Olá pessoal, tudo bem? O post de hoje irá focar em um assunto bastante importante que é a vacinação para adultos.

Provavelmente, ao organizar seus documentos, você já deve ter se deparado com sua carteira de vacinação da época em que era criança ou o que é bem frequente, muitos adultos nem se lembram mais dela.

No entanto, em todas as fases de nossa vida, estamos expostos a contato com microrganismos (bactérias e vírus) que causam diferentes tipos de doenças.

Por isso, é importante estarmos sempre atentos ao calendário de vacinação, independente, de nossa idade e estado de saúde.

Essa preocupação com o calendário de vacinas se deve, principalmente, porque para algumas doenças, a proteção (vacinação) tem prazo de validade, ou seja, após um determinado período nosso sistema imunológico deixa de produzir anticorpos suficientes para combater as doenças.

Um bom exemplo disso é a vacina contra o tétano e febre amarela, que devem ser reforçadas a cada 10 anos.

As principais vacinas que todo indivíduo adulto deve tomar são:

Vacina dupla tipo adulto para difteria e tétano (dT)

A difteria é uma doença causada por uma bactéria (bacilo), contraída pelo contato direto com doentes ou portadores assintomáticos através das secreções ou indireto com objetos que tenham sido contaminados, que afeta o sistema respiratório causando febre e dor de cabeça.

O tétano é uma infecção aguda grave causada pela toxina do bacilo tetânico que invade o organismo através de ferimentos ou lesões na pele, não sendo transmitida de pessoa a pessoa.

Seu sintoma principal é decorrente da tensão muscular geral, ocasionando espasmos involuntários. Caso a doença não seja tratada a tempo, pode levar a parada respiratória culminando com a morte.

A vacinação contra difteria e tétano se faz, inicialmente, em 3 doses com intervalos de 2 meses, para os indivíduos que nunca foram vacinados contra essas doenças e, geralmente, são tomadas na infância.

Para quem tiver o esquema incompleto (1 ou 2 doses), completa-lo até a 3ª dose, não sendo necessário reiniciar o esquema novamente.

O reforço deve ser realizado a cada 10 anos para que o sistema imunológico continue produzindo anticorpos de forma eficaz.

Vacina tríplice viral para sarampo, caxumba e rubéola

O sarampo é causado por um vírus, transmitido por via respiratória, e caracteriza-se por manchas avermelhadas pelo corpo. Em casos graves pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e morte.

A caxumba, também, é ocasionada por um vírus com transmissão por via respiratória, conhecida por levar ao inchaço do pescoço devido a inflamação das glândulas parótidas (localizadas próximas aos ouvidos).

Esta doença é mais comum em crianças, mas em adultos pode causar sequelas graves como: meningite, surdez e inflamação em testículos (orquite) em homens e ovários (ooforite) em mulheres.

Já, a rubéola é uma doença infecto contagiosa transmitida, de pessoa a pessoa, por um vírus que apresenta sintomas como: febre baixa, surgimento de gânglios linfáticos e manchas rosadas que acometem, primeiro, o rosto e depois o corpo.

Ela é mais frequente em crianças, não sendo grave. No entanto, é perigosa em sua forma congênita, podendo ocasionar sequelas irreversíveis no feto, tais como: glaucoma, catarata, má formação cardíaca, retardo de crescimento, surdez entre outras.

Para prevenir essas 3 doenças a vacinação é essencial.

Crianças devem tomar duas doses da vacina combinada contra rubéola, sarampo e caxumba (tríplice viral): a primeira com um ano de idade e a segunda dose, entre quatro e seis anos.

Todos os adolescentes e adultos (homens e mulheres), também, precisam tomar a vacina tríplice viral), especialmente, mulheres que não tiveram contato com a doença.

Gestantes não podem ser vacinadas.

Mulheres em idade fértil devem evitar a gestação por 30 dias após a vacinação.

Vacina pneumocócica 10 valente

A doença pneumocócica é causada por uma bactéria podendo levar a infecções graves nos pulmões (pneumonia), no sangue (bacteremia) e nas membranas que envolvem o cérebro (meninges) que podem ocasionar hospitalizações e, em casos mais graves, a morte.

