O Facebook é uma parte onipresente da vida moderna, e agora um novo estudo sugere que o aplicativo de mídia social pode até fornecer uma visão sobre quanto tempo você vai viver.

Os pesquisadores descobriram que as pessoas que recebem e aceitam as solicitações de amizade viveram mais tempo.

Mas, o mesmo benefício não foi visto para as pessoas que solicitam os pedidos de amizade!!!

“As pessoas que são mais populares vivem mais tempo, mas não podemos dizer o mesmo de pessoas que são mais sociais – (aqueles que solicitam as amizades no Facebook)”, disse o autor principal do estudo Will Hobbs. Ele é pós-doutorando na Northeastern University em Boston.

“Sabemos há muito tempo que as pessoas com ligações sociais mais fortes na vida real vivem mais tempo”, disse Hobbs. “Nós vivemos em uma nova realidade onde muitas de nossas interações sociais agora acontecem on-line. Queríamos saber se as mesmas regras se aplicam on-line.”

Mas, se por um lado o estudo foi capaz de encontrar uma ligação entre o número de pedidos de amizade aceites e vida, por outro lado não foi concebido para provar uma relação de causa e efeito, observaram os autores.

Para o estudo, os pesquisadores trabalharam com o Facebook, com foco em 12 milhões de usuários da Califórnia que se inscreveram antes de outubro de 2010 e nasceram entre 1945 e 1989. Os pesquisadores também compararam esses usuários com os registros de eleitores da Califórnia e acabaram com uma amostra de usuários do Facebook de mais de 4 milhões de pessoas.

Hobbs e seus colegas também usaram informações dos registros estaduais para identificar 11.995 usuários do Facebook que morreram entre janeiro de 2012 e dezembro de 2013.

Os autores do estudo compararam a atividade anterior do Facebook daqueles que haviam morrido, com a atividade de outros usuários da Califórnia.

Os pesquisadores também analisaram as taxas de mortalidade entre pessoas semelhantes na Califórnia que não usam o Facebook, e comparou-os aos usuários do Facebook na Califórnia.

As descobertas mostraram que as pessoas que não fizeram uso do Facebook foram 12% mais propensos a morrer a cada ano do que aqueles que fizeram.

Mas, Hobbs advertiu para este número, porque outros fatores, tais como a renda, puderam ter influenciado esta descoberta.

Hobbs acrescentou que “o risco absoluto de morrer em um determinado ano era pequeno para as pessoas com menos de 65 anos que estudamos aqui, e especialmente baixo para os jovens em nossa amostra”.

Os autores do estudo focaram nos pedidos de amizade, ou seja, quando um usuário do Facebook pergunta a outros se eles gostariam de serem amigos.

De acordo com Hobbs, aqueles que aceitaram um número significativo de pedidos de amizade viveram mais tempo do que aqueles que aceitaram o menor número. O benefício de sobrevivência parecia começar em torno de aceitar 47 pedidos de amizade, sugerem as conclusões do pesquisador.

“A taxa de mortalidade para os usuários com as taxas de aceite de amizades aceitas foi cerca de 35% menor do que aqueles com menores aceites de amizades. E, aqueles com grande rede de amizades apresentaram baixas taxas de mortalidade em comparação com os usuários mais socialmente isolados”, Hobbs disse.

Mas, os pesquisadores não encontraram qualquer ligação entre o tempo de vida útil e iniciar os pedidos de amizade, em comparação com recebê-los.

Anatoliy Gruzd, professor associado da Ryerson University em Toronto, que estuda as mídias sociais, achou curiosos os achados do estudo. “Isso sugere que não se pode simplesmente começar a fazer amizade com pessoas on-line para viver mais tempo”, disse ele.

“Há dinâmicas mais complexas por trás desse fenômeno”, disse Gruzd. Talvez haja diferenças entre a “influência social” daqueles que buscam amigos no Facebook e aqueles que têm mais probabilidade de esperar para ser solicitado a se conectar, ele observou.

Os autores do estudo também procuraram por sinais – como fotos postadas – que os usuários do Facebook tinham atividades sociais além do mundo online.

“No Facebook, também descobrimos que as pessoas que se dedicam a atividades sociais mais reais tendem a viver mais tempo. Quanto mais, melhor”, disse o co-autor do estudo, James Fowler. Ele é professor de genética médica e ciência política na Universidade da Califórnia, em San Diego.

Então, as pessoas devem mudar como eles usam redes sociais on-line com base nessa pesquisa?

“É muito cedo para dar uma receita para o Facebook”, disse Fowler. “Mas nosso estudo sugere que devemos estar fazendo muito mais pesquisas para descobrir como as mídias sociais on-line nos tornam saudáveis ou não”.

Fonte:

http://www.webmd.com/healthy-aging/news/20161031/can-facebook-friend-requests-predict-longevity

Estudo publicado em 31 de Outubro de 2016 em Proceedings of the National Academy of Sciences.

Deixe seu recado

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *