Fumar é um vício, pois o tabaco, contém nicotina, uma substância extremamente  viciante.

A nicotina, portanto, torna muito difícil (embora não impossível) abandonar o cigarro.  De fato, desde o relatório de 1964 do Surgeon General nos EUA sobre os perigos do tabagismo, milhões pessoas pararam de fumar. Ainda assim, aproximadamente 490.000 mortes ocorrem nos EUA a cada ano devido a doenças relacionadas ao fumo. Isso representa quase 1 em cada 5 mortes.

A razão para essas mortes, é que fumar aumenta muito o risco de desenvolver câncer de pulmão, infarto agudo do miocárdio, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e acidente vascular cerebral. Os fumantes morrem, em média, 10 anos mais cedo do que os não-fumantes.

Fumar prejudica não apenas o fumante, mas também os membros da família, colegas de trabalho e outros que respiram a fumaça de cigarro do fumante, pois inalam a fumaça de forma passiva. Entre as crianças até os 18 meses de idade, o fumo passivo está associado a até 300.000 casos de bronquite crônica e pneumonia a cada ano. Além disso, o tabagismo passivo aumenta as chances de problemas de ouvido em crianças, provoca tosse e chiado no peito e exacerba os episódios de asma. Fumar também é prejudicial ao feto. Se uma mulher grávida   fumar,  corre um risco maior de abortamento espontâneo, parto prematuro, natimorto, morte infantil e criança com baixo peso ao nascer.

A exposição ao fumo passivo também pode causar câncer, pois de acordo com pesquisas observou-se que  não fumantes que residem com um fumante têm um risco 24% maior de desenvolver câncer de pulmão, quando comparados com outros não-fumantes.

O fumo passivo também aumenta o risco de derrame – acidente vascular encefálico – e doenças cardíacas.  Se ambos os pais fumam, seus filhos tem duas vezes mais probabilidade de fumar do que filhos cujos pais são não-fumantes. Mesmo em lares onde apenas um dos pais fumam, os jovens são mais propensos a começar a fumar precocemente..

O termo doença viciante ou dependência, descreve um hábito persistente que é prejudicial à pessoa. Assim, o vício é uma doença crônica (de longa duração) com dependência da substância que causa o vício. A substância viciante, também causa a deterioração que acompanha a saúde física e psicológica do indivíduo.

O fumante pode apresentar um comportamento compulsivo, onde o indivíduo, demonstra interesse esmagador e irresistível no uso da substância. Por exemplo, o viciado compulsivo garante que a substância esteja sempre disponível. Outro tipo de comportamento apresentado pelo fumante é o comportamento habitual, que é usar a substância regularmente ou ocasionalmente para alcançar efeitos desejáveis. Fisicamente, o uso contínuo do cigarro leva à dependência da substância pelo organismo. Essa dependência significa que, quando a oferta da substância é interrompida, ocorrem sintomas de abstinência ou desconforto.

Quase imediatamente após a inalação, o corpo responde à nicotina. Um indivíduo sente-se relaxado, mais calmo e mais feliz do que antes da inalação. Esses sentimentos agradáveis ​​refletem o lado físico do vício, onde não fumar cigarros causa um desejo por mais cigarros, irritabilidade, impaciência,  ansiedade e outros sintomas desagradáveis. De fato, esses  são os sintomas de abstinência de cigarros. Além disso, com o tempo, o fumante deseja cada vez mais nicotina para produzir os efeitos favoráveis ​​e evitar os sintomas de abstinência.

Sinais e sintomas de abstinência a nicotina

Os sinais de dependência de cigarros incluem:

  • Fumar mais que sete cigarros por dia
  • Inalar profundamente e com frequência
  • Fumar cigarros contendo níveis de nicotina acima de 0,9 mg
  • Fumar após 30 minutos depois de despertar pela manhã
  • Ter dificuldade em eliminar o primeiro cigarro pela manhã
  • Fumar com frequência durante a manhã
  • Achar difícil evitar fumar em áreas restritas ao fumo
  • Precisar fumar mesmo doente e na cama
  • Acordar a noite para fumar

Por que parar de fumar?

Ainda mais importante, a longo prazo, parar de fumar reduz o risco de câncer de pulmão, e outros tipos de câncer (incluindo laringe, cavidade oral, estômago, esôfago, colo do útero, rim, bexiga e cólon), doenças do coração , acidente vascular encefálico, doenças respiratórias como broquite, pneumonia e enfisema. Após a cessação do fumo, seu paladar volta ao normal e seu sentido olfatório também, além da pele ficar mais bonita, pois a fumaça do cigarro provoca manchas na pele.

Fonte:

GIACOMINI FILHO, Gino; CAPRINO, Mônica Pegurer. A propaganda de cigarro: eterno conflito entre público e privado. UNIrevista [online], p. 1-12, 2006.

IESBICH, Taylor Willian et al. Hábito de Fumar. ENPEX-Salão de Ensino, Pesquisa e Extensão do IFRS Campus Canoas, v. 1, n. 3, 2014.

SAUNDERS, CLáUDIA. Fatores associados ao uso de álcool e cigarro na gestação. Rev bras ginecol obstet, v. 31, n. 7, p. 335-41, 2009.

VERGANI, Leonardo Moreira et al. Cigarro e seus males. Mostra IFTec em Resumos, v. 1, n. 1, 2015.

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