabado a munição. Não lhe fizeram mais nenhuma pergunta. A segunda informação, foi a de que, quando do protesto, se tivessem levado os representantes dos caminhoneiros a um tribunal semelhante, provavelmente responderiam da mesma maneira: por dez razões, a primeira, não tínhamos mais dinheiro para pagar os preços dos combustíveis, resultantes da política suicida dos aumentos quase diários dados pela diretoria da Petrobrás. Desnecessárias a outras razões.

    Porquê volto a este assunto? Hoje, dia 20/08/2018, em entrevista às redes de TVs., um ministro do Supremo Tribunal Federal decretou a obrigatoriedade do pagamento das draconianas multas às transportadoras e aos caminhoneiros independentes, a elas, transportadoras, multas por hora parada, e a eles, caminhoneiros, multas diárias, no total R$.715 milhões, sobre o argumento de eles não poderem deixar de cumprir ordens da justiça. Sendo vítimas, foram transformados em algozes e multados!!! (Julgo que os caminhoneiros não tinham condições materiais para saírem em uma hora do lugar em que estavam parados por juntos que estavam, mas parece que isso não foi levado em consideração por quem lavrou a sentença).

    O Brasil é um país totalmente dependente do transporte de cargas por rodovia. Todos vimos os danos causados à Nação pelos 10 dias de protesto, quando as entregas das cargas foram adiadas. As empresas de transporte já arcam com despesas altíssimas para a manutenção de seus afazeres. Manter caminhões em condições de continuarem rodando na malha viária oferecida pelos governos federais e estaduais, não deve ser nada fácil, e se juntarmos às despesas com a manutenção dos caminhões, as demais, como pagamento de salários, insumos, seguros, prestações dos caminhões, impostos, etc., podemos ver que não deve ser nada fácil a vida delas, principalmente das menores. O mesmo acontece com os caminhoneiros independentes que praticamente arcam com as mesmas despesas, e agora têm ainda que arcar em conjunto com as transportadoras, com o pagamento das multas de R$. 750 milhões!!!

    Não se precisa ter uma grande inteligência para anteciparmos onde tudo isso vai acabar. Com essa decisão do STF, muitas empresas e muitos caminhoneiros não vão ter a mínima condição para pagar essas multas e irão falir, e só Deus saberá o que pode acontecer a essas pessoas que já não podiam pagar os aumentos da Petrobrás, e agora ainda têm que arcar com mais essa aberração que são as multas. Mais uma vez a corda rebentando do lado dos mais fracos.

    A possibilidade do Brasil sofrer nova parada na entrega das mercadorias não pode ser descartada, desta vez por falta de caminhões, e desta vez por decisão de uma única pessoa que não atentou para isso, o juiz do Supremo que não aceitou o perdão das dívidas. Preferiu a letra fria da Lei, a qual para ser justa tem que ser benéfica para todos e ser possível de ser atendida, o que não é o caso, podendo levar com a sua decisão a problema global, com a quase provável redução dos meios de transporte para a entrega das cargas necessárias à continuidade da vida da Nação, gerando desempregos e atingindo com essa decisão a vida de todos nós. Enquanto isso, aos verdadeiros responsáveis por toda essa irresponsabilidade com a Nação nada lhes acontece! Pagam os que não devem, e não pagam os que efetivamente devem, e pagamos todos nós. Incrível!!!

    José Carlos

  35. ESTRUTURAMENTO SOCIAL
    Tenho escrito que ao conviermos uns com os outros, formamos a sociedade, e nela criamos estruturas necessárias para o nosso dia a dia. Hoje vou abordar uma delas, que teve início já nos primórdios da humanidade, a Religião. Quando digo que apareceu muito antes das outras, é porque há registros que os homens primitivos já adoravam seres superiores às suas forças, como sol, animais como o touro, etc.. Posteriormente passamos a adorar, não apenas um único Deus, mas muitos no politeísmo que criamos, precisando vir Moisés para introduzir a idéia de um único Deus, embora no hinduísmo ainda haja hoje a idéia de vários deuses, mas, vejamos, a idéia central que nos une aos hominídeos é a de que todos, (fora as exceções, claro), adoramos um ser superior às nossas forças, mostrando assim que a religiosidade sempre fez parte da espécie humana, apesar de muitos a bloquearem e se ligarem a quem não devem, fazendo absurdos dentro do vale tudo, tudo esse que nada vale.

    Embora os ensinamentos de Jesus sirvam para todas as religiões por se basearem no amor ao próximo, vou dirigir-me mais a nós, cristãos, porque vou fazer algumas citações bíblicas. Hoje adjetivamos Deus com adjetivos como Eterno, Criador de tudo e todos, Onipresente, Onisciente, Todo poderoso, etc., mas há algo que precisamos saber sobre Ele: é o único ser do lado externo das Leis, por ter sido Ele que as criou, não ficando restrito a elas, por isso faz muitas coisas para além do que possamos entender e aceitar de pronto. Só fica do lado de dentro delas quando aceita vir ao nosso mundo, tornando-se um ser humano como nós. Como sabermos se Ele veio mesmo ao nosso mundo, tornando-se, neste caso, um ser humano? Analisando a forma como Jesus nos apresentou, e se apresentou, ao nos dizer que todos nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus, atentemos, fomos criados, e que Ele e o Pai eram um. Informou também que ainda tinha muitas coisas a dizer, mas como ainda não tínhamos entendimento suficiente para compreendê-las, nos mandaria um dia o Espírito da verdade que tudo nos ensinaria, João 16:13, portanto, ainda há o que aprender e para isso precisamos ter a mente aberta.

    Apesar de não nos ter dito tudo, disse-nos algumas coisas que aparentemente até hoje temos dificuldade em entender: É preciso nascer de novo para entrarmos no Reino dos Céus, João 3:3. Muitas interpretações foram feitas sobre esta informação, mas Jesus foi preciso nela ao afirmar que é necessário nascermos de novo, (e não apenas mais uma vez), mas nascermos de novo, para entrarmos no Reino dos Céus. Apresentava-nos nesse instante a Lei da Reencarnação. Outras informações: O Pai não põe fardos pesados em ombros fracos, 1 Coríntios 10:13; Cuidado Pedro, quem fere à espada às espada será ferido, Mateus 26:52; e a cada um será dado conforme suas obras, Mateus 26:27; apresentando-nos a lei de causa e efeito, ou do carma, e a maneira como resgataremos os nossos erros, aqueles que não nos levam diretamente ao inferno, dando-nos tempo para fortalecermos os nossos ombros para termos um mínimo de condições de sairmos vitoriosos do resgate, e para isso, muitas vezes precisamos de muitas reencarnações até que o fortalecimento dos ombros se faça, e é para isso que existe a Reencarnação, para nos livramos de todos os erros do passado ainda pendentes, isto quando tivermos os ombros fortes, e para aprendermos a viver dentro da Lei do Amor, quando então teremos condições espirituais para entrarmos no Reino do Céu.

    Há mais uma informação de Jesus: que na Casa do Pai há muitas moradas, e que ia para lá preparar-nos o lugar, e que quando estivesse pronto, voltaria para nos levar para eele, indicando que um dia iremos mudar do lugar em que agora estamos para um outro, outro, esse, que já está pronto, não duvidemos, e nada tem a ver com morte, mas com Vida Plena e Felicidade Total. Aguardemos as extraordinariamente boas novidades que estão por vir.

    José Carlos

  36. COMO DEVERIA SER

    De forma muito sintética, mas também muito realista, podemos dizer que assim como um edifício depende de suas fundações para se manter em equilíbrio, a sociedade depende do que produz para manter todas as suas estruturas em equilíbrio, e não há exagero nesta afirmativa, porque tudo o que precisamos para nos servir depende de dinheiro, e este dinheiro só tem uma origem, o povo e sua produção, esta, quanto mais diversificada, melhores os efeitos que produz, não há como ser diferente. Uma nação estruturada apenas na agricultura familiar gerará sempre uma sociedade pobre e dependente de tudo, porém, uma sociedade industrializada é forte geradora de bem estar social, não só pelo que produz e comercializa, atendendo assim, praticamente, a todo o universo de nossas necessidades, mas também pelos empregos que gera em larga escala, pois envolve também o comércio e os serviços.

    Nos serviços nascem os governos, porque não passam de repassadores do nosso dinheiro para as várias áreas coletivas, como defesa, saúde, educação, infraestruturas, segurança, etc., e também para alavancar as várias áreas produtivas através de financiamentos que deveriam ser sempre a juros justos. Desnecessário dizer que um bom governo é aquele que disciplinadamente gere com extremo equilíbrio o dinheiro público, evitando o desequilíbrio entre as contas, senão as coisas ficam impagáveis necessitando sempre mais do nosso dinheiro, isso num nunca acabar.

    No Brasil chama-se de PIB a tudo o que a Nação, (nós), produz em um ano. O PIB no Brasil em 2017, como se vê na internet, foi de 1,595 trilhão de reais, nosso dinheiro, mas também como se vê na internet em G1.Globo.com, neste mesmo ano pagamos ao governo, 1,8 trilhão de reais em impostos, e a dívida só aumenta!!!

    Vamos ao como deveria ser:

    – Primeiro ponto: todo o dinheiro que o governo precisa sai do que produzimos, logo, se precisa de mais dinheiro, deveria começar, necessariamente, por alavancar a produção.

    – O segundo ponto: aqui o deveria ser é óbvio, o equilíbrio nas contas públicas, começando pelo término dos privilégios. O item que mais pesa na dívida pública é o valor das aposentadorias, gerando, só elas, um rombo de R$. 175,7 bilhões de reais, mas vejamos o seguinte: 1 milhão de servidores públicos gera uma dívida maior do que os 33 milhões de aposentados da iniciativa privada, pois os servidores geram R$. 90,7 bilhões de dívida, enquanto os da iniciativa privada, R$. 85 bilhões, (jornal valor Econômico na internet). Vejamos esta aberração: feitas as contas, 1 milhão de aposentados da iniciativa privada geram um rombo de R$. 2,76 bilhões, mas apenas um milhão de aposentados da iniciativa pública, geram, R$. 90,7 bilhões de prejuízos!!! Se os valores das aposentadorias fossem iguais, não haveria dívida. Há ainda a dívida aos bancos, e a dívida externa, impagáveis por sempre roladas, gerando um enorme pagamento de juros.

    – Terceiro ponto: Combate total à corrupção, corrupção, esta, que se conseguíssemos somar todos os seus valores ao longo dos muitos anos em que acontece, provavelmente chegaríamos a trilhão de reais ou mais, dos quais muito desse total dormindo em bancos no exterior, fazendo falta enorme aqui no Brasil para ajudar em todas as despesas. Nosso dinheiro saindo clandestinamente do nosso país.

    – Quarto ponto, mas não menos importante: Indexação à inflação anual todos os reajustes de preços, inclusive todos os salários, sem exceção.

    É assim que deveria ser.

    José Carlos

  37. DECISÃO SUICIDA

    750 milhões de reais de multas aos caminhoneiros!!! Para entendermos o que sejam esses 750 milhões de reais, basta sabermos que uma pessoa que receba 3 mil reais de salário por mês, ou seja, 39 mil reais por ano com o décimo terceiro salário, com esse montante lavaria 19.230 anos para atingir essa cifra!!! (Confesso que este resultado me fez refazer esta simples conta várias vezes, mas não achei erro).

    Acredito que um caminhoneiro independente, após pagar todas as despesas com cada viagem que faça, arcar com a manutenção do caminhão pelas estradas que enfrenta, (deveria mandar estas despesas para os governos pagarem), pagar as prestações de seu caminhão e a do seguro se houver, ao final não lhe sobre muito mais de R$. 3.000,00 para a manutenção da sua vida e a da família, e agora ainda tem que arcar com a parte que lhe cabe nas multas, por apenas ter reclamado que não tinha mais dinheiro para pagar os aumentos absurdos da Petrobrás!!!

    O STF, através da decisão de seu ministro de não perdoar essa dívida absurda, pode ter levado à condição de moribundo, ou mesmo, à morte, todo o sistema rodoviário de transporte de cargas, embora a sua intenção tenha sido a de que a lei deva ser cumprida, (como se os caminhoneiros devessem alguma coisa), e o próprio tribunal não a tenha desrespeitado algumas vezes, como na autorização para que a nossa ex-presidente se candidate já nestas eleições, embora tenha perdido o cargo, além de alguns habeas corpus concedidos a amigos, deixando muitas dúvidas.

    Os 10 dias em que os caminhoneiros ficaram parados levaram o Brasil ao caos, tal a dependência que se tem deste tipo de transporte. Se tivessem sido apenas mais 10 dias, talvez tivéssemos ido à fome por falta de abastecimento, mas estes fatos reais não foram levados em conta, porque neste caso parece ser preferível levar a lei a quem presta relevantíssimos serviços à Nação e nada devem, por manterem a vida de todos nós pelos alimentos e remédios que fazem chegar aos pontos de venda. Onde está o bom senso e a responsabilidade?

    Se não houver o perdão das multas, e por isso vierem a faltar caminhões para o transporte das cargas, é muito provável que todos nós, inclusive os caminhoneiros, (embora, repito, todos nós sejamos inocentes, inclusive os caminhoneiros), tenhamos que arcar com uma sentença indevida, mas só que, se o pior vier e o caos se estabelecer, mais uma vez as digníssimas autoridades do Judiciário, e todas as demais, vão ficar retidas em Brasília por falta de combustível nos aviões e carros, e se o caos demorar, sem comida por falta de quem a entregue. Já passaram um pouco por isto, mas nem assim aprenderam!!!

    Há nuvens escuras no horizonte, e não podem culpar os caminhoneiros por não poderem fazer milagres.

    José Carlos

  38. ADENDO A DOIS TEXTOS

    Refiro-me a dois textos meus, um a “Estruturamento social”, e o outro a “As leis e sua aplicação”.

