Cientistas descobriram recentemente uma proteína que está associada ao envelhecimento prematuro. Eles mostraram que essa proteína que é reguladora mestre da senescência celular e argumentam que sua perda leva ao envelhecimento normal.

O envelhecimento é uma parte inevitável de nossas vidas, e uma população cada vez mais envelhecida apresenta desafios à saúde pública.

Mas o que acontece com nosso corpo quando envelhecemos? Os cientistas estão trabalhando em diversas teorias.

Pesquisadores do Instituto Pasteur, em Paris, na França, estudam uma proteína chamada síndrome de Cockayne B (CSB), que está envolvida na reparação de DNA danificado e no envelhecimento prematuro.

Eles publicaram seus achados na revista Nature Communications , a equipe explica que os níveis dessa proteína diminuem naturalmente com a idade das células, iniciando um processo conhecido como senescência celular.

Senescência e envelhecimento

Senescência é um processo celular que limita a capacidade de uma célula se multiplicar. Geralmente acontece quando fatores causadores de estresse causam danos substanciais a uma célula.

Uma célula senescente está viva, mas não pode se dividir. Possui um metabolismo ativo e secreta moléculas de sinalização para se comunicar com outras células. Isso pode ser benéfico, como durante a cicatrização de feridas, ou prejudicial, no caso de inflamação crônica.

Indivíduos portadores de Síndrome de Cockayne possuem uma forma mutada da proteína CSB, levando ao envelhecimento prematuro e a outros sintomas.

A pesquisadora autora do estudo, e seus colegas se propuseram a investigar se a CSB poderia ter um papel na condução do envelhecimento normal.

Já foi demonstrado, que a ausência ou comprometimento do CSB também é responsável pela disfunção das mitocôndrias, a usina de energia das células. Este novo estudo revela as mesmas alterações na senescência replicativa, um processo estritamente ligado ao envelhecimento fisiológico.

Atrasando a senescência

Para essa pesquisa, a equipe reduziu artificialmente a quantidade de proteína CSB nas células da pele cultivadas em uma cultura de células em laboratório. Como resultado, as células pararam de se replicar e se tornaram senescentes.

No entanto, nas células de controle que os pesquisadores deixaram se multiplicar, também notaram que os níveis de CSB começaram a cair gradualmente.

A depleção de CSB foi surpreendente, uma vez que não esperávamos que essa proteína tivesse uma função reguladora e que essa capacidade reguladora seja mediada pelos níveis da própria proteína.

Os pesquisadores não esperavam que os níveis mais baixos da proteína funcional tivessem um efeito tão dramático na proliferação de células normais.

A pesquisa de Ricchetti aponta para um processo epigenético, o que significa que o DNA nas células afetadas é modificado sem a introdução de mutações. Isso permite alterações na atividade dos genes, ativando-os ou desativando-os efetivamente.

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