A cetoacidose é uma condição onde os níveis de cetonas no corpo são anormalmente altos, envenenando o corpo, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica, desidratação e cetose, m casos de deficiência profunda de insulina. Acomete principalmente pacientes com DM tipo I (DM I) geralmente é desencadeada por condições infecciosas ou omissão da administração de insulina.

É uma condição séria e perigosa que pode se desenvolver rapidamente, às vezes no espaço de 24 horas. As cetonas são ácidos que se acumulam no sangue e são eliminados na urina. Em pequenas quantidades, eles servem para indicar que o corpo está quebrando a gordura, mas altos níveis de cetonas podem envenenar o corpo, levando a um processo chamado cetoacidose.

Existem vários gatilhos potenciais para a presença de cetoacidose. É comumente causada por doenças que levam à produção de altos níveis de hormônios que atuam contra a insulina.

Pode resultar de problemas com a terapia com insulina, seja pela falta de tratamentos programados ou por não receber insulina suficiente. Os fatores desencadeantes menos comuns da cetoacidose incluem:

  • abuso de drogas
  • trauma emocional
  • trauma físico
  • estresse
  • cirurgia

A cetoacidose ocorre mais comumente em pessoas com diabetes tipo I,  devido ao corpo não produzir insulina. A cetoacidose também pode ocorrer em pessoas com diabetes tipo II, embora seja muito menos comum.

Altos níveis de cetonas na urina e altos níveis de açúcar no sangue (hiperglicemia) são sinais de cetoacidose e podem ser detectados com  glicemia capilar.

Os sintomas da cetoacidose incluem:

  • dor abdominal
  • confusão e dificuldade de concentração
  • pele seca ou ruborizada
  • sede excessiva e boca seca
  • respiração frutada – odor de maçã podre
  • diurese abundante
  • náuseas e vômitos
  • falta de ar e respiração rápida
Para fins diagnósticos desse agravo recomendam-se os seguintes exames laboratoriais:

Glicemia – Sempre aumentada, podendo apresentar  variações  amplas,  sendo  que,  nos  casos  de Estado Hiperglicêmico Hiperosmolar , chega a valores acima de 1000mg/dl.

Hematológico: leucocitose com neutrofilia e hematócrito  aumentado são  comumente  observados na Cetoacidose Diabética (CAD ) e no Estado Hiperglicêmico Hiperosmolar e é um é um exame útil na caracterização de fatores infecciosos, precipitantes do quadro metabólico também podem ser indicados: urina rotina, culturas(urina, sangue), exames radiológicos.

Glicosúria/Cetonúria  –  Na  CAD,  os  testes são positivos, geralmente, em níveis máximos dos métodos semi quantitativos utilizados: glicofitas ou métodos realizados  em  laboratórios  de  análise.

Gasometria arterial – Na avaliação do equilíbrio  acidobásico  dos  pacientes,  três  parâmetros  são fundamentais :

  1. pH sanguíneo :diminuído (ácido,) quando as reservas tamponantes do sangue são consumidas (normal = 7,4 ( 0,05);
  2. bicarbonato (BS) :que diminui  à  medida  que  a produção de ácidos orgânicos vai aumentando (normal = 24 ( 2 mEq/l);
  3. base excess (BE): diminuída  com  o  consumo  de bases (normal = +2,5 a –2,5 mEq/l).

Uréia/Creatinina: podem se elevar na cetoacidose pelo catabolismo proteico e desidratação, mas valores significativamente aumentados podem indicar insuficiência renal prévia ou  surgida  no  curso  da CAD ou EHH (desidratação – choque circulatório).

Por ser a CAD uma emergência clínica e complexa que ameaça a vida, cuja condição máxima se reflete no coma e na morte, é de suma importância que a intervenção seja imediata e devidamente embasada em conhecimento técnico científico. A atuação efetiva da equipe multiprofissional, é imprescindível, a fim de se obter um tratamento adequado e evitar complicações decorrentes de sua ocorrência, bem como agravamento do quadro clínico.

Fonte:

1.FOSS-FREITAS, Maria C.; FOSS, Milton C. Cetoacidose diabética e estado hiperglicêmico hiperosmolar. Medicina (Ribeirao Preto. Online), v. 36, n. 2/4, p. 389-393, 2003.

2.GROSSI, Sonia Aurora Alves. O manejo da cetoacidose em pacientes com Diabetes Mellitus: subsídios para a prática clínica de enfermagem. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 40, n. 4, p. 582-586, 2006.

3.GROSS, Jorge L. et al. Diabetes melito: diagnóstico, classificação e avaliação do controle glicêmico. Arq Bras Endocrinol Metab, v. 46, n. 1, p. 16-26, 2002.

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