    Começo pelo primeiro e informo onde, na Bíblia, se encontra a citação de Jesus sobre a existência de muitas moradas na Casa do Pai, e a Ele ir para lá para nos arrumar o lugar e nos levar quando esse lugar estiver pronto. Está em João 14.

    No segundo texto referi-me à sexualidade, perpetuadora das espécies e formadora das famílias, deixando de lado a homossexualidade, que chamarei de transsexualidade, embora não haja nela a mudança de sexo, mas por transcender à finalidade da sexualidade.

    Inicio dizendo que a sexualidade é divina, e a transsexualidade, na maneira em que a descrevo, isto é, sem mudança de sexo, mas por transcender à sexualidade, é humana, e explico porquê: a única razão de existirmos é a de construirmos a nossa evolução espiritual até à perfeição, e isto acontece inicialmente em obediência à Lei da Reencarnação, vivendo-se em corpos físicos criados por meio da nossa sexualidade, única finalidade dela, a qual é criação divina. A homossexualidade, por não atender a este requisito, é criação humana.

    Dentro deste processo de evolução espiritual, um dia caímos na tentação de fazer outras experiências com ela, sexualidade, criando novos hábitos de comportamento. Digo, caímos em tentação, porque cedemos à influência das forças do mal, onde há verdadeiros gênios, criadores de sugestões que podem nos levar a ceder à tentação se as aceitarmos, entretanto, a responsabilidade da decisão é sempre nossa, porque se há a influência do mal, há também a influência do bem que neutraliza a influência do mal no instante em que vamos tomar a decisão final.

    A repetição desses novos hábitos acaba por interferir na formação genética, disformando os genes da sexualidade, disformação essa que o espírito leva consigo ao deixar em definitivo o corpo físico que habitava, e que transfere para os novos corpos nas reencarnações posteriores.

    A Organização Mundial da Saúde, que define a saúde, não como a ausência da doença, mas sim, como um bem estar bio-psico-social, recentemente retirou a homossexualidade como sendo doença, entretanto sabe-se que o psico pode gerar graves disfunções orgânicas, como úlceras gástricas de origem nervosa, além de outras. Ora, estando os hábitos mentais situados no psico por serem mentais claro, e se têm poder para gerar disformações genéticas, é doença sim, como são doenças as úlceras de origem nervosa, e o Papa Francisco está cheio de razões ao afirmar ser necessária a ajuda externa especializada, por psiquiatras e/ou psicólogos acrescento, sem deixarmos de lado a influência altamente positiva da família na ajuda da mudança de hábitos, antigos ou recentes.

    É importante sabermos que a evolução espiritual acontece dentro de ciclos, e que já estamos entrando num novo ciclo, o último, que é o Novo Reino para o qual Jesus disse que nos levaria um dia, onde a perfeição é absoluta, e só entram os que não tenham que fazer mudanças de hábitos difíceis de fazer, (há muito pouco tempo para fazê-las), por isso o arrependimento sincero é o único meio para que a ajuda das Forças do Bem faça efeitos positivos, gerando a possibilidade da mudança de hábitos de forma muito rápida, pois não havendo muito mais tempo para mudanças, e não havendo a seleção que permita a entrada no novo Reino, e por não haver outro reino, o espírito deixará de existir, coisa que não acontecerá conosco por já estarmos selecionados positivamente por levarmos uma vida sadia e dentro das Leis Divinas.

    José Carlos

  39. Bom dia,

    Esclarecendo um ponto. No meu artigo “As leis e sua aplicação”, referi-me ao nascimento da Segurança e citei que os Policiais são verdadeiros heróis por darem sua vida em defesa da nossa, o que é verdade indiscutível, e ao mesmo tempo citei a informação bíblica de que não podemos matar, deixando dúvidas, pois no atendimento à Segurança há o confronto, e neste em geral há mortes. O não matarás refere-se a cada um de nós, e é quando, individualmente e por conta própria, tomamos a iniciativa de tirar a vida de alguém, tornando-nos assassinos, o que não é o caso na Segurança, onde há o combate, quer em defesa da Nação no caso das guerras, quer na defesa da sociedade quando esta é agredida por criminosos, e somente e nestes casos, não há crime, mas luta justa e necessária em defesa de todos nós, e neste caso nenhum soldado ou policial comete crimes, o que não inclui os casos em que autoridades, extrapolando de seus deveres, armam-se em executores da lei, poderes esses que a sociedade não lhes dá, e tiram a vida de alguém desnecessariamente, e que, no caso dos policiais, os que agem assim não são Policiais, mas policiais, tornando-se criminosos.
    José Carlos

  40. Bom dia a todos,
    No meu texto “Adendo a dois textos”, deixei inadvertidamente dúvidas ao dizer no quinto parágrafo: “um dia caímos em tentação”. Esclarecendo: no texto todo referia-me a toda a humanidade, mas quando digo que um dia caímos em tentação, obviamente, referia-me apenas aos que caíram em tentação, e, como a realidade mostra, não foram poucos, mas não todos nós, foi apenas uma maneira de me expressar, que agora deixo corrigido.

    Aproveito para informar que o objetivo do adendo deu um enorme resultado, pois foram muitos, (embora não todos), os que tiveram arrependimento sincero, o que, repito, era realmente o objetivo do adendo, e aceitando a ajuda do Alto, voltaram a ter os seus genes normalizados, podendo ser selecionados, acreditemos, para a vivência futura no Novo Reino.

    José Carlos

  41. DECISÃO SALOMÔMICA

    A prevalecerem as informações atuais, parece que o governo, após um bom período de maturação de idéias, envolvendo inclusive muitas pessoas de alto salário pensando sobre o assunto, chegou a uma decisão salomônica sobre os aumentos absurdos da Petrobrás: quando os aumentos absurdos dos preços dos combustíveis chegarem a um determinado patamar, aumenta-se automaticamente os preços dos fretes, assim a Petrobrás não se sente desafiada no que queira fazer com os preços, o que já voltou a fazer, diga-se, e os caminhoneiros param de reclamar, deixando de causar problemas e pronto, problema resolvido com extrema inteligência.
    – Extrema inteligência?
    – Sim, extrema inteligência?
    – E o povo?
    – Como assim, o povo?
    – O povo que já arcava com os aumentos da Petrobrás, agora vai ter de arcar com os dos fretes também.
    – E o que tem isso? O importante é não afrontarmos a Petrobrás, e ao mesmo tempo acabarmos com o risco dos caminhoneiros voltarem a fazer avisos. Com esta decisão matamos dois coelhos com uma cajadada só, coisa inteligentíssima.
    – Inteligentíssima?
    – Sim, inteligentíssima.
    – Mas o povo tem dinheiro para arcar com estes aumentos que incidirão em cadeia, portanto sobre tudo?
    – O povo tem de compreender, o importante é mantermos a Petrobrás contente, e evitarmos o desabastecimento.
    – E o povo, não?
    – Você é muito insistente.
    – Mas para evitar o desabastecimento, não vão desabastecer o povo de seu dinheiro?
    – O que tem isso? Repito, o importante é resolvermos o problema da Petrobrás, e desta vez o dos caminhoneiros também.
    – Mas, subindo todos os preços, não vai aumentar a inflação, prejudicando ainda mais o povo?
    – Isso é outra coisa que teremos que ver como resolver lá prá frente.
    – Lá prá frente? Mas isso não é uma administração às avessas, tomar a decisão de deixar a Nação caminhar na direção de um problema desta magnitude e já previamente conhecido?
    – Não importa, não dá para ver isso agora, o que temos a fazer é resolver uma coisa de cada vez, o que já não é pouco, afinal ninguém é de ferro.
    – Resolver?
    – Já disse, não há mais o que fazer.
    – Basta proibir a Petrobrás de nos impor a sua política suicida de preços!
    – Repito, você é muito insistente e chega a aborrecer; com a Petrobrás não se meche.
    – Só com o bolso do povo?
    – Sem resposta.

