Demência é um termo genérico para uma série de distúrbios neurológicos que afetam milhões de americanos a cada ano. Como a doença ocorre com maior frequência na idade avançada, com o aumento da população idosa na maioria dos países, a demência pode aumentar exponencialmente. No entanto, novas pesquisas relatam um declínio na prevalência de demência nos Estados Unidos.

Um novo estudo mostra que a prevalência de demência caiu nos Estados Unidos nas últimas décadas.

A demência causa uma variedade de condições e sintomas que ocorrem quando as células nervosas morrem não funcionam mais adequadamente. O mau funcionamento desses neurônios leva à perda de memória, raciocínio prejudicado, outros distúrbios de cognição e às vezes mudanças de personalidade.

Nos pacientes que são diagnosticados com demência, a sua gravidade pode interferir com a capacidade de uma pessoa para realizar tarefas diárias. A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, respondendo por 60 à 80% dos casos.

Em última análise, a doença de Alzheimer é fatal, classificando-se como a sexta causa de morte nos EUA.

De acordo com a Alzheimer’s Association, 1 em cada 3 Americanos idosos morrem em decorrência das complicações da doença de Alzheimer ou outra forma de demência.

A demência natural, em rápida expansão, ganhou o apelido de “A Epidemia Silenciosa”.

No entanto, alguns estudos recentes têm sugerido que o risco de desenvolver demência pode ter diminuído nos últimos 25 anos, particularmente em países de alta renda. Uma nova pesquisa parece apoiar essa visão otimista.

Mas será que o risco de desenvolver demência diminuiu ao longo dos anos?

Pelo menos três estudos europeus sugerem que o risco de demência pode estar diminuindo em idosos, de acordo com os autores a hipótese de que a mudança se deu devido a mudanças na educação, declínio nos fatores de risco vascular e diminuição geral da incidência de acidente vascular cerebral.

Nos EUA, um estudo observou uma redução de 20 % dos casos de demência por década entre os anos de 1977 à 2008, mas apenas em adultos com pelo menos o ensino médio completo.

O novo estudo foi conduzido pelo Dr. Kenneth M. Langa, Ph.D., da Universidade de Michigan em Ann Arbor. Os resultados foram publicados na revista JAMA Internal Medicine.

Os pesquisadores usaram dados de um grande grupo nacionalmente representativo de adultos americanos que participaram do Estudo de Saúde e Aposentadoria (HRS). No total, o estudo analisou mais de 21.000 adultos com 65 anos ou mais. O HRS reuniu dados de 10.546 adultos em 2000 e de 10.511 adultos em 2012.

O HRS utilizou medidas cognitivas e métodos apropriados para classificar respostas auto relatadas pelos próprios participantes ou por um formulário.

Os participantes no HRS com média de idade de 75 anos em 2000 e 74,8 anos em 2012. Da coorte estudada em 2000, 58,4 % eram do sexo feminino, em comparação com 56,3 % em 2012.

A análise utilizou a regressão logística para identificar e explicar as variáveis ​​socioeconômicas e de saúde.

O novo estudo apoia estudos anteriores sugerindo que as taxas de demência pode estar caindo.

A análise descobriu que a prevalência de demência entre os participantes com 65 anos ou mais diminuiu de 11,6 % em 2000 para 8,8 % em 2012.
Isto corresponde a uma diminuição absoluta de 2,8 % e uma diminuição relativa de 24 %.

Os pesquisadores também encontraram uma associação inversa entre o tempo gasto na educação e o risco de desenvolver demência.

Mais anos de educação foram correlacionados com um menor risco de demência, com os adultos no grupo de 2012, tendo, em média, à mais um ano de educação, em comparação com adultos no grupo de 2000.

O número médio de anos passados ​​na educação aumentou de 11,8 anos em 2000 para 12,7 anos em 2012.

A educação pode ter influenciado a tendência decrescente na demência, quer por ter um efeito direto sobre o cérebro, melhorar o poder do cérebro e função cognitiva, ou indiretamente, através de uma associação com um comportamento positivo de saúde, como exercitar ou ter uma dieta saudável.

A educação também pode estar associada a atividades cognitivamente mais complexas e a um melhor acesso aos cuidados de saúde, observaram os autores.

A diminuição da prevalência de demência ocorreu apesar dos aumentos nos fatores de risco de doenças cardiovasculares, como hipertensão, diabetes e obesidade. Os pesquisadores sugerem melhorias nos tratamentos para fatores de risco cardiovascular podem ter tido um efeito positivo sobre o risco de demência.

Mas, de fato, os mesmos comprovam com este estudo que o exercício mental, relacionado aos anos de estudo dos participantes pode ter contribuído para a diminuição da incidência de demência em idosos nos Estados Unidos.

Fonte: http://www.medicalnewstoday.com/articles/314250.php

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