Delirium é caracterizado por mudança repentina na função mental, que inclui pensamento, comportamento e com flutuações no nível de consciência, que geralmente afeta a memória e a concentração.

Os profissionais de saúde, ainda não compreendem as causas e a resposta fisiológica ao delirium, mas sua ocorrência, parece ter uma associação com a idade avançada, cirurgias de grande porte, internação, alguns medicamentos e certas doenças.

O delirium permanece uma condição pouco compreendida e potencialmente sub diagnosticada.

Tipos e sintomas

O delirium se apresenta de 3 formas:

■ Delirium hipoativo: as pessoas podem se sentir cansadas ou deprimidas ou se mover mais lentamente que o normal

■ Delirium hiperativo: as pessoas podem se sentir inquietas, agitadas ou agressivas

■ Delirium misto: as pessoas alternam entre estados hipoativos e hiperativos

Sinais e sintomas de delirium:

confusão e desorientação

perda de memória

fala arrastada ou dificuldade para falar coerentemente

Dificuldade de concentração

alucinações

mudanças nos padrões de sono

mudanças de humor e personalidade

Causas

Ainda não se sabe a causa exata do delirium. No entanto, os médicos acreditam que ocorra uma inflamação do cérebro, desequilíbrio nos neurotransmissores, e o estresse crônico durante a ocorrência e estes fatores podem desempenhar um papel importante no aparecimento dos sintomas.

Causas comuns de delirium:

infecções, como pneumonia e infecção urinária;

desequilíbrios nos níveis de acetilcolina ou dopamina;

tumores cerebrais;

Trauma na cabeça;

insuficiência renal ou hepática;

uso indevido de álcool, remédios ou drogas;

certos medicamentos, como antiarrítmicos e anti-hipertensivos;

exposição a substâncias tóxicas

privação do sono

Fatores de risco

. O envelhecimento é um fator de risco para Delirium, principalmente idosos acima de 70 anos. Entretanto outros fatores podem contribuir para sua ocorrência, como cirurgia ( em idosos principalmente cirurgia de fêmur ou quadril), dor intensa, história de AVE ( acidente vascular encefálico)  e demência, ser portador de imobilismo, perda de audição e visão, internação prolongada, medicamentos, entre outros.

Diagnóstico

É realizado através do exame físico, avaliação da saúde cognitiva, e exames laboratoriais para ajudar a diagnosticar delirium e identificar a causa subjacente.

Método de avaliação da confusão mental

Os profissionais de saúde podem usar o método de avaliação de confusão, ou a escala de CAM no diagnóstico de Delirium, além da observação dos seguintes dados:

■ Início agudo: O paciente apresenta mudança repentina no estado mental?

Desatenção: O paciente apresenta mudanças na capacidade de se concentrar?

Pensamento desorganizado: o pensamento do paciente segue um fluxo lógico ou ilógico? Pessoas que têm pensamentos desordenados tendem a divagar, alternam entre assuntos aleatoriamente ou fazem declarações irrelevantes durante uma conversa.

Nível alterado de consciência : os portadores apresentam sinais de alerta, como agitação, hiperatividade ou hipoatividade.

Desorientação: o paciente apresenta sinais de desorientação ou confusão durante a avaliação?

Prejuízo de memória: o paciente tem dificuldade em lembrar eventos ou informações recentes?

Perturbações perceptivas: o paciente vê, ouve ou sente coisas que não existem?

Agitação psicomotora : há sinais de inquietação, como inquietação, tapinhas nos dedos ou mudanças repentinas de posição?

Retardo psicomotor : o paciente fica olhando para o espaço, permanecendo em uma posição por um longo tempo ou se movendo lentamente?

Ciclo alterado do sono-vigília : o indivíduo em delirium relata sono, e fadiga extrema durante o dia ?

  • Além disso o médico pode solicitar exames de sangue, de urina, testes de drogas e álcool, eletrocardiograma, teste de função hepática, punção lombar e exame de teste de tireoide.
Tratamento

O tratamento do delirium se concentra na identificação e tratamento da causa desencadeante.

Se o delirium é devido a uma mudança na medicação, interromper a medicação é o tratamento.

O delirium é uma emergência médica e sua evolução irá depender das condições de saúde do paciente,  e da rapidez e assertividade em que ele for identificado e tratado.

No caso de delirium hipoativo não há tratamento específico, entretanto nos casos de delirium hiperativo onde a agitação e desorientação pode colocar em risco o paciente (principalmente se for idoso)  e os profissionais de saúde, o médico pode prescrever neurolépticos como Haloperidol e benzodiazepínicos. Entretanto e médico irá observar se o uso destas drogas deve ser considerado a depender do estado do paciente.

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