    José Carlos

  42. CONTINUANDO AS INFORMAÇÕES

    Ao analisarmos a história da civilização, vemos que religiosidade é um atributo do ser humano, não podendo este fato ser desmentido. Vemos isso tanto no Velho Testamento quanto no Novo, passando pelas mitologias grega e romana e anteriores, além das crenças religiosas milenares no oriente.

    Tenho abordado o fato de Deus ser o único ser do lado externo das Leis, só ficando sujeito à influência delas quando desce à Terra como ser humano, quando então se iguala a todos nós. Com a afirmativa de Jesus ser um com o Pai, estamos informados que Deus pode desdobrar-se, continuando a ser Deus e ao mesmo tempo ser humano, neste caso regulado pelos mesmos parâmetros de qualquer um de nós.

    Se veio uma vez à Terra como Jesus, é porque pode fazê-lo, e se pode fazê-lo, muitas outras vezes à Terra voltou, (não duvidemos), para levedar o conhecimento humano nas áreas da ciência, das artes, e nas demais estruturas que compõem o ordenamento das sociedades, e Ele fez isso, não só para nos tirar das cavernas deixando-nos a base para construirmos as culturas que hoje habitamos, mas também, sempre dentro da condição de ser humano, adquirir muitos créditos com o bem que fez com tudo o que nos ensinou e nos deixou.

    A única razão para existirmos, é a de evoluirmos até à perfeição espiritual, no inicio, em reencarnações sucessivas, quitando dívidas e aprendendo lições novas, tornando-nos cada vez mais em seres melhores, embora ainda carreguemos muitos traços de quando éramos menos evoluídos, tudo isto, deixo claro, dentro do Reino atual, que vou chamar de Reino Velho.

    Falei antes de duas leis, a da Reencarnação e a da Justiça Divina. Hoje vou falar de mais duas, a Lei das Compensações, e a das Interferências.

    Começo pela Lei das Compensações, e para nos entendermos vou fazer uma analogia com algo que existe no nosso meio, a Contabilidade, e que de certo modo existe no Mundo Espiritual, que passo a chamar de Contabilidade Divina, onde deixamos registrados nos nossos débitos e os nossos créditos. Erro, débito, acerto, crédito, obvio, e aqui a importância da Lei das Compensações, créditos eliminando débitos evitando-nos as dores de resgates e abreviando o número de reencarnações, agilizando-nos assim a Evolução Espiritual.

    Há, entretanto, as condições em que os créditos são insuficientes, o que coloca muitos na condição de atrasados na evolução espiritual em relação aos demais, por ainda terem que fazer resgates difíceis em reencarnações sucessivas. São erros graves, mas que ainda permitem receber ajuda por não estarem incluídos nos erros como os feitos por aqueles que fizeram do crime o meio de vida. Um espírito mais elevado, com muitos créditos já adquiridos, condoído pela situação daquele que se encontra às voltas com os erros graves, esse espírito agindo dentro da Lei das Interferências, cede-lhe parte de seus créditos, fazendo com eles o que vou chamar de “química espiritual”, química essa que permite uma reação para melhor do espírito atrasado, eliminando-lhe boa parte do sofrimento pelo qual teria que passar, e permitindo-lhe, de forma concomitante, avançar na sua evolução espiritual, tal o efeito das reações das interferências com seus créditos.

    Disse que Deus veio à Terra muitas vezes para adquirir, repetindo, sempre na condição de ser humano senão seria burla, os créditos suficientes para levar adiante o Seu plano de nos conduzir ao Novo Reino que nos tinha prometido quando veio como Jesus, e o faz, cedendo-nos todos os créditos que adquiriu com Suas reencarnações, permitindo com eles a realização da “química espiritual” que nos está tirando do ponto da evolução em que nos encontramos, para nos levar, (ou elevar), à condição de seres espiritualmente perfeitos e dignos de já habitarmos o Novo Reino, isto sem morte, mas por meio das reações químicas espirituais, (embora à morte física todos nós estejamos destinados). Acreditemos, estamos destinados a viver um sonho, sonho esse, permanente.

    José Carlos

  43. COMO AINDA SÃO AS COISAS

    Hoje vou referir-me ao eminente cientista, Brian Green, formado em Harvard. Em 1990 passou a lecionar na Universidade Cornell, onde, em 1995 tornou-se catedrático. Em 1996 mudou-se para a Universidade Columbia. Cientista altamente respeitado no meio científico por dois motivos: ter descoberto um método matemático com o qual uma grande quantidade de pendências científicas puderam ser finalizadas, e também por ter feito várias descobertas na Teoria das Cordas, parte da ciência que estuda a formação da matéria conhecida, teoria essa que informa que tudo o que existe e acontece no Universo, deriva das vibrações dessas cordas, as quais são centenas de bilhões de bilhões de vezes menores do que o núcleo do átomo, (Brian Green em seu livro O Universo Elegante de 1999).

    Abordei este tema pelo seguinte: em texto anterior, disse ser Deus o único ser do lado externo das leis, por ter sido Ele que as fez, portanto, podendo criar e fazer coisas muito para além do que entendemos ser normal, como construir o Universo e tudo o que nele existe, com algo centenas de bilhões de bilhões de vezes menor do que o núcleo do átomo!!!

