O hipotireoidismo ocorre quando a glândula tireoide não produz hormônios tireoidianos suficientes para atender às necessidades do corpo.

O oposto é denominado hipertireoidismo, neste caso aa tireoide produz excesso de  hormônio da tireoidiano. No entanto, a ligação entre hipertireoidismo e hipotireoidismo é complexa, e na ocorrência de um dos dois distúrbios pode levar ao outro, em determinadas circunstâncias.

Os hormônios tireoidianos regulam o metabolismo ou a forma como o corpo usa energia. Se os níveis de tiroxina forem baixos, muitas das funções do corpo diminuem a velocidade.

Cerca de 4,6% da população com idade igual ou superior a 12 anos em países desenvolvidos tem hipotireoidismo. E as disfunções  tireoidianas acometem de 2 a 4% nos indivíduos com mais de 65 anos de idade.

A glândula tireoide é encontrada na frente do pescoço abaixo da laringe, na caixa de voz, e tem dois lobos, um de cada lado da traqueia. É uma glândula endócrina, composta de células especiais que produzem hormônios tireoidianos. Os hormônios são mensageiros químicos que transmitem informações aos órgãos e tecidos do corpo, controlando processos como o metabolismo, o crescimento e o humor.

A produção de hormônios tireoidianos é regulada pelo hormônio estimulador da tiroide (TSH), que é produzido pela glândula pituitária. Que por sua vez, é regulado pelo hipotálamo. O TSH garante que hormônios tireoidianos sejam produzidos de forma suficiente, para atender às necessidades do corpo.

A Tireoide é uma glândula que compõe o sistema endócrino sendo responsável pela produção e secreção dos hormônios tireoidianos, apresentando importante papel no controle e regulação do metabolismo. Com o processo de envelhecimento o organismo pode passar por adaptações que incluem alterações na tireoide, A glândula tireoide tem um papel importante, pois secreta dois tipos de hormônios tireoidianos no organismo: T4 (tiroxina) e T3 (triiodotironina), responsáveis por controlar a velocidade das funções metabólicas celulares. Os hormônios T3 e T4 são compostos de iodo em vertebrados, sendo que o T3 é um produto da deiodinização em tecidos periféricos, se tornando um hormônio ativo no organismo.

Curiosidades sobre o Hipotireoidismo:

A glândula tireoide produz dois hormônios tireoidianos, TS3 e TS4.

Estes hormônios regulam o metabolismo do corpo.

A causa mais comum de hipotireoidismo é a doença de Hashimoto.

Sinais e sintomas:

Fadiga, batimentos cardíacos lentos, intestino preso, menstruação irregular, falhas de memória, cansaço excessivo, dores musculares, pele seca, queda de cabelo, ganho de peso e aumento de colesterol no sangue intolerância ao frio, dor articular e muscular.

Prevenção

Não há como prevenir o hipotireoidismo, mas alguns indivíduos podem ter um risco maior em desenvolver problemas na tireoide, por exemplo gestantes.

È indicado exame de rastreio, em indivíduos que possuam fatores de risco abaixo:

– História de doença autoimune;

– Tratamento prévio com radiação em caso de cirurgia de cabeça ou pescoço;

– Portadores de Bócio;

– História familiar de distúrbios em tireoide;

– Uso de medicamentos que afetem função tireoidiana;

Nestes casos estes indivíduos devem ser submetidos a exames de rastreio a fim de identificar  sinais precoces desta condição. Se os testes forem positivos, o médico irá tomar medidas para evitar que a doença progrida.

Dieta

Nenhuma dieta específica é recomendada para o hipotireoidismo, mas os indivíduos devem seguir uma dieta variada e bem equilibrada pobre em gordura e sódio.

Além disso, indivíduos com síndrome de Hashimoto podem se beneficiar de uma dieta sem glúten. Pesuisas sugerem ligação entre a doença celíaca e a doença tireoidiana autoimune, e ambas possuem componentes inflamatórios. Evitar o glúten pode ajudar em doenças autoimunes, mas é importante consultar um médico antes de cortar alimentos que contenham glúten.

Outros alimentos e nutrientes podem ser perigosos, especialmente se consumidos em grandes quantidades em portadores de hipotireoidismo:.

Soja, pois pode afetar a absorção de tiroxina

Iodo, encontrado em algas marinhas e outras algas, e em suplementos, incluindo algumas multivitaminas

Suplementos de ferro, pois podem afetar a absorção de tiroxina

Vegetais crucíferos, como couve-flor, couve e repolho, podem contribuir para um bócio, mas apenas em quantidades muito elevadas

Consumir iodo adicional pode interferir com o equilíbrio envolvido no tratamento. Se o hipertireoidismo se desenvolver, o iodo pode ser perigoso.

Causas

O hipotireoidismo pode ocorrer se a glândula tireoidiana não funcionar corretamente ou se a glândula tireoide não é estimulada adequadamente pelo hipotálamo ou glândula pituitária.

Doença de Hashimoto

A causa mais comum de hipotireoidismo é a doença de Hashimoto, também conhecida como tireoidite linfocitica crônica ou tireoidite autoimune.

A doença de Hashimoto é uma doença autoimune, em que o sistema imune ataca as próprias células e órgãos do corpo.

