Os coronavírus causam infecções respiratórias e intestinais em humanos e animais. A maioria das infecções por coronavírus em humanos são causadas por espécies de baixa patogenicidade, levando ao desenvolvimento de sintomas do resfriado comum, no entanto, podem eventualmente levar a infecções graves “especialmente” em grupos de risco.

Manifestações clínicas mais comuns

As características clínicas da infecção por SARS-CoV-2 são amplas. No entanto, os principais sinais e sintomas relacionados são:

  • Febre (≥37,8ºC)
  • Tosse
  • Fadiga
  • Dispneia
  • Mal estar e mialgia
  • Sintomas respiratórios do trato superior
  • Sintomas gastrointestinais (mais raros)
  • Os idosos e as pessoas imunossuprimidas podem apresentar sintomas atípicos. Em gestantes, devido adaptações fisiológicas ou eventos adversos na gravidez, dispneia, febre, sintomas gastrointestinais ou fadiga podem se sobrepor aos sintomas da Covid-19.
  • Infiltrados bilaterais em exames de imagem do tórax, aumento da proteína C-reativa e linfopenia evidenciada em hemograma são as alterações mais comuns observadas em exames complementares.

Condições e fatores de risco a serem considerados para possíveis complicações da síndrome gripal

  1. Grávidas em qualquer idade gestacional, puérperas até duas semanas após o parto (incluindo as que tiveram aborto ou perda fetal).
  2. Adultos ≥ 60 anos.
  3. Crianças < 5 anos (sendo que o maior risco de hospitalização é em menores de 2 anos, especialmente as menores de 6 meses com maior taxa de mortalidade).
  4. População indígena aldeada ou com dificuldade de acesso.
  5. Indivíduos menores de 19 anos de idade em uso prolongado de ácido acetilsalicílico (risco de síndrome de Reye).
  6. Indivíduos que apresentem: pneumopatias (incluindo asma).
  7. Pacientes com tuberculose de todas as formas (há evidências de maior complicação e possibilidade de reativação).
  8. Cardiovasculopatias (incluindo hipertensão arterial sistêmica – à luz dos atuais conhecimentos existentes sobre Covid-19)
  9. Doenças hematológicas (incluindo anemia falciforme).
  10. Distúrbios metabólicos (incluindo diabetes mellitus).
  11. Transtornos neurológicos e do desenvolvimento que podem comprometer a função respiratória ou aumentar o risco de aspiração (disfunção cognitiva, lesão medular, epilepsia, paralisia cerebral, síndrome de Down, acidente vascular encefálico – AVE ou doenças neuromusculares).
  12. Imunossupressão associada a medicamentos (corticoide, quimioterápicos, inibidores de TNF-alfa), neoplasias, HIV/aids ou outros.
  13. Obesidade (especialmente aqueles com índice de massa corporal (IMC) ≥ 40 em adultos).

O quadro clínico inicial do COVID é caracterizado como síndrome gripal, no entanto, casos iniciais leves, subfebris podem evoluir para elevação progressiva da temperatura e a febre ser persistente mais que 3 a 4 dias

Embora a maioria das pessoas com Covid-19 tenha doença leve sem complicações, alguns indivíduos desenvolverão doença grave que requer oxigenoterapia (14%), e aproximadamente 5% necessitarão de tratamento em uma unidade de terapia intensiva (UTI). Dos doentes críticos, a maioria necessitará de ventilação mecânica. A pneumonia grave é o diagnóstico mais comum em pacientes que apresentam quadro grave de Covid-19.

Fonte:

Protocolo de Manejo Clínico da Covid-19 na Atenção Especializada MINISTÉRIO DA SAÚDE Brasília – DF2020 1ªedição.

Créditos de imagem:

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