Um novo estudo descobriu uma substância no plasma sanguíneo ligado à inflamação que pode ser um sinal de alerta para alguns tipos de demências. Cerca de 5,8 milhões de pessoas nos EUA são portadores de demência, o que pode afetar a capacidade de uma pessoa de pensar, falar, lembrar, relacionar-se com outras pessoas e executar tarefas diárias.

A Demência, é uma das causas de morte que mais cresce no mundo, superando câncer de mama e o de próstata, como a sexta principal causa de morte nos EUA.

Demência é um termo genérico que se refere a várias condições que resultam de alterações cerebrais anormais que afetam a capacidade de pensar com várias causas possíveis.

A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, seguida pela demência vascular, decorrente de sangramento microscópico e bloqueio de vasos sanguíneos no cérebro. Outras causas incluem deficiência vitamina B12 e distúrbios de tireoide.

O estudo, publicado na revista Neurology, tentou testar a ligação entre um marcador inflamatório no sangue (sCD14) e a demência. A esperança é que esses biomarcadores auxiliem no diagnóstico de demência.

Além dos biomarcadores da doença de Alzheimer (proteínas amiloide e tau), os biomarcadores de inflamação e lesão neuronal podem ajudar a melhorar a previsão de demência clínica, de acordo com os pesquisadores.

O que levou os pesquisadores a avaliar o risco de demência antecipadamente, foi o benefício potencial que isso pode trazer ao tratamento. O uso de biomarcadores sanguíneos são uma forma econômico e prática para encontrar o caminho para a intervenção antes do desenvolvimento da doença, possivelmente mudando o curso da vida do portador.

O desenvolvimento de biomarcadores sanguíneos são uma forma econômica para o diagnóstico de demência podendo melhorar a pesquisa e a prática clínica, permitindo a triagem generalizada de baixo custo e [auxiliando] na identificação de participantes de risco para estudos de prevenção de demência, de acordo com os pesquisadores.

Biomarcadores de inflamação neural, como o sCD14, são candidatos promissores para o estudo, uma vez que a inflamação parece ser um caminho comum desencadeado por uma variedade de mecanismos que levam à demência.

Inflamação – preditor chave da demência

A inflamação é um sinal comumente encontrado em diversas doenças neurológicas. Lesões no cérebro que predispõem a demência, seja devido a lesão cerebral vascular, proteopatia de Alzheimer ou trauma na cabeça, são acompanhadas por uma resposta neuro inflamatória.

No entanto, os cientistas não entendem completamente o papel da inflamação nos diferentes tipos de demência.

Com base em pesquisas anteriores em animais que sugeriram que o sCD14 ajuda a regular a resposta inflamatória do cérebro, os pesquisadores começaram a investigar seu uso como um biomarcador para o risco de declínio cognitivo e demência.

A nova pesquisa, baseada em dois estudos comunitários, analisou mais de 4.700 participantes. Em um dos estudos, a idade média era de 69 anos e, no outro, de 72 anos. Nos dois estudos, os pesquisadores mediram o sCD14 plasmático no sangue dos participantes.

No primeiro estudo, foi realizado ressonância magnética cerebral e testes cognitivos no primeiro ano e uma segunda rodada de testes após 7 anos. Eles também pesquisaram os participantes buscando sinais de demência por um período médio de 9 anos.

No segundo estudo, a equipe realizou a primeira ressonância magnética cerebral após 3 ou 4 anos do início da pesquisa e uma segunda ressonância magnética cerca de 5 anos depois.

O que os pesquisadores descobriram foi que níveis mais altos de sCD14 estavam associados a lesão cerebral e envelhecimento, além de declínio cognitivo.

Embora não tenha havido um estudo clínico para avaliar a eficácia da redução dos níveis de sCD14 e da capacidade cognitiva, existem tratamentos que usam medicamentos anti-inflamatórios, como estatinas, para diminuir o sCD14.

De acordo com os pesquisadores, como a demência é multifacetada, é muito  importante determinar quais combinações de biomarcadores melhor predizem o risco de demência.

Fonte:

https://www.medicalnewstoday.com/articles/327368.php#1

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