Uma equipe de pesquisadores descobriu que as características da vida em comunidade podem ter associações com a expectativa de vida das pessoas.

Vários problemas de saúde individuais afetam a longevidade, como altos níveis de tabagismo, baixos níveis de atividade física e obesidade.

Outro fator que afeta a expectativa de vida, é a desigualdade de renda.

Observa-se também diferenças na mortalidade relacionadas ao gênero.

De acordo com um estudo recente, a expectativa de vida americana declinou pela primeira vez em décadas, os pesquisadores buscaram explorar os fatores que contribuem para esse declínio. Devido à variação regional na expectativa de vida, os pesquisadores sabiam, que os fatores relacionados a comunidade deveriam ser importantes.

Ao analisar a população estudada a equipe considerou locais e fatores pessoais, e conseguiram tirar várias conclusões sobre quais características da comunidade contribuem fortemente para essa variação na expectativa de vida.

O estudo focou em como as características de uma comunidade, em vez de características individuais, podem afetar a expectativa de vida. O Estudo foi baseado em dados de 3.000 municípios dos EUA, analisando as variações na expectativa de vida de uma linha de base de 1980 a 2014.

Os pesquisadores desenvolveram uma metodologia estatística para explicar os vários fatores de confusão que também afetariam a expectativa de vida. Eles tentaram dar uma imagem o mais clara possível sobre o efeito preciso que essas características da comunidade poderiam ter.

Embora houvesse uma relação clara entre a expectativa de vida em 1980 em comparação com 2014, houve algumas variações imprevisíveis.

Quando observaram a expectativa histórica de vida, encontraram três fatores comunitários adicionais que exercem um efeito adverso significativo – um número maior de restaurantes de fast food, maior densidade populacional, e tipo de trabalho no decorrer da vida.

Por exemplo, para cada aumento de um ponto percentual no número de restaurantes de fast food em um município estudado, a expectativa de vida diminuiu 0,004 anos para homens e 0,006 anos para mulheres.

Por outro lado, o estudo constatou que o maior acesso aos cuidados de saúde, de uma população que está aumentando em tamanho e altos níveis de coesão social estão associados a maiores expectativas de vida.

No entanto, existem limites para as conclusões do estudo. Embora o estudo faça associações claras entre características da comunidade e expectativa de vida, não está necessariamente claro por que, ou como isso afeta a longevidade, nem está claro como eles podem interagir com outros fatores.

E, de uma perspectiva política, entender as características específicas da comunidade pode ser útil. Ainda assim, gestores  precisam entender tendências e outros fatores se quiserem impedir o declínio contínuo da expectativa de vida.

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Fonte:

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