    Todo o nosso conhecimento deriva de todas as experiências que vivenciamos nas nossas inúmeras reencarnações. Uma vez a experiência adquirida fica com o espírito, (nós), para sempre. O acúmulo dessas experiências vividas constitui o que chamamos de “coisa normal”. Algo, ou alguma informação fora deste conhecimento, nos leva a dúvidas, o que é absolutamente normal, mas de forma alguma devemos imaginar que nada mais há para além do que entendemos como normal e aceitável. Imaginemos que por um momento pudéssemos retornar à época das cavernas, e tentássemos explicar a um morador delas o que é GPS, computador, automóvel, avião, etc., nada entenderia por não ter ainda vivenciado essas coisas, e as tornado normais dentro do seu universo de cognição. O mesmo acontece conosco em relação à parte da Obra Divina que nos falta conhecer, por isso afirmo: Deus não se limita aos nossos limites para fazer as Suas coisas, as quais têm uma única finalidade, a de nos levar à perfeição espiritual, realização essa que é de nossa responsabilidade fazer utilizando o que Deus nos disponibiliza, ou seja, Suas Leis e tudo o que temos à nossa volta, e que se utilizado dentro da Lei do Amor, que podemos chamar de Fraternidade, nos leva a essa perfeição espiritual. Nenhuma Lei que Ele fez, a fez para nos prejudicar, por isso tomar conhecimento de algumas delas não nos levarão a situações aflitivas, mesmo que isso nos tire da nossa zona de conforto mental, mas ao aumento dos limites do nosso universo mental, libertando-nos de alguns, ou mesmo, muitos, dogmas. Conhecereis a Verdade e a verdade vos libertará.

    Uma dessas leis é a Lei da Reencarnação. Para a entendermos faz-se necessário aceitar, o que é obvio, que estávamos em algum lugar antes de reencarnarmos. Esse lugar chama-se Mundo Espiritual, de onde viemos ao reencarnarmos. Esse Mundo Espiritual, onde se situam os Maiores, incluindo Deus, Jesus, Maria, Anjos, é a “matriz” do nosso mundo. Lá se definem as nossas reencarnações em atenção às nossas necessidades evolutivas. Sob a orientação de Jesus, (ninguém vai ao Pai senão por mim), são definidas as obrigações que traremos para a vivência em um novo corpo físico. Sim, assumimos compromissos para serem vivenciados na vida física. São definidos: a data para reencarnarmos, os anos que iremos viver na carne, e para isso é-nos dada a energia em quantidade suficiente para vivermos todos os anos da sentença, (cuidado para não gastarmos essa energia com farras, drogas, lícitas ou não, etc., e com tudo o que faça mal à saúde, porque se tivermos malbaratado a energia e voltarmos antes do tempo determinado, seremos dados como suicidas, pior coisa e maior dor para o espírito). Continuando com os compromissos, serão definidos os nossos pais, os espíritos que virão como nossos filhos se assumido o compromisso de sermos pais, o (a) cônjuge, a data na qual reencontraremos na reencarnação aquele (a) com quem nos vamos consorciar, e a data do retorno ao Mundo Espiritual. O tempo entre esses acontecimentos que trazemos como compromissos, será preenchido com o que fizermos com a nossa liberdade. Ao voltarmos, seremos analisados pelo o que fizemos em relação a eles, compromissos, por isso, muito cuidado com o divórcio, aborto, vícios os mais diversos, ou qualquer erro do qual nos acusemos, (lembrando que o arrependimento é sempre a porta aberta para mudarmos os passos para melhor e recebermos o perdão), porque tudo isso será levado em conta para as novas reencarnações, quando então expiaremos nelas os erros cometidos, (em alguns casos até mesmo os cometidos na atual reencarnação), e seremos submetidos a lições, às vezes até muito difíceis, que nos levem a melhorar o comportamento. Serão necessárias tantas reencarnações quantas forem necessárias para fazermos todos os resgates e aprendermos todas as lições necessárias. Uma vez tudo isto atendido, teremos ultrapassado a Lei da Reencarnação, e viveremos no Mundo Espiritual para sempre, onde não há mais a morte física.

    Tudo o que relatei acontece ainda no Reino atual onde estamos, mas sofrerá grande mudança a nosso favor, quando o Novo Reino vier.

    José Carlos

  44. COMPARAÇÕES

    Vivemos dentro da Obra Divina, não temos outra. Se Deus tivesse colocado em Sua Obra um lugar para os erros se esconderem, pactuaria, obviamente, com todos os erros que se escondessem nesse local, coisa, claro, impossível de acontecer.

    Não havendo esse lugar feito por Deus, e como não pode ser repassado a outra pessoa que nada tenha a ver com ele, o erro não se separa de quem o fez.

    Vou fazer uma afronta à língua portuguesa ao afirmar o seguinte: embora os dicionários digam o contrário, o único sinônimo que exprime com fidelidade o que seja a esperteza, a meu ver, é burrice, por isso jamais pode ser comparada à inteligência.

    Em geral há na esperteza um componente negativo que chamo de enganação. O esperto, em geral, se considera mais inteligente do que o outro por poder enganá-lo, e com isso comete erros que o levarão a regates futuros, porque, não havendo lugar para o erro se esconder, é como jogar pedras para o alto para caírem na própria cabeça, ou melhor, é criar ciladas para si mesmo, e isso não pode ser considerado inteligência.

    Se a esperteza nos leva ao erro, a inteligência nos leva a evitá-lo, sendo assim, a esperteza é o uso da inteligência contra nós mesmos, e jamais a nosso favor, logo é a ilusão da vantagem.

    Enquanto a esperteza é um mergulho no erro por ser “o tudo para mim a qualquer custo”, a inteligência nos leva a conquistas sólidas, por ser a vivência em harmonia com tudo e todos.

    Muitos conseguem muitas coisas por meio da esperteza, e não vêem que o que estão acumulando na verdade são espinhos para o futuro, por isso repito, esperteza é sinônimo de burrice sim senhor, e dores em resgates futuros também, a menos que haja arrependimento sincero que nos leve a deixarmos a esperteza, que é erro, e passemos a usar somente a inteligência, que é acerto, só assim dá certo.

    José Carlos

  45. AJUDANDO A ENTENDER A VIDA

    De vez em quando nos deparamos com a seguinte pergunta: quem somos, de onde viemos, e para onde vamos. Aí está a resposta: somos espíritos, viemos de Deus que um dia nos criou, e vamos para a perfeição espiritual, não duvidemos.

    Como ainda habitamos no Velho Reino, vou limitar-me ao como as coisas se passam nele, (quando vier o Novo Reino tudo será diferente). Fomos criados simples e ignorando todas as coisas, mas destinados à aquisição de conhecimentos que nos levarão um dia à perfeição espiritual, no início em corpos físicos como o que habitamos hoje, corpo esse que se é uma obra prima divina, nos impõe certos limites, como o de esquecermos o passado, e ficarmos limitados aos cinco sentidos.

    Nas vidas sucessivas vamos acumulando experiências as quais acabam por formar a nossa personalidade, personalidade essa ainda carente de muitos burilamentos por estarmos muito longe da perfeição.

    Uma das razões para vivermos num corpo físico, é que com ele esquecemos o passado e ficamos apenas com as nossas tendências, tendências essas que são o resultado de todas as experiências que vivenciamos e que mostram exatamente o ponto da evolução espiritual em que nos encontramos. A vida nos oferece a possibilidade de escolhas, e dependendo das tendências que trazemos, poderemos fazer escolhas boas ou más, por isso se dissermos que de certo modo estamos vivenciando uma sabatina, não estamos muito fora da realidade.

