Deficiência de vitamina B12 A deficiência de vitamina B12 é causa rara de demência reversível e psicose orgânica. A demência é caracterizada por disfunção cognitiva global, lentificação mental, perda de memória e dificuldade de concentração. Déficits corticais focais não ocorrem. As manifestações psiquiátricas são proeminentes e incluem depressão, mania e quadros psicóticos com alucinações auditivas e visuais.

A vitamina B12, ou cianocobalamina, faz parte de uma família de compostos denominados genericamente de cobalaminas.. É uma vitamina hidrossolúvel, sintetizada exclusivamente por microrganismos.  encontrada em praticamente todos os tecidos animais e estocada primariamente no fígado na forma de adenosilcobalamina. A fonte natural de vitamina B12 na dieta humana restringe-se a alimentos de origem anima, especialmente leite, carne e ovos. Em países industrializados, estudos epidemiológicos mostraram uma prevalência da deficiência de vitamina B12 na população geral próxima a 20% . Em países em desenvolvimento como Índia, México e Guatemala, foi verificada alta deficiência de vitamina B12 em gestantes, lactantes e crianças em período de amamentação. Além disso, estudos com crianças maiores, não-lactentes, no México e na Venezuela demonstraram que 33%-52% dos indivíduos deste grupo apresentavam baixos níveis plasmáticos de vitamina B12.  A deficiência dessa vitamina pode ocasionar transtornos hematológicos, neurológicos e cardiovasculares,  estando ela diretamente relacionada com a hiper-homocisteinemia (HHcy), um fator independente de risco cardiovascular,  e de danos neuroniais. Dessa forma, o diagnóstico precoce da deficiência de vitamina B12 é de grande importância para evitar danos patológicos irreversíveis. Essa deficiência deve ser considerada um importante problema de saúde pública, principalmente entre pessoas idosas e indivíduos que adotam uma dieta estritamente vegetariana (veganos).

A vitamina B12 é liberada pela digestão de proteínas de origem animal. A vitamina B12 é essencial em diversas reações bioquímicas na natureza, a maioria das quais implica redistribuição de hidrogênios e de carbonos.

A deficiência assintomática de vitamina B12 pode ocorrer por longos períodos antes do aparecimento de qualquer sinal ou sintoma clínico(20, 56), desencadeando uma deficiência crônica de vitamina B12 que, se mantida durante anos, pode levar a manifestações neuropsiquiátricas irreversíveis(6). As manifestações clínicas da deficiência de vitamina B12 são polimórficas, variando de estados mais brandos até condições muito severas(6). De uma maneira geral, é uma desordem que se manifesta por um quadro clássico caracterizado por anemia megaloblástica associada a sintomas neurológicos(6, 19, 47, 85) com freqüente aparecimento da tríade fraqueza, glossite e parestesias(58, 105). Porém, danos neurológicos podem ocorrer mesmo na ausência de anemia numa parcela considerável de pacientes(52, 99). As alterações hematológicas típicas da deficiência de vitamina B12 são caracterizadas por diminuição de hemoglobina, caracterizando anemia, que tem como um dos principais aspectos a presença de macroovalócitos, neutrófilos hiper-segmentados e hipercelularidade na medula óssea com maturação anormal(3), representando uma anemia megaloblástica. Podem-se observar também baixas contagens plaquetárias.  As manifestações neurológicas devem-se a danos progressivos dos sistemas nervosos central e periférico,  e tipicamente manifestam-se com polineurites, principalmente sensoriais, nas extremidades distais, ataxia e reflexo de Babinski. Além disso, são comuns relatos de déficits de memória, disfunções cognitivas, demência e transtornos depressivos.

Mudanças no Humor

Agitação

Depressão

Mania

Episódios psicóticos

Paranoia

Alucinações visuais e auditivas

Deficiência cognitiva

Cansaço

Confusão

Desorientação

Déficit de memória

Demência

A carência de vitamina B12 reduz a qualidade de vida do indivíduo, pois é

progressiva e fatal, se não houver tratamento. Anos de absorção inadequada são

necessários para o esgotamento das reservas de B12 do organismo, mas, a partir desse

fato, a anemização é rápida.

O tratamento clássico para a deficiência de cobalamina, particularmente nos

casos onde a causa não é por carência dietética, é administração parenteral – usualmente

com injeções intramusculares- da vitamina, mais comumente na forma de

cianocobalamina e, mais raramente, como hidroxicianocobalamina.

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