A doença de Alzheimer é considerada uma epidemia do século 21.

O principal fator de risco para demência é o envelhecimento, porém alguns fatores de risco modificáveis devem ser considerados, como baixa escolaridade, hipertensão, diabetes, dislipidemia e tabagismo. Além disso, aspectos de estilo de vida estão inversamente associados à demência, como participar de atividades de interação social e de estímulo intelectual.

Entretanto a causa da maioria das formas de demências incluindo a doença de Alzheimer, permanece ainda um mistério. Fatores genéticos desempenham um importante papel, porém fatores ambientais também aumentam a chance de desenvolver sintomas deste agravo, especialmente em indivíduos com Alzheimer idade dependente.

Um estudo publicado em 2016 sugeriu, que é possível  reduzir o risco de demência não fumando, permanecendo fisicamente ativo, fazer uso de uma dieta saudável e equilibrada, manter a saúde cardiovascular e exercitar o cérebro.

Fazer exames preventivos para o diagnóstico precoce e prevenção de doenças e condições crônicas, como hipertensão arterial, colesterol elevado, diabetes, obesidade e depressão.

Cientistas acreditam, que pessoas com menos problemas de saúde em geral, tem menor probabilidade de desenvolver demência a longo prazo.

Quando o assunto é dieta, a mediterrânea pode ajudar a proteger cérebro durante o processo de envelhecimento e prevenir a demência vascular.

A dieta mediterrânea inclui o consumo frequente dos seguintes alimentos:

  • azeite de oliva como principal fonte de gordura
  • frutas
  • legumes
  • carne e laticínios limitados

A atividade física, também é fundamental para a boa manutenção do cérebro, a prática de exercício físico regular desde uma idade mais jovem, diminui o risco de desenvolver demência vascular e doença de Alzheimer, de acordo com estudos.

Pesquisadores acreditam que o exercício beneficia a saúde cardiovascular – um fator de risco para a demência – e aumenta o suprimento de sangue e oxigênio para o cérebro.

Estudos publicados em 2011, sugerem que um ano de exercício físico moderado pode reverter esse encolhimento do hipocampo – área responsável pela memória de curto prazo – e a memória espacial.

Manter a mente ativa também é uma dica importante para prevenir a doença de Alzheimer ou retardar sua evolução. Vários estudos sugerem que o risco de declínio cognitivo é menor se:

  • mantermos o cérebro mentalmente ativo
  • mantermos conexões sociais

Jogar, escrever, ler e participar de uma série de atividades estimulantes do cérebro pode ajudar a preservar a memória na velhice.  Indivíduos que mantêm seus cérebros ativos durante a vida parecem ter níveis mais baixos de proteína beta-amilóide, uma proteína que contribui para o acúmulo de placa beta amilóide na doença de Alzheimer.

O sono, de boa qualidade também pode oferecer proteção significativa contra perda de memória, em casos de demência e doença de Alzheimer.

Os cientistas associaram o sono interrompido a um acúmulo de placas beta amilóide.

Pessoas que dormem sem interrupções durante o sono, tem 5 vezes menos chances de desenvolver Alzheimer, do que pessoas com sono interrompido.

Há grandes evidências de que o tabagismo contribui para o declínio cognitivo.

Um estudo coreano de coorte envolvendo 46.140 homens com 60 anos ou mais descobriu que indivíduos que nunca fumaram ou que abandonaram o fumo por 4 anos ou mais, tiveram um risco menor de desenvolver a doença de Alzheimer e outros tipos de demência. Este estudo foi publicado em 2018.

Trauma na cabeça – Houve casos de indivíduos que desenvolveram a doença de Alzheimer após uma lesão cerebral traumática (traumatismo crânio encefálico) ou golpes repetidos na cabeça, por exemplo, enquanto jogavam futebol.

Em 2018, alguns pesquisadores avaliaram a relação entre TCE, demência e disfunção vascular. Eles concluíram que pode haver uma ligação entre TCE e demência, pois ambos danificam vasos sanguíneos cerebrais.

Indivíduos, que participam de esportes de contato e outras atividades, que envolvem risco de trauma craniano devem usar equipamentos de proteção.

Entretanto em casos de Doença de Alzheimer precoce, devido a herança genética, os cientista ainda buscam identificar fatores protetivos, para prevenir ou retardar sua ocorrência.

Fonte:

https://www.medicalnewstoday.com/articles/263769.php?sr

Créditos de imagem:

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