    Na jornada evolutiva, muitos se perderam pelo caminho, e de tanto errarem acabaram por deformar o perispírito, tomando formas horrendas e diabólicas, acabando por fazer nascer o que chamamos de forças do mal, sempre prontas a nos levarem a quedas por meio de tentações se lhes dermos ouvidos, quedas essas que nos tomam muito tempo para nos levantarmos por meio de resgates e lições corretivas, sempre com dores fortes, e, talvez, por várias reencarnações.

    Se ainda não somos perfeitos, as tentações que nos podem levar a erros são uma realidade à qual temos que ficar muito atentos, pois são portas abertas para as forças do mal. Podemos dizer que temos à nossa frente apenas duas opções: a do acerto e a do erro, e dependendo do que escolhermos criaremos laços, ou com os bons, ou com os maus, dessa união não escaparemos.

    Deus nunca nos abandona, dando-nos sempre a possibilidade de nos arrependermos se erramos. Temos ainda os bons ao nosso lado nos alertando quanto aos erros, além da consciência, que se não a bloquearmos, sempre nos fará discernir entre o bem e o mal, sendo, portanto, sempre nossa a responsabilidade das escolhas, e ao final, quando chegar a hora do retorno, nos encontraremos com aqueles com quem tecemos nossos laços.

    Se podemos acertar, porquê escolhermos o erro e as dores, muitas vezes abdicando das nossas responsabilidades, pecando assim por omissão deixando que o mal avance, ou mesmo, cometendo injustiças, e até roubando, e/ou matando? As más escolhas serão sempre um desastre para nós, levando-nos a companhias indesejadas e a lugares que jamais gostaríamos de ir.

    As coisas são assim, desse jeito, não duvidemos.

    José Carlos

  46. ADENDO

    Faço um adendo ao meu texto “Ajudando a alavancar o Brasil”. Começo dizendo o seguinte: uma Nação, nada mais é que nós mesmos que a construímos em cima de uma parte do planeta. Se não existíssemos, mesmo que o planeta existisse, não haveria nações.

    Ao nos unirmos e criarmos uma Nação criamos ao mesmo tempo as necessidades comuns a todos, sendo a responsabilidade de todos trabalharmos no atendimento dessas necessidades, e para isso criamos os governos aos quais entregamos a responsabilidade de administrá-las, (e não para fazer o que queira com o nosso dinheiro), e a quem entregamos também parte desse nosso dinheiro, fruto do nosso trabalho, para atendimento às despesas inerentes a elas.

    Atentemos para esta afirmativa, as necessidades são comuns a todos, e o governo deve atendê-las com o dinheiro de todos nós, logo, não pode haver nele, governo, (ou fora dele), nada que não atenda a essa necessidade global, em outras palavras, não pode haver nenhum órgão, público ou não, que tenha prevalência sobre o todo, como está acontecendo com a Petrobrás, que por ser exportadora de petróleo e não importadora, só ganha quando o preço dele e a taxa do dólar sobem, no entanto aumenta quanto quer o preço dos combustíveis, sendo que o gás que atende à parcela mais pobre da Nação subiu, o botijão, de R$. 60,00 par R$.75,00 em pouquíssimo tempo!!! O mesmo acontece com a energia elétrica, e outras tarifas administradas pelo governo, que não é por nós, só por eles, e no âmbito particular, mas com a anuência das autoridades, com os juros dos cheques especiais por exemplo, técnica para levar o outro à bancarrota, que à beira da bancarrota já estava. Pá de cal no poder aquisitivo de muitas pessoas, cujas vidas aparentemente têm pouco valor aos olhos das autoridades, e que só servem para ser extorquidas para além do limite do possível, iludidas com pagamentos de parcelas baixas mas com os saldos devedores corrigidos à estratosfera, extorsões essas criadoras de aflições imensas nas pessoas honestas, e com potencial elevadíssimo para levar muitos ao suicídio. Aqueles que geraram e estão gerando estas situações negativas talvez não saibam, mas estão vinculados a todas as reações negativas a que dão origem, inclusive aos suicídios, pelo que responderão, pois os elos de ligação não erram.

    Vamos agora ao que motiva este adendo: disse no texto acima citado, que ao se criar o Departamento Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o mesmo não deveria ter fins lucrativos, e isto parece ter deixado a seguinte dúvida: aonde arrumar dinheiro para os financiamentos?

    Inicialmente, com o dinheiro que já existe no BNDES e com o dinheiro do retorno das prestações, e depois com o aumento da entrada de dinheiro novo como veremos mais abaixo, porque um setor da Nação que exista para alavancar o desenvolvimento dela em favor de todos nós através de financiamentos com o nosso dinheiro, em vez de cobrar juros muito acima da inflação, fazendo assim aplicações financeiras e não financiamentos, coisa paradoxal, na verdade deve facilitar a distribuição do dinheiro para gerar riqueza e empregos, e essa distribuição não significa perder contato com esse dinheiro, pois volta a ele, setor, com o pagamento das prestações corrigidas pela inflação, logo, os valores retornados estão sempre atualizados, não havendo perdas nem gastos. Em outras palavras, o dinheiro vai, produz riqueza, e depois volta corrigido, originando um ciclo virtuoso. O dinheiro se parado nos cofres por causa, principalmente, dos juros, serve para quê, e atende a que desenvolvimento? Bem distribuído, gera riquezas e empregos.

    Poderíamos argumentar, porém, que sem pagamento de juros, talvez a procura fosse tanta que não haveria como atender a todos. Considero isso um ótimo problema, pois significaria que haveria um bom espaço para a expansão do desenvolvimento por haver uma demanda reprimida, o que demonstraria que o método atual seria um método que não desenvolve, pelo contrário, atravancaria o desenvolvimento, e por isso teria de ser modificado com urgência urgentíssima.

    Como atender então a essa demanda com o dinheiro existente? Através de análises, caso a caso, dando inicialmente preferência aos que desenvolvam mais empregos, porque, com mais empregos, maior o consumo, maior o consumo, maior o valor dos impostos arrecadados pelos governos, maior o valor dos impostos arrecadados, mais dinheiro inclusive para o DNDES, e aqui o dinheiro novo, tudo isto nos anos por vir e dentro de um ciclo virtuoso por gerar elos de ligação positivos.

    Poderíamos perguntar como seriam pagas as despesas do DNDES. Seriam pagas da mesma maneira como pagamos as despesas dos Ministérios, que não precisam cobrar juros para existirem, isto é, com o nosso dinheiro vindo dos impostos.

    Se devemos ter algum medo, deve ser com relação aos métodos atuais, geradores de ciclos negativos, e jamais das soluções positivas geradoras de ciclos positivos que vêm melhorar a nossa vida, e esta solução que apresentei, a da criação do DNDES, (junto com a lei que permita reajustes somente dentro da inflação), é uma delas.

    Só assim.

    José Carlos

  47. CITAÇÕES

    Há algumas citações de alguns dos nossos presidenciáveis e vice, as quais vale apena citar e responder:

    – Quero trazer o governo de Lula de volta. 14 milhões de desempregados, corrupção desenfreada, uma Dilma e um Temer, tudo outra vez, pelo amor de Deus, nãoooo!!!

