O processo de envelhecimento vem sendo pesquisado e discutido, em varias áreas da ciência, seja ela médica, tecnológica, humana ou social, no sentido de buscar respostas que possam esclarecer os mistérios e mudanças da velhice humana.

Com isso, determinados pressupostos vem sendo modificados, à medida que algumas descobertas elucidam gradativamente esse processo.

De acordo com Vargas, o envelhecimento é um fenômeno biopsicossocial que atinge o homem e sua vivência na sociedade, manifestando-se em todos os domínios da vida. Inicia-se pelas células, passa aos tecidos e órgãos, terminando nos processos complicados do pensamento.

Já, Calkins et al. descrevem o envelhecimento como a progressão de uma série de mudanças biológicas, associadas à passagem de tempo.

Ainda neste sentido, Hayflick considera que o envelhecimento é representado pelas perdas das funções normais do organismo que ocorrem após a maturação sexual e continuam até a longevidade máxima para os membros de uma espécie.

Estes autores concordam que o envelhecimento é um processo caracterizado pela passagem do tempo na vida do indivíduo. Porém, esse não pode ser considerado o fator determinante do envelhecimento.

Para Duarte, o envelhecer pode ser compreendido como o resultado de um processo que começa no momento do nascimento estendendo-se por toda vida do ser. É um sistema instável que a todo instante necessita da reconquista do equilíbrio perdido e é em função de cada mudança sofrida que se caracteriza o envelhecimento.

Nessa linha, Moragas considera que a idade cronológica é um dado importante, mas não determina a condição da pessoa. Essencial é a qualidade do tempo vivido e as condições ambientais nas quais a vida transcorre. Assim, cada indivíduo terá uma bagagem própria ao envelhecer, decorrente das transformações sofridas ao longo da vida, dos ganhos e das perdas.

Caldas (1998) afirma que vários fatores contribuem para determinar como uma pessoa envelhece tais como, seu estilo de vida, ocorrência de doenças, acidentes, estresse, condições ambientais desfavoráveis, que associadas ou isoladas podem acelerar o processo de envelhecimento e caracterizá-lo.

Diante de todas as definições de envelhecimento, podemos pensar que quando se fala em envelhecimento, deve-se ter a preocupação em não somente acrescentar anos a vida ou melhorar a estética do corpo, mas que os anos vividos sejam acompanhados de qualidade, saúde e satisfação para o indivíduo.

Para que isso ocorra é necessário que se ofereçam condições tanto sociais como de atenção a saúde e econômicas ao idoso no sentido que o mesmo esteja verdadeiramente inserido em sua condição.

REFERENCIAS:

CALKINS, E. el al. Geriatria Prática . Rio de Janeiro: Revinter, 1997.

DUARTE, M.J.R.S. Autocuidado para a qualidade de vida. In GOLDFARB, D.C. Corpo, tempo e envelhecimento. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1998.

HAYFLICK, L. Como e porque envelhecemos. Rio de Janeiro: Campos, 1997.

MORAGAS, R.M. Gerontologia social: envelhecimento e qualidade de vida. São Paulo: Edições Paulinas, 1997.

VARGAS, H.S. Depressão no idoso: fundamentos. São Paulo: Fundo Editorial BYK, 1992.

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