A depressão é uma situação que pode ocorrer comumente durante a perimenopausa, que é o primeiro estágio da menopausa.

Um estudo de 2018 refere que depressão é um sintoma comum durante a transição da menopausa.

Os cientistas não têm certeza de por que a depressão é mais comum durante a perimenopausa, mas uma mistura de fatores fisiológicos e psicológicos pode desempenhar um papel.

A depressão é um distúrbio mental que afeta os sentimentos, pensamentos e comportamentos de um indivíduo. Os sintomas podem incluir:

  • Falta de interesse nas atividades que costumava desfrutar
  • Sentimento de tristeza, apatia ou vazio
  • Fadiga e falta de energia
  • Dificuldade em lembrar, concentrar e tomar decisões
  • Mudanças de apetite, mudanças de peso ou ambos
  • Dificuldade em dormir ou dormir demais
  • Movimento e fala lenta

Existem vários tipos de depressão a mais comum é o transtorno de depressão maior (TDM).  De acordo com o estudo de 2018, mulheres que que estão passando pela menopausa parecem ter maior probabilidade de desenvolver TDM.

Nem todos os estudos que os autores examinaram encontraram uma associação. No entanto, dois estudos bem desenhados indicaram que o risco de desenvolver um transtorno depressivo pode ser duas a cinco vezes maior durante a perimenopausa em comparação com os anos finais da pré-menopausa.

A menopausa causa depressão?

Os pesquisadores não têm certeza de por que a depressão é mais comum durante a perimenopausa, mas vários fatores podem contribuir.

Fatores fisiológicos

Durante a perimenopausa, os níveis hormonais da mulher a progesterona,  podem aumentar e diminuir até que diminuem totalmente essas alterações hormonais podem afetar a química, estrutura e função do cérebro.

O estrogênio aumenta o efeito de certos neurotransmissores, como a serotonina e a norepinefrina. Esses neurotransmissores ajudam a regular o humor. Quando os níveis de estrogênio diminuem, isso pode afetar o equilíbrio desses produtos químicos.

Algumas pessoas podem ser especialmente suscetíveis a alterações de humor relacionadas aos hormônios. Um outro estudo realizado em 2015, relata que a depressão clínica durante a perimenopausa pode ser mais comum em pessoas com:

  • Uma história pessoal ou familiar de depressão
  • Uma história de transtorno disfórico pré-menstrual
  • Histórico de depressão pós parto

No entanto, os autores do estudo enfatizam que o risco de depressão é maior em todas as pessoas que passam pela perimenopausa, independentemente de sua história pessoal ou familiar.

Fatores psicossociais

O impacto psicológico e social da menopausa também pode afetar a saúde mental. Embora algumas mulheres sintam que a menopausa e o envelhecimento podem ser positivos, outras podem sentir que:

  • Menopausa ou envelhecimento é uma coisa negativa
  • Isso os torna menos jovens ou femininos
  • Os sintomas da menopausa são estressantes ou afetam sua capacidade de trabalhar
  • Que carecem de apoio social

Esses sentimentos podem afetar a saúde mental.  Enquanto algumas culturas valorizam muito a juventude, outras valorizam a idade e a experiência. Estudos afirmam que pessoas de culturas que reverenciam a idade avançada, relatam menos sintomas da menopausa, o que pode sugerir que as normas sociais podem contribuir, para como a transição afeta as pessoas.

Os papéis e expectativas de gênero também podem influenciar a forma como as mulheres experimentam a menopausa. Apesar de um número crescente de mulheres ingressando no mercado de trabalho, nas relações heterossexuais, as mulheres ainda são responsáveis pelos cuidados infantis e trabalho doméstico em geral. Gerenciar essas responsabilidades, bem como os sintomas da menopausa, pode causar estresse.

As mulheres também têm maisr probabilidade do que os homens de ter papéis de cuidadoras, embora esse papel possa mudar na meia-idade. As crianças podem sair de casa e os parentes idosos podem começar a precisar de cuidados devido a doenças ou deficiências. Esses eventos, a depender de como a mulher lida com essas situações podem levar a depressão.

Outros fatores de saúde

Além da menopausa, outros fatores relacionados à saúde podem influenciar o risco de depressão, incluindo:

  • Condições crônicas de saúde:ter uma condição crônica de saúde, pode ser um fator de risco para depressão na meia-idade, e pode coincidir com a menopausa.
  • Estilo de vida:Estudos descobriram uma associação entre depressão e certos comportamentos, principalmente o tabagismo e falta de atividade física. Isso não significa necessariamente que fumar ou a falta de exercícios físicos causa depressão, mas que a depressão é mais comum em pessoas que têm esses hábitos.
  • Menopausa cirúrgica: se a mulher passa por uma cirurgia para remover os ovários, ela entra na menopausa e esse procedimento pode levar a depressão e estresse.

Opções de tratamento

O tratamento para a depressão geralmente envolve uma combinação psicoterapia e antidepressivos.

Os mais indicados são os ISRS Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina)  e norepinefrina (SNRIs) para alterações de humor relacionadas à menopausa. Esses medicamentos melhoram os níveis de neurotransmissores e podem reduzir os sintomas de depressão. Eles também, podem fazer com que a portadora se sinta bem o suficiente para começar a psicoterapia.

A psicoterapia pode ajudar a identificar os fatores que contribuem para a depressão, como eventos de vida ou estresse. Um terapeuta pode ajudar alguém a compreender e controlar suas emoções.

A terapia com estrogênio para tratar a depressão perimenopausa pode ajudar a reduzir ondas de calor, distúrbios do sono e outros sintomas que podem afetar o humor.

Terapias complementares

Existem poucas pesquisas sobre terapias complementares específicas para a depressão que ocorre durante a perimenopausa. Os tratamentos incluem:

  • Exercícios regulares
  • Não Fumar
  • Reduzir consumo de cafeína e álcool, especialmente para mulheres com dificuldades para dormir
  • Praticar yoga e tay chi chuan, que pode reduzir o estresse e ajudar no sono
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