Nova pesquisa do Centro Djavad Mowafaghian para a Saúde Cerebral, na University of British Columbia (UBC,) encontrou uma maneira de restaurar, parcialmente, a comunicação celular cerebral em torno de áreas danificadas por placas associadas à doença de Alzheimer.

Os resultados, publicados na semana do dia 15 de Novembro de 2016, na Nature Communications, demonstram um possível alvo e uma droga para um tratamento em potencial a fim de reduzir os danos para o cérebro que ocorre nas fases iniciais da doença de Alzheimer.

Usando ceftriaxona, um antibiótico aprovado pela FDA, usado para tratar infecções bacterianas, os pesquisadores foram capazes de reduzir a ruptura sináptica e limpar as linhas de comunicação neuronal em ratos. (Para saber mais sobre antibióticos CLIQUE AQUI)

Depósitos de placas amilóides desenvolvem-se em regiões cerebrais de pacientes com doença de Alzheimer. Estas placas estão ligadas ao dano encontrado na doença de Alzheimer porque impedem a comunicação celular e são tóxicas para as células nervosas. (Para saber mais sobre a Doença de Alzheimer CLIQUE AQUI)

Os pesquisadores descobriram que as áreas cerebrais ao redor dessas placas mostram altos níveis de glutamato, uma molécula de sinalização essencial para a comunicação entre as células cerebrais, acompanhando altos níveis de hiperatividade na glia, as células de suporte do cérebro. E é neste ambiente rico em glutamato que a comunicação entre os neurônios é alterada ou interrompida, fazendo com que os neurônios morram nos estágios posteriores da doença.

“Através da imagem das células da glia e, o glutamato em torno das placas, pudemos ver que as células não foram capazes de “remover” o glutamato acumulado nessas áreas do cérebro quando administrava a ceftriaxona, e fomos capazes de controlar a ação do glutamato”, explica o Dr. MacVicar, investigador principal e professor de psiquiatria.

E, o pesquisador diz ainda: “Restaurando os níveis de glutamato, fomos capazes de restaurar principalmente a atividade neuronal.”

Os resultados da equipe têm implicações para o tratamento de sintomas precoces da doença de Alzheimer.

“Esta disfunção na comunicação celular ocorre em um estágio muito precoce da doença, antes que o comprometimento da memória seja detectável”, diz o Dr. Jasmin Hefendehl, um antigo bolsista de pós-doutorado no laboratório do Dr. MacVicar e autor principal do artigo.

“Isso torna nossa descoberta particularmente interessante, uma vez que abre uma janela para uma estratégia de intervenção precoce para possivelmente prevenir ou retardar neurônios e perda de memória”, continua Dr. Jasmin Hefendehl.

Ceftriaxona é um antibiótico que é comumente administrado antes de alguns tipos de cirurgia para prevenir infecções e em várias outras situações de tratamento de infecções.

Embora um recente ensaio clínico não tenha visto melhorias para o tratamento da esclerose lateral amiotrófica (ELA), os pesquisadores estão esperançosos sobre o seu potencial para a intervenção precoce no tratamento da doença de Alzheimer.

Fonte:

https://www.sciencedaily.com/releases/2016/11/161115150237.htm

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