De acordo com a Aliança Nacional da Doença Mental (NAMI), sintomas depressivos em pessoas maduras são frequentemente vistos como uma parte “normal” do processo de envelhecimento. Em outras palavras, as pessoas acabam achando uma reação natural da viuvez, doença crônica ou desafios que geralmente ocorrem na fase mais tardia da vida.

Essa percepção geralmente estão associadas as perdas que ocorrem a medida que envelhecemos, como a saída dos filhos de casa, viuvez, aposentadoria, entre outros.

Uma pesquisa do Mental Health America em adultos com 65 anos ou mais, identificou que apenas 38% dos idosos, acreditam que a depressão é um problema de saúde, enquanto 58% acreditam que é normal tornar-se deprimido na velhice.

Esta crença faz com que a maioria dos idosos com depressão não recebam qualquer tipo de tratamento para a doença.

A depressão não tratada pode aumentar o risco para outras doenças, bem como afeta de forma negativa a qualidade de vida do seu portador. Estudos indicam a depressão aumenta de forma considerável os índices de suicídio. As taxas de suicídio nos EUA são mais elevadas em indivíduos com idades entre 75 a mais em uma razão de 16,3 por 100.000 pessoas, em comparação com 11,3 suicídios por 100.000 pessoas na população em geral.

Fatores de Risco para Depressão na Maturidade:
– Os adultos muitas vezes enfrentam situações de stress e emocionais nas fases mais tardias da vida, o que pode causar prejuízo na saúde mental. Por exemplo, na viuvez é mais comum em idade  avançada, e um terço das viúvas ou viúvos cumprem os critérios para depressão clínica dentro um mês depois da morte de seu cônjuge. Destes, 50% permanecem clinicamente deprimidos um ano depois.
– Os problemas de saúde que são mais comuns em idade avançada – tais como a doença de Alzheimer, doença de Parkinson, doença cardíaca, câncer e artrite – o que pode contribuir para a ocorrência de sintomas depressivos.
– A falta de contato pessoal com amigos e familiares pode aumentar o risco de depressão.
Mudanças no padrão de vida e na rotina diária, que podem ser difíceis de adaptação como a aposentadoria.
– A falta de contato social pode ser um importante fator de risco para a depressão entre os idosos. Curiosamente, esse risco permanece independentemente de quantas vezes os idosos têm contato telefônico ou por escrito com os seus amigos e parentes.

Como detectar os sinais de depressão
Depressão em indivíduos mais velhos, muitas vezes não é diagnosticada. Sinais da doença muitas vezes são desprezados e encarados como “normais” tanto pelos prestadores de cuidados a saúde como pelo indivíduo afetado. Eles podem ser atribuídos a uma condição coexistentes, por exemplo, a dor da perda de um ente querido.
No entanto devemos atentar que de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC): “A depressão é uma condição clínica verdadeira e tratável, e não uma parte normal do envelhecimento.”
Os sintomas da depressão entre os idosos são muito semelhantes às vividas por adultos jovens e de meia-idade e incluem:

  •  Sentimentos de tristeza, desesperança e pessimismo.
  • Sentimentos de inutilidade ou desamparo.
  • Sono excessivo, insônia ou fadiga.
  • Perda de interesse ou prazer em atividades antes agradáveis.
  • Retraimento social.
  • Comendo mais ou menos do que o normal.
  • Dores que não desaparecem com tratamento.
  • Falta de concentração, falta de memória e incapacidade de tomar decisões.-
  • Irritabilidade e agitação.
  • Pensamentos de morte e suicídio.

    Embora alguns desses sinais possam ser similares a outras condições de saúde, o Instituto Nacional sobre Envelhecimento (NIA) recomenda que indivíduos idosos que apresentem esses sinais e sintomas, devem procurar avaliação médica, enquanto que amigos e parentes devem apoiar acompanhar o idoso a buscar ajuda caso se detecte os sinais de depressão entre os entes queridos.

    “Não ignore os sinais de alerta em estados depressivos. Se não tratada, a depressão grave pode levar ao suicídio. Ouça com atenção se alguém de qualquer idade queixa-se de estar deprimido ou diz que as pessoas não se importam. Essa pessoa pode realmente lhe pedindo ajuda.”

    Fonte: http://www.medicalnewstoday.com/categories/seniors

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