A doença da substância branca, como a leucoaraiose, envolve a degeneração da substância branca no cérebro. A substância branca é um tecido formado por fibras nervosas (axônios), que conectam células nervosas.

Um tecido adiposo, a mielina cobre os axônios. Esses axônios conectam os neurônios cerebrais e a medula espinhal e sinalizam as células nervosas para se comunicarem. A substância branca, tem o papel de transmitir informações por todo o sistema central.

A substância branca recebe essa denominação devido a cor das bainhas de mielina que tem a cor branca. A mielina permite que informação elétrica viaje rapidamente de um neurônio a outro, revestindo seus axônios.

No cérebro, a substância branca está localizada embaixo da massa cinzenta, que é o córtex cerebral. Na medula espinhal, ela se encontra na parte exterior, cobrindo a massa cinzenta.

A degeneração da substância branca – especificamente as bainhas de mielina – pode afetar o humor, a atenção, a força muscular, a visão e o equilíbrio de um indivíduo.

A doença da substância branca pode se desenvolver devido a doenças associadas ao envelhecimento, como o AVE (acidente vascular encefálico – derrame), mas também pode afetar os jovens devido a doenças como adrenoleucodistrofia cerebral e esclerose múltipla (EM).

Causas

De acordo com estudos, os riscos de desenvolver a doença da substância branca, aumenta com a idade e a presença de doença cardiovascular. Os fatores de risco também incluem:

  • Diabetes
  • Hipertensão arterial
  • Estilo de vida
  • genética
  • colesterol alto
  • história de acidente vascular cerebral
  • inflamação dos vasos sanguíneos
  • Mal de Parkinson
  • fumar
Tipos

Existem várias condições que podem levar a doença da substância branca, como o comprometimento da mielinização normal ou dano aos nervos mielinizados. A mielina é uma camada de isolamento que protege os nervos no cérebro e na medula espinhal, e a mielinização é a formação dessa camada de isolamento.

As condições que afetam a mielina podem resultar da destruição da mielina existente (doenças desmielinizantes) ou de anormalidades na formação da mielina (doenças dismielinizantes).

Os processos que causam esses tipos de danos incluem condições genéticas, condições autoimunes e infecções.

Doenças que afetam a substância branca:

  • Esclerose concêntrica de Balo
  • Doença de Lyme
  • lesões desmielinizantes tumefativas
  • Variantes de Marburg e Schilder
  • Neuromielite óptica ou doença de Devic
  • Encefalomielite disseminada aguda
  • Leucoencefalopatia hemorrágica aguda ou doença de Hurst
  • Leucoencefalopatia multifocal progressiva
  • Edrenoleucodistrofia cerebral
Tratamento

Os médicos tentam tratar a causa subjacente deste agravo, a fim de retardar ou interromper a progressão da doença.

Para muitos indivíduos, com doença da substância branca devido a pequenos derrames, as opções de tratamento podem incluir melhorar a saúde cardiovascular, adotando uma dieta saudável, evitando o uso de tabaco e seguir o tratamento com medicamentos para hipertensão ou colesterol alto.

Formas específicas de doença da substância branca, como esclerose múltipla ou leucoencefalopatia multifocal progressiva, podem exigir outros tratamentos.

Indivíduos que apresentem problemas de equilíbrio e caminhada, como resultado da doença da substância branca podem precisar de fisioterapia.

Um fisioterapeuta pode fornecer exercícios e outras técnicas para melhorar o equilíbrio e a marcha. Pode ser indicado órteses que auxiliem na locomoção e outras ferramentas para evitar quedas.

Fonte:

BORGES, Sheila de Melo et al. Psicomotricidade e retrogênese: considerações sobre o envelhecimento e a doença de Alzheimer. Archives of Clinical Psychiatry (São Paulo), v. 37, n. 3, p. 131-137, 2010.

LIMA, Rafael Rodrigues et al. Lesão da substância branca e doenças neurodegenerativas. Revista Paraense de Medicina, v. 20, n. 4, p. 41-45, 2006.

OLIVEIRA, Hélio Araújo et al. Leucoencefalopatia megalencefálica com substância branca evanescente e cistos subcorticais. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v. 62, n. 4, p. 1058-1062, 2004.

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