Um novo estudo afirma que pulsos de ondas de ultrassom minimamente invasivas melhoram a qualidade de vida das pessoas que vivem com a doença de Parkinson, reduzindo imediatamente e significativamente os tremores.

O estudo utilizou um procedimento minimamente invasivo que oferece benefícios significativos em relação a outros tratamentos que apresentam riscos mais altos.

O Dr. Federico Bruno, do Departamento de Ciências Biotecnológicas e Clínicas Aplicadas da Universidade de L’Aquila, na Itália, liderou a pesquisa.

O procedimento, usa um ultrassom focalizado guiado por ressonância magnética denominado (MRgFUS) que funciona concentrando os feixes de energia sonora, para erradicar uma pequena parte do tálamo no cérebro.

Embora a estimulação cerebral profunda tenha sido bem-sucedida em algumas pessoas, este procedimento apresenta riscos em potencial, como sangramentos e infecções.

A estimulação cerebral profunda requer um procedimento cirúrgico, que envolve um cirurgião implantando um pequeno eletrodo no cérebro. O implante se conecta a um dispositivo semelhante ao marcapasso no peito.

O MRgFUS não requer uma incisão e possui muito menos riscos inerentes.

O dispositivo funciona aliviando tremores do lado oposto do corpo ao ponto de tratamento. Por exemplo, tremores no lado direito do corpo respondem ao tratamento no lado esquerdo do cérebro e vice-versa.

O estudo envolveu 39 pessoas com idade média de 64,5 anos. Todos os participantes experimentaram tremores incapacitantes e não responderam a outros tratamentos.

Dos 39, 21 eram portadores de doença de Parkinson e 18 tinham tremor essencial. Todos os participantes, apresentavam sintomas há mais de 10 anos em média.

Os resultados do estudo foram muito promissores – quase todo o grupo (37 em 39) apresentaram melhorias “substanciais e imediatas” nos tremores.

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O procedimento apresentou várias vantagens em relação a estimulação cerebral profunda, em termos dos riscos envolvidos e da rapidez com que o tratamento funcionou.

Outra vantagem foi o efeito imediato que esse tratamento proporciona. O tratamento com MRgFUS requer menor hospitalização e é um procedimento razoavelmente bem tolerado, mesmo por pacientes mais frágeis.

Parkinson é um distúrbio cerebral grave.

A Doença de Parkinson é um distúrbio cerebral caracterizado por tremores, rigidez, perda de equilíbrio e coordenação.

O risco da doença de Parkinson aumenta com a idade e homens são mais afetados do que mulheres. Normalmente, o início da doença ocorre por volta dos 60 anos, mas em alguns casos, os sintomas podem aparecer mais cedo aos 50 anos.

Os sintomas geralmente incluem tremores nas mãos, braços, pernas, mandíbula ou cabeça. Algumas pessoas experimentam rigidez do tronco ou membro, movimentos mais lentos e perda de equilíbrio e coordenação que podem levar a quedas.

Outros sintomas podem incluir depressão, dificuldade de deglutição, distúrbios de fala, problemas urinários, prisão de ventre e distúrbios do sono. Pode ocorrer também diminuição da capacidade olfativa.

Algumas pessoas desenvolvem a doença de Parkinson devido à genética, mas na maioria das vezes, ela se desenvolve aleatoriamente não havendo herança familiar.

Embora a técnica  esteja disponível, nem todos os países utilizam esse tipo de terapia utilizando a técnica MRgFUS.

Poucos pacientes conhecem essa opção de tratamento até o momento,  e não existem muitos centros especializados equipados com a tecnologia necessária.

A aplicação clínica desta técnica para doenças neurológicas é uma novidade absoluta – o uso clínico foi aprovado pelo FDA há menos de três anos.

Os pesquisadores acreditam que existem oportunidades adicionais para pesquisas na área. As possibilidades incluem o tratamento de ambos os lados do tálamo, e que este procedimento pode ser utilizado, para uma série de outros distúrbios neurológicos e tumores cerebrais.

Fonte:

https://www.medicalnewstoday.com/articles/327181.php#1

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