    – O que tem se não entendo nada de economia? Quem vai tratar dela é o meu Ministro da Fazenda. Qual? Aquele que mandou calar por falar bobagens? Mas ele não deveria saber mais do que quem lhe mandou calar a boca?

    – Pagar o 13º é fazer caridade com o dinheiro dos outros. Quais outros se só temos nós?!!!

    Acho que é por isso que um dia alguém disse que para morar no Brasil não se precisa ser louco, mas ajuda.

    José Carlos

  48. ELOS DE LIGAÇÃO NO COLETIVO

    Hoje vou referir-me a como agem os elos de ligação no coletivo. Somos livres para tomarmos as decisões que acharmos convenientes, entretanto, uma vez tomadas, ficamos atrelados aos efeitos dessas decisões.

    Nessas decisões, podem haver carmas individuais e carmas coletivos. Estes últimos acontecem quando coletivamente tomamos a mesma decisão, ficando nós assim, coletivamente, responsáveis pelos resultados finais dessa decisão coletiva, não duvidemos.

    Chegaram as eleições, onde as decisões coletivas acontecem, e o que decidirmos em maioria, assim teremos. Estamos cansados com o que nos fizeram vários políticos, para não dizer muitos, e por isso ansiamos por mudanças com justa razão, porém, precisamos meditar muito sobre que mudanças vamos escolher.

    Aqueles que escolhermos, são eles que colocamos nos cargos máximos, tanto no Executivo, como no Legislativo, como nos Estados, logo é nossa a responsabilidade da escolha, e ficaremos ligados ao que aconteça à Nação, de bom ou de ruim, assim, é de bom alvitre que meditemos bem nas escolhas que iremos fazer, porque se quisermos o melhor para nós e os nossos, não devemos fazer escolhas pela emotividade, mas sim, de forma consciente, pois quer aceitemos quer não, os elos de ligação nos manterão ligados aos efeitos pelo que for feito por aqueles que lá colocamos, e aí, poderemos ver-nos às voltas com o carma coletivo, não há outra forma.

    Votar conscientemente é ficarmos com a consciência tranquila, mesmo que aqueles que escolhermos não sejam eleitos.

    José Carlos

  49. AINDA OS ELOS DE LIGAÇÃO COLETIVOS

    Foi-me feita uma ponderação ao que digo no meu texto “Elos de ligação no coletivo”.

    A ponderação é a seguinte: porquê assumiríamos responsabilidades negativas se o que queremos é colocar no poder alguém que combata o crime?

    Ponderação mais do que justa, porque é o que todos queremos, mas vejamos: o Brasil é um Estado Democrático de Direito, isto é, limitado pela Ordem Jurídica vigente. Em outras palavras, o Brasil é regido por leis, que cabe a cada um de nós respeitarmos, caso contrário nos transformaríamos em uma sociedade fora lei, portanto, uma sociedade selvagem, onde o vale tudo, tudo vale, e é a este vale tudo que os elos coletivos nos ligariam no caso daquele que lá colocarmos venha a levar o país à situação de fora da lei. Se fomos nós que lá o colocamos com o nosso voto, sabendo de antemão de seu projeto de governo, somos nós os responsáveis pelo que venha a acontecer, se o que acontecer venha a acontecer de outra forma que não dentro da lei.

    Ao escolhermos um candidato, seja ele quem for, à Presidência da República, precisamos ver se não há em seu projeto de governo um forte conteúdo de enganação, porque combater o crime dentro dos limites da Lei é dever de todos os que se apresentam como candidatos, tanto à Presidência da República, quanto aos governos dos Estados e até de Municípios que compõem a Nação. Fazer o combate de outra maneira, só seria possível com o estabelecimento de um governo de exceção, fechando o Congresso e o Judiciário, estabelecendo um tribunal de exceção também, coisa no momento impossível de acontecer, por isso a enganação. Ninguém governa sozinho fazendo o que quiser fora de uma ditadura.

    Ao fazermos escolhas, nossos elos de ligação seguem junto com elas, por isso temos de ter muito cuidado ao fazê-las, caso contrário carma há, ainda que neste caso seja coletivo, mas mesmo assim, com resgate muito complicado para nós, caso o pior venha a acontecer por nossa causa.

    José Carlos

  50. ERA UM OU OUTRO

    Um amigo meu, deixando entrever que já dá a eleições como decididas, fez o seguinte comentário: não tinha jeito, tinha que se votar num, para não deixar o outro entrar.

    Retruquei: pelo visto parece que você não está muito feliz, pois dá a entender que foi tolhido na sua liberdade de escolha, já que ou era um ou era o outro, e por isso pergunto: não havia outros que no seu entendimento fossem melhores? Não bastaria eleger um deles e não ficaria tudo resolvido? Porquê a escolha tinha de ser só entre os dois havendo outros? Olhou-me sem nada mais dizer.

    Parece-me que ele reflete o pensamento da grande maioria dos eleitores que no primeiro turno votou, ao que parece, num, para não deixar o outro entrar. Será que o eleitor brasileiro sentiu-se, já no primeiro turno, encostado contra a parede, ou melhor, sentiu-se num beco sem saída, vendo-se obrigado a votar num gostando ou não dele, para não deixar o outro entrar?

    Se for assim, e se no segundo turno se confirmar a vitória daquele que venceu no primeiro, quero deixar dois pensamentos de otimismo àqueles que votaram contra o seu desejo apenas para não deixar que o outro entrasse, pois, afinal de contas, se somos um povo alegre e otimista, não podemos deixar, nem a alegria, nem o otimismo, morrerem. Vamos ao primeiro pensamento: a se confirmar a vitória de Jair Bolsonaro, ele é um capitão do exército, e o seu vice, general. Há no exército uma divisão, (talvez várias), de engenharia de infraestruturas de excelente qualidade. Um dos itens em que o Brasil está muito carente é exatamente na infraestrutura rodoviária, incluindo aí pontes e viadutos, coisa que os engenheiros militares e todos os demais que colaborarem estão aptos a fazer se isso for permitido e quiserem fazê-lo, e o melhor, sem aumento de custo, porque seus salários serão os mesmos caso colaborem ou não na recuperação da malha viária brasileira.

    O outro pensamento é o de que, sendo ambos militares, talvez a corrupção não se sinta muito tentada a “chegar junto”, (espero).

    Se se confirmar a vitória deste candidato, e se ambos os meus pensamentos puderem ser confirmados na prática, a sua vitória, neste particular, já terá sido de grande valia.

    Quanto ao risco da população vir a ser rearmada, porque bandido bom é bandido morto, devo lembrar que o índice de homicídios nos trânsito, que era muito alto no passado, foi praticamente reduzido a zero desde que entrou em vigor a lei sobre o porte de armas, portanto, cuidado para não aceitarmos o nosso rearmamento.

    Estão aí as sugestões.

