A metformina é uma droga utilizada no tratamento da diabetes tipo 2,  à fim de diminuir os níveis de açúcar no sangue. A droga aumenta a sensibilidade à insulina através de seus efeitos no metabolismo da glicose.

Um estudo da revista Cell Reports mapeou a atividade da metformina no fígado e obteve resultados surpreendentes.

Usando culturas de células e camundongos, os pesquisadores identificaram inúmeras opções bioquímicas para ativar e desativar vários processos celulares e moleculares.

As descobertas esclarecem não apenas o mecanismo de controle da glicose pela metformina, mas também de outras reações e vias.

Os pesquisadores sugerem, que as novas descobertas possam ajudar a explicar a aparente capacidade da metformina de promover um envelhecimento saudável.

A metformina começou a ser usada como um medicamento para baixar a glicose há mais de 60 anos. O seu uso em tratamento de diabetes reduz mortes prematuras em portadores de diabetes tipo II.

Recentemente os cientistas descobriram que a metformina pode ser eficaz em várias outras condições, como obesidade, síndrome metabólica, ovários policísticos e doença hepática gordurosa não alcoólica.

Entretanto um estudo também acredita que metformina tem efeito antienvelhecimento. Pois é capaz de proteger os ossos, especialmente durante as fases iniciais da artrite reumatoide.

A metformina ativa uma via de sinalização chamada AMPK. Esse caminho desempenha um papel fundamental no equilíbrio dos níveis de energia nas células.

Quando os níveis de nutrientes são baixos, a via da AMPK retém o crescimento celular e altera o metabolismo. Os pesquisadores viram esse efeito no câncer. Sabendo disso os se perguntaram se a metformina também poderia funcionar por outros caminhos.

Novas vias podem explicar efeitos antienvelhecimento.

Para o novo estudo, as equipes usaram uma “plataforma quantitativa de proteômica” para rastrear quinases, que são proteínas sinalizadoras que podem ativar e desativar os processos celulares.

Os pesquisadores descobriram centenas de quinases cuja atividade de troca responde rapidamente à metformina, com potencial impacto no envelhecimento saudável. Muitas das vias de sinalização funcionam independentemente do AMPK.

Os cientistas já estavam cientes de duas das vias – a proteína quinase D e a MAPKAPK2 – e diziam respeito ao estresse celular. Isso poderia explicar a ligação com o envelhecimento saudável e os impactos no prolongamento da vida útil e na saúde.

As novas descobertas, sugerem que os benefícios da metformina para o envelhecimento saudável, podem ser obtidos através da interação com a proteína quinase D e MAPKAPK2.

Os pesquisadores também identificaram novos alvos e mecanismos celulares controlados pela via da AMPK, que também podem ser cruciais para o sucesso da metformina.

As equipes planejam continuar estudando as novas vias de sinalização para aprofundar a compreensão dos muitos efeitos da metformina.

Desejam descobrir como todos os indivíduos, não apenas aqueles com diabetes tipo 2, podem se beneficiar da metformina e quais alvos podem estar envolvidos.

Os resultados ampliam a compreensão de como a metformina induz ao estresse leve que aciona sensores para restaurar o equilíbrio metabólico, explicando os benefícios para o envelhecimento saudável prolongado em organismos de indivíduos que fazem uso da metformina.

Fonte:

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2211124719314500?via%3Dihub

Créditos de imagem:

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