Incontinência Urinária: é a eliminação involuntária de urina que pode tornar-se um problema social e de higiene, é um problema de saúde e seu tratamento pode ser feito de diferentes formas. Sua ocorrência pode afetar diversos aspectos da vida de um indivíduo, seja físico, social, psicológico, ocupacional, doméstico e sexual.

O portador(a) de incontinência muitas vezes isola-se e altera sua rotina diária além dos hábitos sociais.

As alterações físicas da incontinência incluem: irritações na pele além de infecções devido ao contato prolongado com a urina – exemplo dermatite amoniacal – os problemas psicossociais se apresentam sob a forma de depressão, isolamento, medo de rejeição da família, além da perda de confiança e da autoestima.
Mas quais são os tipos de incontinência?

Bem, a incontinência pode ser classificada de duas formas:

– Incontinência urinária transitória – ocorre em 30% da população geriátrica entre suas causas estão o delírio, infecção – geralmente urinária – vaginite, uso de fármacos – principalmente sedativos, diuréticos, relaxantes musculares, anticolonérgicos – problemas psicológicos, excesso de débito urinário, impactação fecal, delirium.

– Incontinência Persistente ou estabelecida – onde pode ocorrer um aparecimento súbito, com evolução a um quadro agudo que pode desenvolver-se gradualmente, em alguns casos evoluir com severidade, podendo se apresentar na população madura das seguintes formas:

a-) Incontinência urinária de esforço: ocorre quando o aumento da pressão intra-abdominal é maior, que a capacidade de retenção da uretra enfraquecida, tem uma origem anatômica devido ao enfraquecimento do esfíncter uretral – estrutura muscular que tem a função de continência urinária que se contrai quando a bexiga está em enchimento – e do soalho pélvico neste caso o portador(a) irá perder involuntariamente urina ao tossir, espirrar, sorrir, carregar peso entre outros. Sua ocorrência é mais comum em mulheres, no entanto pode ser encontrada em alguns homens que foram submetidos a cirurgia de próstata por exemplo.

b-) Incontinência urinária de urgência: ocorre quando há contração involuntária de bexiga, o paciente não consegue controlar o esforço miccional, ou seja há uma contração de bexiga e relaxamento do esfíncter, e tem uma causa funcional, ou seja um estímulo de um músculo que fica no interior da bexiga denominado detrusor e a bexiga recebe uma mensagem involuntária do cérebro para se contrair e quando o portador sente a vontade de urinar ocorre contração de bexiga e relaxamento do esfíncter, não havendo tempo de chegar ao banheiro, ocorrendo desta forma a perda de urina sem o controle voluntário. Sua causa pode ser infeção – geralmente a urinária –, pós acidente vascular encefálico – derrame -, demências, tumores entre outros. Também mais comum em mulheres.

c-) Incontinência urinária por transbordamento: neste tipo de incontinência o paciente apresenta resíduo pós miccional acima de 50 ml retendo a urina e não conseguem esvaziar plenamente a bexiga dessa forma quando o portador sentem vontade de urinar, o volume de urina de urina na bexiga está superior ao limite suportado e dessa forma transborda, mais comum em homens devido à hiperplasia prostática benigna ou estenose uretral, raro em mulheres. Avaliação prostática é, portanto, indispensável em homens idosos com incontinência urinária.

A Incontinência Urinária ocorre em 45% da população feminina apresentam algum tipo de incontinência urinária, sendo destas 50% de esforço e 20% de urgência.

Um dos fatores mais importantes que irá contribuir para sua ocorrência em mulheres se destaca a produção hormonal ovariana (estrógeno), que é também fundamental para a menstruação. Após a menopausa, a produção de estrógeno diminui, e em algumas mulheres o tecido uretral torna-se mais frágil e sujeito a lesões e infecções.

Os sintomas mais comuns de incontinência são: perda urinária aos menores ou maiores esforços; incapacidade de interromper o fluxo; incapacidade de controlar a micção; não apresentar dor; perda de urina mesmo com a bexiga praticamente vazia; gotejamento constante de urina; desejo frequente, quase compulsório de esvaziar a bexiga em curtos intervalos; entre outros.

Tratamento:

O tratamento dependerá do tipo, da causa, do grau de incontinência e de particularidades de cada caso.

Técnicas comportamentais: essas técnicas mostram maneiras de controlar o funcionamento da bexiga e músculos envolvidos no controle da micção.

Medicamentos: existem vários medicamentos que visam aumentar a residência da uretra, relaxar a bexiga e a uretra ou contrair a bexiga. Cada medicamento é específico para cada caso.

Cirurgia: existem uma séria de técnicas cirúrgicas para tratar a incontinência urinária. Hoje em dia, procura-se a técnica mais adequada para cada caso sendo fundamental o diagnóstico correto do que causa a incontinência. Na sua maioria, elas reposicionam a bexiga e a uretra corrigindo defeitos anatômicos. Outras vezes, fecham-se as fístulas existentes. A remoção de fezes impactadas se faz necessária em casos de constipação intestinal severa.

Fisioterapia: é de grande valor para o tratamento desta patologia, uma vez que melhora o estado de alerta físico e mental, a locomoção e a qualidade de vida do paciente, além de melhor, também o condicionamento dos músculos que suportam a bexiga e que impedem a perda urinária.

Mas atenção na ocorrência de incontinência urinária procure auxílio de um profissional de saúde especializado, neste caso o Urologista, ele irá indicar o tratamento ideal para o seu caso, não deixe este distúrbio modificar sua rotina e sua qualidade de vida.

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