Um novo estudo pode aproximar a ciência na busca por desvendar o segredo para um envelhecimento saudável, descobriu-se uma série de variantes genéticas entre os indivíduos saudáveis, que parecem protege-los de uma série de doenças entre elas doença de Alzheimer e doenças cardíacas.

Os resultados foram obtidos através de uma pesquisa denominada “Wellderly”, em que os investigadores identificaram até o momento uma sequencia de um genoma inteiro no DNA de mais de 1.400 indivíduos saudáveis ​​de os EUA com idades entre 80-105 anos.

Este estudo teve início em 2007, tem como objetivo identificar certas variantes genéticas que podem contribuir para a manutenção da saúde ao longo da vida.

“Este estudo é interessante porque é o primeiro que utiliza sequenciamento genético focado em status saúde”, diz Michael Snyder, PhD, presidente do Departamento de Genética da Universidade de Stanford, na Califórnia, que não está envolvido com a pesquisa.

“A maioria dos cientistas do mundo buscam estudar a doença, mas o que realmente queremos entender é o que nos mantém saudáveis, ou seja o que torna os indivíduos saudáveis. Isso é o que o estudo Wellderly objetiva.”

O responsável pela pesquisa é o Dr. Eric Topol, diretor do Instituto Scripps Translational Science (STSI) em La Jolla, Califórnia, e colaboradores e para isso ele utilizaram a plataforma completa Genomics de sequenciamento genético, para analisar os genomas de 600 participantes Wellderly – indivíduos considerados saudáveis.

Os genomas destes indivíduos foram comparados com os de 1.507 adultos de indivíduos aleatórios da população em geral e que fizeram parte de um estudo realizado pelo Translational Medicine Institute Inova (ITMI) em Falls Church.

Depois de comparar o grau de parentesco, tipo de sangue e diferenças étnicas entre os participantes, os pesquisadores ficaram com 511 indivíduos que foram selecionadas para participarem da amostra do estudo Wellderly e 686 pessoas da coorte que receberam o identificação de ITMI –pesquisa de coorte é definida como uma forma de pesquisa observacional, que objetiva estabelecer uma relação causal entre os eventos relacionados a um grupo exposto e o desfecho relacionado a saúde dos participantes como exemplo: ex. associação entre fumo e câncer de pulmão – .analisando o DNA de ambas a amostras.

Ao todo, os pesquisadores analisaram 24,205,551 variantes genéticas específicas em ambos os grupos.

Em comparação com a coorte ITMI, os participantes do estudo Wellderly apresentaram menores riscos genéticos para a doença arterial coronariana e doença de Alzheimer .

Entretanto não foi encontrada nenhuma diferença de riscos genéticos para câncer, acidente vascular cerebral ou diabetes tipo 2 entre os dois grupos, sugerindo que os participantes do estudo Wellderly possuem outras características genéticas ou comportamentos de proteção que os protegem destas doenças.

A descoberta da variante do gene COL25A1 pode conduzir estudiosos na busca de novos tratamentos para doença de Alzheimer

Curiosamente, os pesquisadores identificaram uma série de variantes muito raras no gene COL25A1 de 10 indivíduos que fizeram parte do estudo Wellderly. Tais variantes não foram encontrados na coorte ITMI.

A equipa que explica COL25A1 é um código para um componente-chave na formação de placas senis, que são aglomerados de proteína beta-amilóide encontrados nos cérebros de pessoas com a doença de Alzheimer.

“Essas variantes do gene poderia oferecer um caminho para o desenvolvimento de novos tratamentos para a doença de Alzheimer”, observa Torkamani.

O estudo Wellderly irá continuar e com base nos resultados atuais, os pesquisadores apresentam-se confiantes, de que o estudo irá oferecer uma visão necessária sobre o papel da genética por trás do envelhecimento saudável.

Comentando a pesquisa, Eric Schadt, PhD, diretor do Instituto de Genética e Biologia no Monte Sinai Hospital , em Nova York, NY, diz:

“Por muitas décadas, temos procurado as causas genéticas das doenças em indivíduos doentes. O estudo Wellderly apresenta uma alternativa atraente ao estudar aqueles que estão saudáveis , a fim de descobrir as formas de proteção que estes indivíduos tem de diferente em relação à população em geral.

As descobertas iniciais em torno de fatores de proteção para a doença de Alzheimer e a doença arterial coronariana podem ser chave deste estudo, no sentido de compreender os mecanismos que podem fazer com que envelheçamos de forma saudável.

Previsões sobre o envelhecimento

– Em todo o mundo, o número de pessoas com 60 anos e mais aumentará para 2 bilhões em 2050

– Em 2020, as pessoas acima de 60 anos, serão mais numerosos crianças com menos de 5 anos pela primeira vez no mundo.

– Em 2050, 80% dos idosos estarão vivendo em países de subdesenvolvidos.

Fonte: http://www.medicalnewstoday.com/articles/309346.php

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