    José Carlos

  51. APRENDENDO PARA NOS LIBERTARMOS

    A vida é algo que devemos atender com muita responsabilidade. O que vou dizer refere-se ao Reino atual em que ainda estamos, e que chamo de Velho Reino. No Novo Reino, ao qual estamos destinados, as coisas se passarão de maneira completamente diferente, mas como ainda estamos aqui, vale apena ainda aprendermos, porque, como disse Jesus, ao conhecermos a verdade seremos libertados por ela, João 8 32, logo, a ignorância não é um bom lugar para nos escondermos, a menos que não queiramos ser libertos, decisão essa muito complicada por afrontar a principal Lei da Obra Divina, a da Evolução, e afrontarmos as leis é sempre remarmos contra a maré.

    Ao repassar informações, gosto sempre de me referir à fonte onde fui buscá-las. Fiz assim ao citar Carl Sagan ao dar início aos meus textos sobre os elos de ligação, ao citar Brian Greene ao abordar o mundo das cordas, ao citar a crenças orientais e o Espiritismo sobre a Lei da Reencarnação, também ao informar os versículos nas citações bíblicas, coisa que acabo de fazer ao citar que a frase acima está em João 8 32.

    Hoje vou referir-me a alguns ensinamentos encontrados no Espiritismo, verdadeiros sim, não duvidemos, para esclarecer o que disse em texto anterior, ao afirmar que o espírito leva consigo as disfunções adquiridas nos genes da sexualidade pelo desvirtuamento no uso deles, disfunções essas que afirmei que irão afetar os novos corpos físicos em reencarnações posteriores.

    Vamos ver como isso acontece, coisa devidamente explicada no Espiritismo. Espírito é espírito, matéria é matéria. São o que podemos chamar de “essências” totalmente diferentes, mas mesmo assim temos de viver por longo período em corpos físicos, formados por átomos, portanto, matéria, e aí entra Deus e Sua sabedoria. Simplesmente nos revestiu com um corpo etéreo formador da liga entre espírito e matéria, que no Espiritismo recebeu o nome de perispírito por comparação com o perisperma, fina membrana que envolve o embrião e o endosperma de uma semente, corpo esse que molda o corpo físico, fazendo com que cada célula do corpo físico se justaponha à mesma célula do perispírito. Notemos esta afirmativa, cada célula do corpo físico está “colada” à mesma célula do perispírito. Quando deterioramos a célula física, deterioramos também a mesma célula perispirítica, a qual por sua vez dará origem a uma célula deteriorada no novo corpo físico em nova reencarnação, verdade absoluta, por isso os aleijões no físico que alguns trazem ao nascer, como no caso dos anencéfalos, que vêm para refazer a normalidade do corpo físico em muitas e muitas reencarnações corretivas e dolorosas. Cuidado sempre com o aborto e o suicídio.

    Como vemos, podemos dar origem a dores e deformações por longuíssimo tempo, em reencarnações sucessivas se necessárias para corrigirmos os passos, e isso não acontece só com os genes da sexualidade, mas com qualquer célula que venhamos a afetar, como com o vício do cigarro, do álcool, das drogas, do sexo, e até com vícios mentais geradores das várias disfunções orgânicas.

    Seremos sempre o que fizermos de nós mesmos, por isso a validade da informação de Jesus quanto a conhecermos a Verdade para sermos por ela libertados. Sabendo das coisas, podemos evitar quedas graves, logo, a ignorância é local de altos riscos, e jamais será uma boa opção.

    José Carlos

  52. AJUDANDO A ALAVANCAR O BRASIL

    Aproximam-se as eleições, e apresentam-nos os candidatos suas idéias sobre o que farão para melhorarem o atendimento às nossas necessidades coletivas, necessidades essas que são sempre as mesmas desde que nos organizamos em sociedade, ou seja: Saúde, Educação, Segurança e Infraestruturas.

    Todas as boas intenções que nos apresentam são sempre bem vindas mas que nos passam uma grande desconfiança sem dúvida passam, por sermos sempre os mesmos a financiar as despesas dos governos, federal, estaduais e municipais. O fato de haverem eleições não modifica a nossa situação financeira atual, e não diminui o desemprego, e pelo visto, apesar dos trilhões de reais que entregamos aos governos todos os anos, o dinheiro não dá para termos um atendimento decente nas quatro necessidades que acima citei. Por mais dinheiro que lhes entreguemos, os resultados estão aí falando por si mesmos, e se os candidatos dizem que vão melhorar o atendimento das necessidades, é possível que lá venham mais impostos, daí a desconfiança.

    Todo o dinheiro que conseguimos obter resulta do nosso salário, e o nosso salário resulta dos nossos empregos, verdade inconteste. Todos os candidatos querem fazer o melhor para nos atender no que precisamos, mas a meu ver, nenhum apresentou até agora um plano concreto para garantir a nossa renda e os nossos empregos, quanto mais para aumentá-la.

    Apresento a minha sugestão para garantir a nossa renda. Começo pelo o óbvio: para termos renda temos que ter emprego, e para termos emprego temos que ter quem nos empregue, logo, o primeiro item a ser alavancado é a geração de empregos, e se atentarmos bem, quem está na raiz da formação dos empregos é a indústria. Depois vêm o comércio, vendedor dos produtos industrializados, e os serviços também bons criadores de empregos.

    Vejamos este ponto interessante: para garantirmos a nossa renda temos que começar por alavancar a indústria, pois praticamente tudo gira em torno dela, e para a alavancarmos, na maioria das vezes, para não dizermos todas as vezes, tem de haver financiamento.

    No Brasil há um órgão com essa finalidade, a de financiar investimentos, chama-se BNDES, mas é de se perguntar, financia mesmo ou é apenas mais um banco? Explico, se empresta cobrando juros, digamos, empresta R$, 10 e cobra de volta R$. 12, onde está o financiamento? Isso não é enxugamento do dinheiro em circulação? Para que serve um banco de desenvolvimento que dificulta em vez de facilitar a captação por terceiros do dinheiro para o desenvolvimento da Nação?

    A meu ver o erro está no nome Banco, que induz a um comportamento semelhante a qualquer banco, praticamente não passando de um banco comercial como qualquer outro. O nome correto para este banco, (nosso banco para nos desenvolver os empregos com dinheiro nosso), repito, o nome correto deveria ser Departamento Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, sem fins lucrativos, portanto, sem a cobrança dos juros, corrigindo as parcelas recebidas apenas pelo percentual da inflação entre a data da efetiva entrega do dinheiro do financiamento, e a data do pagamento de cada parcela, (o governo nada perderia porque receberia mais impostos com o aumento dos empregos e do consumo).

    Paralelamente, qualquer um dos candidatos deveria apresentar em seu plano de governo, a obtenção de uma lei que vinculasse todos os aumentos à inflação, sem exceção.

    Quanto à corrupção, é bom que os corruptos saibam que o inferno existe sim, e que um dia todos deixaremos o corpo físico e levaremos apenas as nossas obras, as quais se forem más…

    Está aí a minha sugestão para alavancar o Brasil. Começando pelos alicerces, tudo mais acabará por se equilibrar.

    José Carlos

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