Uma droga experimental trouxe esperanças no tratamento contra a doença de Alzheimer.

A droga, chamada gantenerumab, reduziu os níveis de uma proteína tóxica que se acumula no cérebro de pessoas com a doença denominada proteína beta amilóide.

Os cientistas esperam que diminuindo os níveis desta proteína tóxica, irão proteger contra a morte neuronal e consequentemente a perda de memória e outros sintomas da doença de Alzheimer.

A droga está disponível apenas para uso experimental, e muito mais estudos serão necessários e em maior número de pessoas para avaliar a sua segurança e eficácia contra a doença de Alzheimer.

Muitos medicamentos promissores em ensaios clínicos se revelaram ineficazes ou muito perigosos para o uso humano

Para este estudo, os pesquisadores em três centros médicos na Europa pesquisaram 16 homens e mulheres com doença de Alzheimer ligeira a moderada.

Alguns receberam até sete injeções intravenosas da droga a cada quatro semanas, com doses superiores ou inferiores, enquanto outros receberam um placebo.

Eles também foram submetidos a exames cerebrais especializadas para avaliar os níveis de beta-amilóide no cérebro.

Gantenerumab foi concebido para entrar no cérebro e ligar-se a beta-amilóide, uma proteína que forma aglomerados tóxicos chamados de placa senis.

Uma vez que se liga ao beta-amilóide, reduz os danos no cérebro impedindo a formação de placas senis, causadas pelo acúmulo desta proteína.

As varreduras do cérebro mostraram que aqueles recebendo a droga tinham níveis mais baixos de beta-amilóide no cérebro do que aqueles que receberam placebo.

Outras terapias têm sido utilizadas para reduzir os níveis de beta-amilóide no cérebro de doentes com doença de Alzheimer.

As vacinas, por exemplo, têm sido desenvolvidas para reduzir o acúmulo desta proteína, mas alguns pacientes que receberam as vacinas desenvolveram inflamação cerebral, a qual foi fatal.

No presente estudo, alguns pacientes que receberam as doses mais elevadas da droga também apresentaram inflamação do cérebro, embora nenhum tenha evoluído à óbito..

Este estudo foi realizado com uma amostra pequena (poucos pacientes utilizaram a droga) e ainda é desconhecido se os pacientes que receberam a droga mostram melhorias na memória ou outros sintomas.

Mas uma droga eficaz contra a doença de Alzheimer é desesperadamente necessária.

Medicamentos atuais de Alzheimer podem aliviar sintomas por um tempo, mas não fazem nada para parar a progressão da doença.

Para o acúmulo de proteína beta-amiloide, um processo fundamental na estagnação da doença de Alzheimer, os cientistas esperam que drogas como gantenerumab possa ser mais eficaz nos mecanismos que impedem a progressão da doença.

O uso desta droga, acredita-se, pode ser mais eficaz nas fases iniciais da doença, antes que os danos para o cérebro tornem-se extensos e irreversíveis.

Pode ser possível, um dia, o uso de drogas para indivíduos, com fatores de risco para a doença de Alzheimer antes mesmo de os sintomas ocorram, na verdade seria apostar na prevenção da doença de Alzheimer.

No entanto, cientistas afirmam que a doença de Alzheimer pode levar muitos anos para se desenvolver antes de surgirem os sintomas e isso dificulta os estudos.

Mais estudos sobre drogas e afins estão sendo planejados. Os resultados são publicados em várias revistas especializados em saúde.

A Roche® é a empresa farmacêutica responsável pelos testes com esta nova droga, e pretende finalizar os estudos sobre a eficácia da nova droga em 2019.

Fonte:

Susanne Ostrowitzki, Dennis Deptula, Lennart Thurfjell, et al: “Mecanismo de Remoção de amilóide em Pacientes com doença de Alzheimer tratados com Gantenerumab” online, Archives of Neurology, 2011.

Deixe seu recado

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *