Os principais sintomas da doença de Parkinson são tremores, movimentos lentos (bradicinesia) e rigidez. Pequenas mudanças nos movimentos e no comportamento do portador podem sinalizar o aparecimento da doença de Parkinson antes do diagnóstico.

A Doença de Parkinson, é um distúrbio do sistema nervoso que afeta cerca de 1% das pessoas com 65 anos ou mais. Os sintomas geralmente se desenvolvem lentamente ao longo de vários anos e podem ser sutis a princípio, sendo fácil ignorar os sinais precoces.

Identificar precocemente os sinais e sintomas da doença de Parkinson são fundamentais para o diagnóstico e tratamento precoce.

1.Tremores

Os tremores envolvem espasmos ou tremores persistentes nas mãos, pernas ou queixo.

Tremores associados à doença de Parkinson são denominados “tremores de repouso, pois tremores param quando o portador  usa a parte do corpo afetada.

Os tremores são muito sutis quando aparecem pela primeira vez. Nesta fase, o doente é geralmente a único que os nota. Os tremores pioram gradualmente à medida que a doença progride.

Os tremores geralmente aparecem em um lado do corpo e depois se espalham para outras partes do corpo.

2. Dificuldade para caminhar

Mudanças sutis no padrão de caminhada de uma pessoa podem ser um sinal precoce da doença de Parkinson.

Indivíduos com doença de Parkinson pode andar devagar ou arrastar os pés enquanto caminham. Muitos se referem a isso como uma “marcha aleatória”.

Alguns indivíduos que sofrem deste agravo,  pode andar em um ritmo irregular, subitamente andando mais rápido ou mais devagar ou alterando o comprimento do passo.

3. Letra pequena ou apertada

Micrografia é um distúrbio que envolve caligrafia anormalmente pequena ou apertada.

Os médicos associam a micrografia a condições médicas que afetam o sistema nervoso, ou distúrbios neurodegenerativos, como a doença de Parkinson.

4. Perda do olfato

A hiposmia ocorre quando alguém perde a capacidade de sentir odores. Isso também é chamado de disfunção olfativa. A perda do olfato é um sintoma relativamente comum, afetando 70 à 90% das pessoas com doença de Parkinson.

A perda do olfato é um dos sintomas mais visíveis da doença de Parkinson que não está relacionado ao movimento. Pode aparecer vários anos antes da doença afetar o movimento.

Pessoas que têm hiposmia como sintoma da doença de Parkinson podem apresentar:

  • Perda de olfato
  • Dificuldade em detectar odores
  • Dificuldade em identificar odores
  • Dificuldade em distinguir os odores

Os médicos usam testes de identificação de cheiros para diagnosticar hiposmia, mas a precisão desses testes varia amplamente.

Ter hiposmia nem sempre significa que se tem a doença de Parkinson. O olfato  pode mudar por vários motivos, como idade, fumo ou exposição a produtos químicos agressivos. A hiposmia também é um sintoma de outras condições médicas, incluindo a doença de Alzheimer e Doença de Huntington.

5- Distúrbios do sono

A doença de Parkinson pode afetar gravemente a capacidade de dormir. Indivíduos que sofrem da doença de Parkinson podem apresentar uma ampla gama de sintomas relacionados ao sono, incluindo insônia, fadiga excessiva durante o dia, narcolepsia, apneia do sono e pesadelos constantes.

6. Falta de equilíbrio

A doença de Parkinson tem como alvo específico as células nervosas chamadas gânglios da base, encontradas na área central do cérebro. Os nervos dos gânglios da base controlam o equilíbrio e a flexibilidade, portanto qualquer dano a esses nervos pode prejudicar o equilíbrio.

7. Bradicinesia

Bradicinesia é um termo que significa lentidão de movimento.

A bradicinesia causa uma variedade de sintomas, como rigidez dos membros e movimentos lentos. Um indivíduo  com bradicinesia pode andar mais devagar ou ter dificuldade para iniciar um movimento.

Algumas pessoas que têm esse sintoma podem interpretá-lo mal como fraqueza muscular. No entanto, esse sintoma não afeta a força muscular.

8. Alteração na expressão facial

As expressões faciais envolvem muitos movimentos musculares sutis e complexos. Pessoas com doença de Parkinson geralmente têm uma capacidade reduzida de realizar expressões faciais.

A falta de expressão facial está relacionada à bradicinesia. Os músculos faciais se movem mais lenta ou rigidamente do que o habitual. Pessoas com ausência de expressão facial podem parecer vazias ou sem emoção, embora a capacidade de sentir emoções não esteja prejudicada.

A ausência de expressão facial pode causar  dificuldade na comunicação com outras pessoas, pois as mudanças nas expressões faciais são menos visíveis do que o habitual.

9. Mudanças vocais

Alterações no volume e na qualidade da voz, são outros dos sinais precoces da doença de Parkinson.

As alterações vocais podem envolver a fala em um tom mais suave, ou perder a variação habitual no volume e tom da voz, fazendo com que a voz pareça monótona.

10. Postura curvada

Pessoas que sofrem da doença de Parkinson podem notar alterações na postura devido a outros sintomas da doença, como rigidez muscular.

As pessoas naturalmente ficam de pé para que seu peso seja distribuído uniformemente sobre os pés. No entanto, as pessoas que têm a doença de Parkinson podem começar a se inclinar para a frente, fazendo com que pareçam curvadas buscando se manter em equilíbrio.

11. Constipação

A constipação é um dos sintomas não motores mais comuns associados à doença de Parkinson. Quase 25% dos acometidos pela doença de Parkinson, podem apresentar constipação antes de desenvolver sintomas motores.

12. Sintomas psíquicos

A doença de Parkinson reduz os níveis de dopamina no corpo, o que pode causar alterações no humor e no comportamento.

Alguns sintomas psicológicos associados à doença de Parkinson incluem, depressão, ansiedade, psicose, confusão mental, delírios e dificuldade de planejamento.

Fonte:

GOULART, Fátima; PEREIRA, Luciana Xavier. Uso de escalas para avaliação da doença de Parkinson em fisioterapia. Fisioterapia e pesquisa, v. 11, n. 1, p. 49-56, 2005.

CAMARGOS, A. C. et al. O impacto da doença de Parkinson na qualidade de vida: uma revisão de literatura. Braz. j. phys. ther.(Impr.), v. 8, n. 3, p. 267-272, 2004.

SOUZA, Cheylla Fabricia M. et al. A Doença de Parkinson e o Processo de Envelhecimento Motor. Revista Neurociências, v. 19, n. 4, p. 718-723, 2011.

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