Olá pessoal!!!

Tudo bem com vocês?

Este post vai de encontro com o texto escrito pela nossa amiga Cristina Braga, Desvendando a diabetes.

Aqui irei comentar numa visão mais química sobre a diabetes, bem como os medicamentos utilizados para diminuir a glicemia (taxa de glicose no sangue) no paciente…

Bem, mas o que é diabetes??? O que está acontecendo de anormal no nosso organismo?

O pâncreas é o responsável por produzir e secretar o hormônio insulina, que regula os níveis de glicose no sangue.

A Diabetes mellitus (DM), é caracterizada por anormalidades no metabolismo dos carboidratos (açucares), proteínas e gorduras devido à deficiência na secreção de insulina e/ou redução do seu efeito no nosso organismo.

Deste modo, pode acontecer a incapacidade (total ou parcial) do pâncreas em produzir a insulina, assim como da diminuição dos seus efeitos (em transportar glicose para o interior das células), tendo em vista que a insulina estimula a entrada da glicose nos tecidos do nosso organismo, levando a hiperglicemia.

As funções da insulina, nos locais do nosso organismo, são:

– fígado: diminui a produção de glicose pelo fígado.

– tecido adiposo: aumenta a entrada de glicose neste tecido e reduz a destruição de gordura. Além disso, aumenta a síntese de triglicérides e de ácidos graxos

– tecido muscular: aumenta a entrada de glicose neste tecido e aumenta a produção de proteínas musculares.

Atualmente, a Diabetes mellitus é classificada como Tipo 1 e Tipo 2.

A Diabetes Tipo 1 (DM Tipo 1) possui características peculiares, sendo mais freqüente em jovens (iniciando freqüentemente entre a idade de 10 a 15 anos), sendo a origem relacionada com a produção de defesas contra o pâncreas, prejudicando as suas funções. A definição de Diabetes tipo 1 deve ser reservada (segundo alguns autores) aos indivíduos que apresentam falência na secreção de insulina pela destruição do pâncreas. Nesse tipo, a pessoa pode apresentar como sintomas: sede excessiva, urinar muito e apetite exagerado.

A Diabetes Tipo 2 (DM Tipo 2) constitui a forma mais comum da doença e, ocorre com maior freqüência após os 40 anos de idade e, está relacionada, também, a fatores genéticos, entretanto, a maioria dos casos está ligada à resistência a insulina e a obesidade, sendo freqüente a associação com a obesidade abdominal.

Agora que já vimos um pouco sobre a diabetes, vamos passar para os medicamentos utilizados para a diminuição da glicemia neste paciente.

Temos que lembrar que se na diabetes a insulina está com uma menor ação no organismo, a glicose não conseguirá entrar nos tecidos onde ela é necessária para as atividades normais destes locais, logo esta glicose permanecerá no sangue, que é a chamada hiperglicemia.

Os medicamentos utilizados são classificados como hipoglicemiantes orais e a insulina, preparada pela indústria farmacêutica.

HIPOGLICEMIANTES ORAIS

Os hipoglicemiantes orais são fármacos utilizados para o tratamento da diabetes tipo 2 administrados por via oral, que produzem diminuição da glicemia. Assim, permitem seu controle e evitam complicações decorrentes da doença.

Devido ao grande número de fármacos destinados ao tratamento da diabetes, e suas diferentes formas de agir, é importante ter a orientação quanto ao uso para que seu efeito seja alcançado de forma mais eficaz.

A seguir apresentaremos as principais classes dos hipoglicemiantes orais, sua forma de agir, e principais efeitos colaterais.

Biguanidas

– Droga: Metformina

– Como age: diminui a produção de glicose pelo fígado, aumento da captação e utilização da glicose nos tecidos muscular e hepático, redução da absorção dos carboidratos no intestino delgado, redução do apetite e aumento da saciedade.

– Efeitos colaterais: Hipoglicemia

Sulfoniluréias

– Drogas: glimepirida, clorpropamida, glibenclamida, glicazida e glipizida.

– Como agem: agem estimulando o pâncreas para liberar mais insulina, ajudando a reduzir os níveis de glicemia.

– Efeitos adversos: – Hipoglicemia e ganho de peso

HIPOGLICEMIANTES INJETÁVEIS

Insulina

Para o tratamento de pacientes com Diabetes Tipo 1 , insulina é isolada do pâncreas bovino e suíno mas, a insulina humana está substituindo o tratamento.

Esta insulina humana vem sido produzida através da alteração genética com o gene da insulina humana. Em relação a estrutura química, a insulina suína é a mais próxima da humana.

No uso da insulina produzida pela indústria, um dos principais problemas é evitar as amplas variações da sua concentração no sangue e, consequentemente, na glicemia.

Com o objetivo de evitar este problema, foram pesquisadas e surgiram várias formulações de insulina que variam no seu efeito máximo e na duração da ação.

Atualmente, temos três tipos de preparações de insulina:

1 – Preparações de insulina de ação curta ou rápida;
2 – Preparações de insulina de ação intermediária;
3 – Preparações de insulina de ação prolongada ou ultralenta.

1 – Preparações de ação curta ou rápida

Também chamada de insulina regular ou insulina-zinco cristalina solúvel ou insulina cristalina.

Tem sido a insulina preferida na diabetes descompensada em que esteja associada a situações como infecções, choque e trauma cirúrgico.

A via de administração de todas as preparações de insulina deve ser sempre a via subcutânea, com exceção apenas em caso de emergência hiperglicêmica, em que pode ser usada a via endovenosa.

Por via subcutânea, deve ser administrada 30 (trinta) minutos antes da refeição, pois, seu início de efeito começa em 30 minutos e, atinge o pico máximo de efeito em 2 a 4 horas e, termina seu efeito em 6 a 8 horas.

2- Preparações de ação intermediária

Existem três tipos de insulina de ação intermediária:

– Insulina semilenta
– Insulina NPH, também chamada de insulina isófana ou isófane
– Insulina lenta: consiste em uma mistura da insulina semilenta (30%), com 70% da insulina de ação prolongada, entretanto, na prática, com o tempo de ação semelhante à da insulina NPH.

Não tanto utilizada como a NPH, pode-se encontrar preparações semelhantes da insulina de ação intermediaria, variando o percentual da regular e da isófane.

3- Preparações de insulina de ação prolongada ou insulina ultralenta

Esta preparação consiste na suspensão de cristais de insulina-zinco (suína ou humana), o que retarda o seu inicio de ação, porém com efeito de diminuição de glicemia de longa duração.

Esta preparação não deve ser administrada com na mesma seringa com a insulina de ação rápida, tem uso limitado, inclusive o inicio de ação retardado pode predispor à hiperglicemia pela manhã.

Insulina glargina (Lantus®)

Recentemente foi comercializada a insulina glargina que consiste em uma insulina humana com duração de ação prolongada que pode permitir a administração única diária, entretanto, como ocorre com as demais insulinas, o tempo de ação da insulina glargina pode variar consideravelmente em diferentes indivíduos ou no mesmo individuo segundo informações técnicas do próprio fabricante.

Bem, vou terminando por aqui e, espero que tenham gostado.

Abraços medicinais…

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