É sabido que a população idosa vem aumentando no mundo e também no Brasil. Graças à medicina e às condições do meio ambiente em que vivemos, existem cuidados com os indivíduos de idade mais avançada, o que promove um envelhecimento saudável. Porém, o padrão básico do processo do envelhecimento ainda reside em nossa cultura, principalmente no que diz respeito à sexualidade do idoso.

Acha-se que o idoso se torna dessexualizado. O que não é verdade!!! Não existe limite de idade para a sexualidade ou atividade sexual, apesar das mudanças fisiológicas que ocorrem no organismo.

A sexualidade não abrange somente o ato sexual, mas envolve a necessidade de expressar e receber afeto tanto físico (toque, abraço), quanto psicológico (gesto, palavra), que proporcionam sensações prazerosas aos indivíduos de qualquer idade. Na verdade, o ato sexual é uma consequência da sexualidade.

Como dito anteriormente, existe um preconceito com relação à sexualidade no idoso, mas muitas vezes este preconceito está na cabeça do próprio idoso que não se permite liberar a sua sexualidade porque acha que já “passou da idade”, que não tem mais um corpo bonito ou que a performance não seria a mesma! Assim, perde novas oportunidades de relacionamentos ou manutenção de um relacionamento permanente. E o que é mais importante, a oportunidade de desfrutar de bons momentos com a pessoa amada.

Assim, é possível perceber que este tema apresenta uma natureza regida por diversas dimensões, não sendo motivado somente por fatores fisiológicos e/ou anatômicos, mas também por fatores psicológicos, sociais, culturais.

Embora não possamos deixar de lado os aspectos biológicos na terceira idade, devemos dar bastante atenção aos aspectos psicológicos que se referem às crenças, comportamentos, educação, religião e experiências de vida, que se ligam ao tema sobre sexualidade.

Muitas vezes, o que impede o aflorar da sexualidade em indivíduos da melhor idade, são muito mais fatores psicológicos e preconceito, do que fatores orgânicos propriamente dito.

Espero que tenham gostado.

Cristina Strufaldi – Psicóloga
Atendimento psicológico: (11) 9459-15451 / (11) 9808-46225

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