Sua transmissão se dá pessoa a pessoa através de gotículas de saliva ou muco de indivíduos contaminados ou assintomáticos.

Vacina para febre amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por vetores (mosquito Aedes aegypti). Geralmente, quem contrai este vírus não chega a apresentar sintomas ou os mesmos são muito fracos.

No entanto, pode ocorrer sintomas repentinos como: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos.

Como a transmissão urbana da febre amarela ocorre através da picada do mosquito, a prevenção da doença deve ser feita evitando sua disseminação.

Para indivíduos que moram ou vão viajar para áreas com indícios da doença deve-se tomar a vacina contra a febre amarela com, pelo menos, 10 dias de antecedência.

O site do Portal da Saúde do Ministério da Saúde considera como áreas de risco as localidades apresentadas na figura abaixo (Figura 1).



Figura 1: Área com e sem recomendação de vacina contra Febre Amarela. Brasil. 2015.
Fonte: http://www.portalsaude.saude.gov.br

O reforço da vacina deve ser realizado a cada 10 anos.

Vacina para hepatite B

A hepatite B é uma doença transmitida por um vírus através do sangue e outras secreções corporais contaminados.

Situações como: compartilhamento de utensílios cortante perfurantes como: alicates de unhas e seringas, contato sexual sem proteção e transmissão congênita são as formas mais comuns.

A doença pode tornar-se crônica levando a lesões no fígado que podem evoluir para a cirrose.

A vacinação ocorre em 3 doses com intervalos de 2 meses. Até os 24 anos, todos os indivíduos podem receber a vacina, gratuitamente, em qualquer posto de saúde.

Após essa idade, a aplicação ocorre em clínicas particulares ou de forma gratuita, se o indivíduo comprovar fazer parte de grupos de risco.

Vacina para influenza (gripe)

Influenza, conhecida popularmente como gripe, é uma doença viral febril, aguda, geralmente, benigna e autolimitada.

Caracteriza-se por início abrupto dos sintomas, que são, predominantemente, febre, calafrios, tremores, dor de cabeça, mialgia e anorexia, assim como sintomas respiratórios com tosse seca, dor de garganta e coriza, sendo que a transmissão se dá pessoa a pessoa.

Existem 3 tipos de vírus influenza: A, B e C.

O vírus influenza C causa apenas infecções respiratórias brandas, não possui impacto na saúde pública e não está relacionado com epidemias.

Os vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias.

Dentre os subtipos de vírus influenza A, os subtipos A(H1N1) e A(H3N2) circulam atualmente em humanos.

Alguns vírus influenza A de origem aviária também podem infectar humanos causando doença grave, como no caso do A (H7N9).

A vacinação é a forma mais importante de intervenção para redução dos impactos da doença. Deve ocorrer anualmente, devido as alterações que ocorrem com o vírus transmissor da gripe.

Os grupos prioritários a serem vacinados de acordo com recomendações do Ministério da Saúde são:

– Crianças de 6 meses a menores de 5 anos;

– Gestantes;

– Puérperas;

– Trabalhador de saúde;

– Povos indígenas;

– Indivíduos com 60 anos ou mais de idade;

– População privada de liberdade;

– Funcionários do sistema prisional;

– Pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis;

– Pessoas portadoras de outras condições clínicas especiais (doença respiratória crônica, doença cardíaca crônica, doença renal crônica, doença hepática crônica, doença neurológica crônica, diabetes, imunossupressão, obesos, transplantados e portadores de trissomias).

​Referências

Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio Manguinhos). Difteria, tétano, sarampo, caxumba, rubéola, doença pneumocócica, febre amarela: sintomas, transmissão e prevenção. Acesso: 14 nov 2016. Disponível em: http://www.bio.fiocruz.br.

Brasil. Ministério da Saúde. Febre amarela: perguntas e respostas. Acesso: 14 nov 2016. Disponível em: http://www.portalsaude.saude.gov.br.

Brasil. Ministério da Saúde. Influenza. Acesso: 14 nov 2016. Disponível em: http://www.portalsaude.saude.gov.br.

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