A condição faz com que o sistema imune ataque a glândula tireóidea, levando a inflamação e interferindo na sua capacidade de produzir hormônios tireoidianos.

Tireoidite

A tireoidite é uma inflamação da glândula tireoide. Isso faz com que os hormônios da tireoide escapem para a corrente sanguinea, aumentando seus níveis globais e levando ao hipertireoidismo. Após 1 a 2 meses, isso pode levar ao hipotireoidismo.

A tireoidite pode ser causada por infecção viral ou bacteriana, uma condição autoimune ou após gravidez.

Hipotireoidismo congênito

Em casos de hipotireoidismo congênito, a glândula tireoide não funciona adequadamente desde o nascimento.

Isso pode levar a problemas de crescimento físico e mental, mas o tratamento precoce pode prevenir essas complicações.

O tratamento do hipertireoidismo com ou a  cirurgia de retirada da tireoide podem levar ao hipotireoidismo.

Hipotireoidismo após cirurgia da tireoide

O hipotireoidismo pode ocorrer se uma parte da tireoide ou ela toda for removida em uma  cirurgia.

Várias condições, como hipertireoidismo, nódulos tireoidianos e câncer de tireoide são indicações de remoção parcial ou total da glândula tireoide., o que pode resultar em hipotireoidismo.

O tratamento de radiação na tireoide também pode levar ao hipotireoidismo. O iodo radioativo é um tratamento comum para o hipertireoidismo. Ele funciona destruindo as células da glândula tireoide e diminuindo a produção de T4.

A radiação também é usada para tratar pessoas com câncer de cabeça e pescoço, doença de Hodgkin e outros linfomas, o que pode causar danos à glândula tireoide.

Medicação

Uma série de drogas podem interferir na produção de hormônio da tireoideano, que incluem inibidores de amiodarona, interferom, alfa interleucina-2, lítio e tirosina quinase.

Anormalidades da glândula pituitária

Se a glândula pituitária deixar de funcionar corretamente, a glândula tireoide pode não produzir a quantidade correta de hormônio tireoidiano.

Tumores hipofisários ou cirurgia pituitária podem afetar a função da glândula pituitária, e isso pode afetar negativamente a glândula tireoideana.

Desequilíbrio de iodo

O iodo é necessário para a produção de hormônios tireoidianos, mas o nível deve ser equilibrado. Muito ou pouco iodo pode levar a hipotireoidismo ou hipertireoidismo. No Brasil o sal é acrescido de iodo, para prevenir hipotireoidismo.

Tratamento alternativo:

Selênio: pessoas com algum tipo de problema de tiroide podem se beneficiar ao usar alimentos que contenham  selênio, mas somente com recomendação médica. Pesquisadores afirmam que “ou a deficiência ou o excesso deste micronutriente pode estar associado a resultados adversos”..

Vitamina D: uma deficiência tem sido associada à gravidade da doença em Hashimoto. A suplementação pode ser necessária para alcançar níveis benéficos de vitamina D acima de 50 ng / dL.

Para indivíduos portadores de doença de tireoide autoimunes e inflamatórias, suplementos como a açafrão (contendo pelo menos 500 mg de curcumina) e omega-3 podem ajudar a melhorar a inflamação.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito através do exame físico, histórico do paciente, exames de sangue e imagem e em alguns casos biopsia de tireoide.

O teste de sangue mais comum é o teste de TSH, que detecta as quantidades de TSH no sangue.

Se a leitura do TSH estiver acima do normal, o paciente pode ter hipotireoidismo. Se os níveis de TSH estiverem abaixo do normal, o paciente pode ter hipotireoidismo.

Os exames de anticorpos T3, T4 e tireoidiana são análises de sangue adicionais usadas para confirmar o diagnóstico ou determinar sua causa.

Tratamento convencional:

O tratamento do hipotireoidismo é  feito com o uso diário de levotiroxina, prescrita pelo médico. Os  comprimidos são em microgramas, variando de 25 a 200 a depender da condição do portador, e não em miligramas como a maioria dos medicamentos. Por isso, a levotiroxina não deve ser manipulada, pois há chance de erro de dosagem e biodisponibilidade. Para reproduzir o funcionamento normal da tireoide, a levotiroxina deve ser tomada todos os dias, em jejum (no mínimo meia hora antes do café da manhã), para que a ingestão de alimentos não diminua a sua absorção pelo intestino. Outros medicamentos devem ser ingeridos pelo menos uma hora após a levotiroxina para não atrapalhar a absorção da mesma.

Fonte:

PONTES, Alana AN et al. Prevalência de doenças da tireóide em uma comunidade do nordeste brasileiro. Arq Bras Endocrinol Metabol, p. 544-549, 2002.

BIONDO-SIMÕES, M. D. et al. O processo de cicatrização influenciado pelo hipotireoidismo e pelo envelhecimento. Estudo da cicatrização da parede abdominal, em ratos. Acta Cirúrgica Brasileira, v. 20, n. 1, p. 120-128, 2005.

BITTAR, Lucinda Simoceli1 Roseli Moreira Saraiva; BOTTINO, Marco Aurélio; BENTO, Ricardo Ferreira. Perfil diagnóstico do idoso portador de desequilíbrio corporal: resultados preliminares. Rev Bras Otorrinolaringol, v. 69, n. 6, p. 772-7, 2003.

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