Pesquisadores e especialistas, vêm afirmando repetidamente que, para conter o SARS-CoV-2 e prevenir futuros surtos de coronavírus no futuro, as vacinas são de extrema importância.

No momento, existem oito vacinas COVID-19 com autorizadas para imunização,  em países ao redor do mundo.

Até o momento, a vacina Pfizer-BioNTech, que é uma composta pelo RNAm do vírus obteve autorização para uso em 50 países.  Isso inclui os Estados Unidos, o Reino Unido e os 27 países que constituem a União Europeia.

Há também a vacina desenvolvida pela Moderna e pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) americano, à partir  de RNA mensageiro (usa uma  parte do código genético do novo coronavírus, para ensinar o corpo a se proteger da doença), está atualmente autorizada em 36 países. Isso inclui os EUA, Reino Unido e países da UE.

O Sputnik V, que é uma vacina de vetor viral, desenvolvida pelo instituto de pesquisa russo Gamaleya, está autorizado em oito países: Argélia, Argentina, Bielo-Rússia, Bolívia, Guiné, Rússia, Sérvia e Cisjordânia.

Vacina Sinovac (no Brasil conhecida como Coronavac produzida em parceria com o Instituto Butantan) também produzida à partir de vírus inativado, (nesta vacina o vírus é inativado, ou seja, são adicionadas substâncias químicas para que o vírus não seja capaz de infectar, ficando “morto”, sem poder causar doença, ou seja a vacina irá gerar uma resposta imune contra o COVID) autorizada na China, Indonésia, Brasil e Turquia

Logo atrás está a vacina de vetor viral ( este tipo de vacina usa um vírus que foi geneticamente modificado para não causar doenças, mas produz proteínas do coronavírus para gerar uma resposta imunológica com segurança)  Oxford-AstraZeneca, que obteve autorização de uso em sete países.  Estes são Argentina, República Dominicana, El Salvador, Índia, México, Marrocos, Brasil (aguardando o envio da Índia) e Reino Unido

Outras vacinas foram autorizadas entre elas:

  • Covishield, uma vacina de vetor viral autorizada na Índia
  • Covaxin, vacina de vírus inativado, autorizada na Índia.
  • A vacina Sinopharm, também inativada, que é autorizada em seis países, incluindo China, Egito e Emirados Árabes Unidos

Em um fórum global realizado em 15 de janeiro de 2021, o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus – diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) – relatou:

“ O desenvolvimento e aprovação de vacinas seguras e eficazes, em menos de  ano que o vírus do COVID-19 foi isolado e sequenciado, é um salto surpreendente para ciência”.

Vacinas autorizadas vs. novas variantes

O Reino Unido tem imposto novos bloqueios em face dos casos cada vez maiores de COVID-19. Esses números crescentes podem ser devido a uma nova variante, aparentemente mais virulenta do SARS-CoV-2.

O Brasil e a África do Sul também relataram o surgimento de novas variantes que tem gerado uma grande preocupação, principalmente em nosso país, causando caos em nosso sistema de saúde (como vem acontecendo em Manaus).

Uma das principais perguntas que vem sendo feitas ao redor do mundo tem relação às variantes emergentes do SARS-CoV-2: “As vacinas COVID-19 serão eficazes contra elas?”

Até agora, os especialistas e as empresas farmacêuticas que produzem as vacinas atualmente disponíveis expressaram otimismo de que as vacinas serão eficazes contra variantes e cepas emergentes.

A Pfizer afirmou que não há razão para suspeitar que suas vacinas não funcionariam contra a variante SARS-CoV-2 identificada no Reino Unido

De acordo com as indústrias farmacêuticas, as vacinas que contêm o RNAm contêm informações genéticas do vírus, sendo assim nossas produzem a proteína Spike viral codificada nessas informações e a apresentam ao nosso sistema imunológico. Isso, por sua vez, permite que nosso sistema imunológico “aprenda” a combater o vírus, o que nos deixará preparados para futuras infecções com o SARS-CoV-2.

De acordo com especialistas, a tecnologia de RNAm é adaptável o suficiente para que, em teoria, os cientistas pudessem facilmente “ajustar” vacinas de RNAm para garantir a eficácia contra variantes ou cepas emergentes de um vírus.

Os cientistas também notaram que pelo menos algumas das vacinas COVID-19 que tiveram autorização em todo o mundo devem ser adaptáveis ​​para permanecerem eficazes contra variantes emergentes de SARS-CoV-2.

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