É comum que durante o processo de envelhecimento a memória,  as habilidades de pensamento, e função cognitiva, sofram um pequeno declínio, e será considerado normal, desde que não interfira na capacidade do indivíduo de realizar atividades da vida diária. No entanto, a taxa de declínio cognitivo pode piorar e se tornar um problema, caso o portador sofra um infarto  ou episódio de angina, de acordo com uma nova pesquisa.

Estudos que investigaram as ligações entre distúrbios circulatórios  e declínio cognitivo tendem a se concentrar em condições que afetam o suprimento de sangue para o cérebro, como o Acidente Vascular Encefálico –AVE-  (derrame) e a doença arterial coronariana. .

Um estudo recente do Jornal do Colégio Americano de Cardiologia  rastreou o declínio cognitivo antes e depois de indivíduos terem sofrido um AVE.

A AVE está associado ao declínio cognitivo acelerado depois, mas não antes, do evento, de acordo com os autores.

Os pesquisadores sugerem que os resultados destacam a relação de longo prazo entre o declínio cognitivo o derrame.

Para os autores, como ainda não há cura para demência, é importante detectar e tratar AVE o mais cedo possível, a fim de retardar a sua progressão.

Já a DAC, ou doença arterial coronariana, pode se desenvolver quando as artérias que alimentam o coração se tornam estreitas e obstruem o fluxo sanguíneo.

Isso ocorre,  pois os depósitos de gordura, ou placas, se acumulam dentro de suas paredes em um processo denominado aterosclerose.

A redução do fluxo sanguíneo faz com que o músculo cardíaco receba menos oxigênio, aumentando a probabilidade de um ataque cardíaco. A redução no suprimento de sangue pode causar dor no peito ou angina.

A doença cardíaca coronariana é a que mais mata em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2016, foi responsável por mais de 9 milhões de mortes.

Neste estudo, foi feita um levantamento de dados de 7.888 participantes, com idades acima de 50 anos que fizeram parte do Estudo Longitudinal de Envelhecimento da Inglaterra (ELSA).

O ELSA coletou dados duas vezes entre 2002 e 2017. Nenhum dos participantes tinha histórico de ataque cardíaco, angina ou acidente vascular cerebral ou um diagnóstico de demência no início do estudo.

Os pesquisadores excluíram pessoas que não completaram todas as avaliações cognitivas.

No período de acompanhamento, os participantes foram submetidos a três testes de função cognitiva, que os pesquisadores realizaram em oito etapas. Os testes avaliaram memória verbal, fluência semântica e senso de tempo e espaço.

Durante o período do estudo, 5,6% dos participantes sofreram angina ou ataques cardíacos. Todos neste grupo demonstraram um declínio mais rápido na função cognitiva nos três testes em comparação com aqueles que não experimentaram um evento cardiovascular.

Aqueles que desenvolveram angina apresentaram um declínio mais rápido nos testes de orientação temporal, enquanto a memória verbal e a fluência semântica diminuíram mais rapidamente naqueles que sofreram ataques cardíacos.

Os autores do estudo descobriram que a doença cardíaca coronariana incidente estava significativamente associada a taxas mais rápidas de declínio cognitivo pós-doença cardíaca coronariana, mas não a alterações cognitivas nos anos anteriores ou a mudanças de curto prazo após o evento.

Especulando sobre os resultados, sugerem que a redução do oxigênio para o cérebro é a razão provável para a ligação entre doença cérebro vascular e declínio cognitivo mais rápido.

Pesquisas anteriores associaram a doença cardiovascular a interrupções no fornecimento de sangue ao cérebro, ou micro infartos cerebrais. Tais ligações sugerem que a doença coronariana pode promover lesões de pequenos vasos, que é um dos principais contribuintes para a demência em idosos.

Fonte:

https://www.medicalnewstoday.com/articles/325506.php

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