Depressão é uma doença que atinge o humor o pensamento,  afeta a maneira como o indivíduo come, dorme, a sua percepção sobre si mesmo, e a forma lidar com os acontecimentos do dia a dia.

A principal dificuldade para os profissionais de saúde é o diagnóstico correto deste agravo, que, em muitos casos, está associado ao fato de que a maioria dos idosos, negarem a depressão e não procura por tratamento.

De fato, é frequente que as pessoas que rodeiam e convivem habitualmente com os idosos associem à idade avançada a melancolia e a tristeza devido a perdas afetivas, económicas, sociais e doenças crónicas, não valorizando muitas vezes suas queixas

Os sintomas da depressão também incluem:

– Sentimentos de inutilidade,

– Humor deprimido,

– Desesperança,

– Desamparo,

– Culpa,

– Falta de interesse nas atividades diárias,

– Irritabilidade,

– Perda de energia,

– Perda de apetite,

– Problemas de sono,

– Perda de amor próprio

– Pensamentos de suicídio.

A depressão também pode ser causada por uso de alguns medicamentos, gravidez, estados pós-parto, abuso, doenças associadas (principalmente as incapacitantes como AVE e Parkinson), estresse crônico, transtorno afetivo sazonal e outras condições.

A depressão não é um processo normal do processo de envelhecimento, mas sua ocorrência é comum nesta fase da vida.  A depressão tardia  afeta cerca de 6 milhões de americanos com 65 anos ou mais. Mas, apenas 10% recebem tratamento adequado. Uma das razões provável é que os sintomas de depressão nos idosos, podem ser decorrentes de  doenças crônicas ou pelo uso de certos tipos de medicamentos.

A depressão no idoso aumenta o risco de doenças cardíacas e de morte por essa causa.

Ao mesmo tempo, a depressão reduz a capacidade de reabilitação do idoso. Estudos de pacientes em casa de  repouso com doenças físicas têm mostrado que a presença de depressão aumenta substancialmente a probabilidade de morte dessas doenças.

A depressão também tem sido associada ao aumento do risco de morte após um infarto. Por essa razão, uma vez que a depressão seja diagnosticada o tratamento deve ter início o mais precocemente possível mesmo que seja depressão leve.

A depressão também aumenta o risco de suicídio, especialmente homens brancos idosos. A taxa de suicídio  em pessoas entre 80 e 84 anos é mais do que o dobro da população geral.

Atualmente a depressão em pessoas de 65 anos ou mais é considerada um problema de saúde pública importante.

Além disso, o avançar dos anos pode vir acompanhado por perda de sistemas de apoio social devido à morte de um cônjuge ou irmãos, aposentadoria ou mudança de  residência.

Devido às mudanças que podem ocorrer na vida do indivíduo na maturidade  e ao fato de que os idosos podem ter alterações de humor,  profissionais de saúde e familiares podem não notar os sinais de depressão. Como resultado, o tratamento eficaz pode ser retardado, forçando os  idosos conviver com a depressão.

Reconhecer os sintomas relacionados a depressão na maturidade, é de fundamental importância para e eficiência do tratamento, que na maioria das vezes tem uma boa resposta com a psicoterapia, como a prática de atividades que possam melhorar o humor deprimido que incluem, atividade física, prática de artesanato, dança de salão, canto ou fazer parte de um grupo social.

A maioria das pessoas deprimidas acham que o apoio da família e dos amigos, o envolvimento em grupos de auto-ajuda e apoio e psicoterapia são úteis.

A psicoterapia é especialmente benéfica para aqueles que preferem não tomar remédios ou que têm sintomas leves ou moderados. Também é útil para pessoas que não podem tomar drogas devido a efeitos colaterais, interações com outros medicamentos ou outras doenças crônicas.

A psicoterapia em idosos aborda uma ampla gama de consequências funcionais e sociais da depressão. Muitos médicos recomendam o uso de psicoterapia em combinação com medicamentos antidepressivos

O tratamento precoce, pode melhorar a qualidade de vida do portador deste agravo, que muitas vezes passa desapercebido.

Leia também: Medicamentos Antidepressivos

Fonte:

BRAGA, Irineide Beserra; SANTANA, Renata Cosme; FERREIRA, Débora Maria Gonçalves. Depressão no Idoso. Id on Line REVISTA DE PSICOLOGIA, v. 9, n. 26, p. 142-151, 2015.

MARTINS, Rosa Maria. A depressão no idoso. Millenium-Journal of Education, Technologies, and Health, n. 34, p. 119-123, 2016.

http://www.webmd.com/depression/guide/depression-elderly

https://www.helpguide.org/articles/depression/depression-in-older-adults-and-the-elderly.htm

Crédito da imagem:

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