A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica, que pode resultar em uma ampla gama de sintomas em todo o corpo. Embora a maioria dos portadores de esclerose múltipla tenha entre 20 e 40 anos quando os sintomas aparecem, a condição às vezes pode se desenvolver tardiamente. Quando a EM aparece em indivíduos mais velhos, é denominada esclerose múltipla de início tardio.

A EM um distúrbio autoimune, que afeta o sistema nervoso central.  Em portadores de doenças autoimunes, o sistema imunológico ataca erroneamente as células saudáveis como se fossem patógenos.

Com a EM o sistema imunológico ataca a bainha de mielina que envolve e protege as fibras nervosas. Esse ataque causa cicatrizes, ou esclerose, que prejudica o fluxo regular de impulsos elétricos do cérebro para o nervo-alvo. Como resultado, o corpo não pode mais realizar certas funções.

Diagnosticar indivíduos mais velhos com EM pode ser desafiador pois as pessoas podem confundir seus sintomas com os sinais típicos de envelhecimento.

Esclerose múltipla de início tardio é o termo para a EM que se manifesta geralmente após os 50 anos e pode apresentar-se de uma forma um pouco diferente  do que quando acomete indivíduos mais jovens. Por exemplo, alguns sintomas podem ocorrer com mais frequência em na esclerose múltipla de início tardio,  pode haver menos recaídas e a progressão da deficiência é geralmente mais rápida.

Sinais e Sintomas
  • uma sensação de aperto ao redor do torso, também conhecida como disestesia.
  • fadiga
  • dificuldade em caminhar
  • fraqueza
  • tontura
  • problemas de equilíbrio
  • espasticidade
  • dormência e formigamento
  • problemas de visão
  • disfunção da bexiga
  • problemas sexuais
  • problemas intestinais
  • dor e coceira
  • dificuldade com resolução de problemas, atenção e foco
  • mudanças emocionais
  • depressão
Causas

Genética

Embora a EM não seja uma condição hereditária, alguns portadores podem herdar a suscetibilidade a desenvolvê-la.

Fatores Ambientais

Deficiência de vitamina D.

Algumas pesquisas sugerem que as pessoas que passam mais tempo ao sol e aquelas com níveis mais elevados de vitamina D têm menos probabilidade de desenvolver EM. Esse risco reduzido pode ser devido ao modo como a vitamina D ajuda a regular o sistema imunológico.

Infecções

Algumas evidências ligam os vírus – particularmente o vírus Epstein-Barr (EBV), causador da mononucleose infecciosa – ao desenvolvimento da EM.

Diagnóstico

Pode ser difícil diagnosticar Esclerose Múltipla de Início Tardio especialmente em indivíduos com mais de 50 anos, podem confundir os sintomas com os de outras doenças, ou podem presumir erroneamente que os sintomas são uma parte normal do envelhecimento.

Tratamento

A esclerose múltipla de início tardio, geralmente apresenta uma rápida progressão da doença, o tratamento imediato pode ajudar uma pessoa a evitar um declínio rápido. Embora atualmente não haja cura para a EM, o tratamento pode ajudar os portadores a controlar os sintomas e maximizar sua qualidade de vida.

As opções de tratamento podem envolver:

  • medicamentos modificadores da doença para prevenir e reduzir a gravidade das recidivas de EM.
  • medicamentos para tratar sintomas específicos, como coceira, dor e disfunção da bexiga.
  • corticosteroides para minimizar a inflamação.
  • reabilitação para ajudar no gerenciamento de energia, mobilidade e funcionamento cognitivo.
  • apoio de saúde mental para ajudar uma pessoa a lidar com a depressão ou outras mudanças emocionais que ocorrem por causa da esclerose múltipla.

Crédito de imagem:

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