Olá pessoal, tudo bem? O nosso post de hoje irá falar sobre os malefícios associados ao consumo das refeições do tipo fast food.

Como comentamos no post anterior, o fast food foi uma revolução para a época em que foi criado, pois baseava-se nos princípios da linha de montagem idealizada por Henry Ford, o que possibilitou o preparo e a comercialização de alimentos de forma muito rápida.

Entretanto, nem tudo são flores quando pensamos nesse tipo de comida. O cardápio das principais redes de fast food mundiais é baseado no pilar: sanduiche, refrigerante e batata frita, pois são práticos e fáceis de preparar.

Apesar da maioria das redes de fast food terem mudado seu cardápio para oferecer preparações mais saudáveis ao consumidor, ainda não é possível realizar uma refeição 100% saudável, devido à presença de alimentos ultraprocessados como pães, hambúrguer, refrigerante, etc., segundo a classificação do Guia Alimentar para a População Brasileira do Ministério da Saúde.

O problema é que com a urbanização, saída da mulher par ao mercado de trabalho, mecanização e o desenvolvimento industrial dos últimos anos, a produção de alimentos prontos para consumo cresceu de forma muito ampla.

O consumo frequente desses alimentos pode desencadear problemas severos de saúde, como: aumento na taxa de colesterol LDL (colesterol “ruim”), dos níveis de pressão arterial, desencadeando o surgimento da hipertensão arterial, dos níveis de glicemia ou açúcar sanguíneo, favorecendo a instalação do diabetes mellitus, e do excesso de peso culminando com o sobrepeso e a obesidade.

Segundo dados da última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) que visa mensurar dados de consumo, gastos e rendimentos das famílias brasileiras observou que o consumo de refrigerantes, sucos e refrescos, salgados fritos e assados, doces e sanduiches é maior entre os adolescentes, mas que a população adulta, também, ingere esses alimentos de forma frequente.

Ou seja, a população brasileira ao ingerir esses alimentos consome mais açúcar, gordura saturada e sódio.

Frutas, verduras e hortaliças, segundo a pesquisa, tiveram uma redução no consumo, o que contribui para um consumo de fibras, vitaminas e minerais menor do que o recomendado para uma alimentação nutricionalmente equilibrada e saudável.

Malefícios associados ao consumo exagerado de alimentos fast foods

O grande problema do consumo exagerado de alimentos fast food é o prejuízo que esse tipo de refeição causa ao nosso organismo no futuro, com a instalação de doenças que exigem um custo elevado para o seu tratamento.

AÇÚCAR: Está presente principalmente nas bebidas gaseificadas, como os refrigerantes. O refrigerante é uma mistura de ingredientes, onde o açúcar é o principal componente. O refrigerante não contribui com nenhum outro nutriente, somente com açúcar, recebendo a denominação de alimento com “calorias vazias”. O excesso de açúcar, como já mencionado antes, pode desencadear o surgimento de cáries mas, também, favorecer o aumento da taxa de açúcar no sangue, favorecendo a instalação do diabetes mellitus, doença que, segundo a Organização Mundial da Saúde, está se tornando cada vez mais frequente entre a população mundial e cada vez mais precocemente.

Você deve estar pensando: “Mas se o problema é o excesso de açúcar, vou beber refrigerante diet”. No caso do refrigerante diet, exclui-se a sacarose (açúcar de mesa) e adiciona-se os adoçantes. O inconveniente é que a alguns adoçantes utilizados, pelo seu baixo custo, contem sódio na sua composição, e o sódio, quando consumido em excesso, pode desencadear o aumento nos valores da pressão arterial, desencadeando o surgimento da hipertensão arterial.

SÓDIO: O sódio é um ingrediente muito utilizado para conferir sabor e, também, para conservar os alimentos. Quando adicionamos sal a uma carne fresca, ela perde água originando a carne seca, cuja validade é bem maior do que a carne fresca. Alimentos ultra processados são ricos em sódio, o que já comentamos favorece o surgimento da hipertensão arterial. Se você começar a prestar a atenção aos rótulos de alimentos, irá perceber que os alimentos industrializados, tanto salgados quanto doces, tem uma quantidade alta de sódio.

Por exemplo, 200g (2 unidades) de hambúrguer de carne bovina tem 817mg de sódio. Ou seja, do total de 2.400mg/dia que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) utiliza para efeito de rotulagem, ao consumirmos 200g de hambúrguer, estamos ingerindo 37% da quantidade definida, a batata frita média (100g) contribui com 309mg (13%) e o refrigerante médio (500mL) com 22mg (1%) da quantidade estipulada para efeitos de rotulagem. Resumindo, o consumo dessas preparações típicas de qualquer fast food totaliza 1.148mg de sódio ou 47,8% do total (2.400mg de sódio) diário definido pela ANVISA. Não esquecendo que consumimos ao longo do dia outros alimentos contendo sódio em sua composição.

GORDURA SATURADA: A gordura saturada é aquele tipo presente em alimentos e que favorece o aumento das taxas de colesterol-LDL, ou seja, o colesterol “ruim”, pois ele se acumula em artérias desencadeando o surgimento de Doenças Cardiovasculares (DCV) como hipercolesterolemia, Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), Acidente Vascular Cerebral (AVC) além de contribuir para o aumento de peso desencadeando o surgimento do sobrepeso e obesidade. Fazendo a mesma analogia feita para o sódio com os mesmos alimentos e quantidades, observamos que 200g de hambúrguer e 100g de batata frita tem, respectivamente, 9,7g (44%) e 4,6g (21%) de gordura saturada, totalizando 14,3g ou 65% do total (22g de gordura saturada) diário definido pela ANVISA.

O que fazer?

O primeiro passo para mudar toda essa situação é diminuir o consumo de alimentos ultra processados e, principalmente, os fast foods, não havendo uma recomendação de ingestão diária máxima.

A orientação é realizar o consumo de forma esporádica, visto que é impossível eliminar esses alimentos de nossa vida.

– Prefira alimentos frescos e naturais, pois são fontes de nutrientes como fibras, vitaminas e minerais.

– Prefira sucos naturais a refrescos em pó ou de caixinhas e refrigerantes.

– Procure alternativas para quando for se alimentar fora de casa, como frutas frescas, frutas secas, oleaginosas (castanhas e nozes).

– Prefira adquirir os alimentos em feiras, pois as tentações ultraprocessadas são menores.

– Prefira preparar suas refeições em casa. Dá mais trabalho, mas são mais saudáveis, desde que você utilize alimentos frescos e naturais.

– Atente-se à leitura dos rótulos de alimentos para fazer escolhas mais saudáveis e conscientes.

Tem outras sugestões e dicas? Compartilhe conosco!!!

 

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