A esclerose múltipla é uma doença que afeta o sistema nervoso central. Existem quatro tipos principais, que diferem em seus estágios ou progressão.

Os sintomas da esclerose múltipla, ocorrem como resultado do ataque do sistema imunológico ao corpo, as fibras nervosas e a bainha protetora de mielina ao redor delas.

O dano muda os sinais que os nervos enviam ao corpo e pode causar cicatrizes no cérebro e na medula espinhal.

A esclerose múltipla se apresenta de diferentes formas.

A primeira forma de esclerose múltipla chamada surto-remissão ou remitente-recorrente (EMRR) engloba cerca de 85% dos casos. Ele é caracterizada pela ocorrência dos surtos e melhora após o tratamento ou espontaneamente. Geralmente ocorre nos primeiros anos da doença com recuperação completa e sem sequelas. Os surtos duram dias ou semanas. Em média os surtos se repetem uma vez por ano, caso não inicie o tratamento adequado.

Em um prazo de 10 anos aproximadamente, metade desses pacientes evoluirá para a segunda forma da doença, conhecida como secundariamente progressiva (EMSP).

Nesta etapa os pacientes não se recuperam plenamente dos surtos e acumulam sequelas. Podem apresentar perda visual definitiva ou maior dificuldade para andar, o que pode levar à necessidade de auxílio para mobilidade ou locomoção, como apoio de bengala ou cadeira de rodas.

Nos 10% dos casos restantes ocorre a chamada forma progressiva primária (EMPP), quando ocorre gradativa piora surtos.

E 5% dos pacientes apresentam a quarta forma doa doença, mais rápida e agressiva, chamada progressiva com surtos (EMPS). Nesta quarta forma estão combinados a progressão paralela do processo desmielinizante e comprometimento mais precoce dos axônios.

A EM afeta principalmente o sistema nervoso central (SNC), que desempenha um papel crucial em muitas funções corporais.

Como a esclerose múltipla pode afetar muitas funções corporais diferentes, cada pessoa pode ter a doença de maneira um pouco diferente.

Existem alguns tipos e estágios diferentes de esclerose múltipla, que diferem em como eles progridem.

Síndrome clinicamente isolada (SCI)

SCI é o primeiro episódio de sintomas de esclerose múltipla e resulta da inflamação e danos à bainha de mielina. A síndrome clinicamente isolada só é diagnosticada se durar pelo menos um dia. Para diagnosticar a EM, realiza-se a ressonância magnética buscando lesões ativas ou evidências de lesões anteriores no cérebro do portador.

O tratamento precoce nesta fase, pode retardar a evolução da doença.

Esclerose múltipla remitente e recorrente EMRR

A maioria dos portadores de Esclerose múltipla apresentam a forma remitente e recorrente.  Os primeiros sinais da doença geralmente aparecem antes dos 30 anos de idade.

Uma pessoa com EMRR poderá apresentar sintomas novos ou agravamento. Após cada ataque, pode haver um longo período em que os sintomas melhoram ou desaparecem até a próxima recaída.

Em alguns casos, os sintomas se tornam permanentes e apenas melhoram ligeiramente durante a remissão.

Frequentemente, novas lesões aparecem no cérebro após uma recaída. No entanto, eles também podem aparecer sem causar sintomas aparentes.

A gravidade dos sintomas pode variar dependendo da extensão e localização do dano ao nervo. O tempo de remissão pode variar de cerca de uma semana a muitos anos.

Durante a fase de remissão, a doença não mostrará sinais de progressão.

Esclerose múltipla progressiva primária – EMPP

É um tipo menos comum de EM  e ocorre mais comumente após os 40 anos de idade.

Pessoas com EMPP, apresentam sintomas que pioram gradualmente com o tempo. Os portadores, podem não ter ataques ou início súbito dos sintomas, mas tendem a apresentar sintomas ao longo da vida sem recuperação ou remissão. A gravidade desses sintomas pode variar.

Alguns tratamentos para EMRR são menos eficazes no tratamento dos sintomas de EMPP.

Escleros Múltipla progressiva secundária

Depois de viver com EMRR por muitos anos, a doença pode eventualmente progredir para esclerose múltipla secundária.

Quando isso ocorre, os sintomas se tornam gradualmente mais graves, sem qualquer distinção adicional entre ataques e remissão.

Categorizando a Esclerose múltipla

Pode-se categorizar a EM de maneiras diferentes para ajudar a entender como a doença age no corpo. Essas classificações incluem:

  • Ativo:um momento que inclui ataques e novas evidências de que a doença está progredindo.
  • Inativo:período durante o qual o portador está estável e não há evidências aparentes de que a doença está progredindo.
  • Piora:Aumento confirmado e notável da deficiência do portador após uma recaída.
  • Não piora:a pessoa teve uma recaída, mas não mostra sinais novos ou mais graves de deficiência.

Sintomas de esclerose múltipla

A EM afeta cada indivíduo de maneira diferente, de modo que a progressão da doença e seus sintomas podem ser imprevisíveis, mesmo para quem já está com a doença há algum tempo.

A incidência dos sintomas iniciais em ordem decrescente de frequência é (1) fraqueza motora, (2) neurite retrobulbar, (3) parestesia, (4) marcha instável, (5) visão dupla, (6) vertigem, e (7) distúrbio da micção.

Os sintomas da EM podem incluir:

  • Dor
  • fadiga
  • sensação de formigamento ou queimação no corpo
  • problemas de visão, como visão turva ou perda de visão
  • problemas de atenção e memória
  • tontura
  • dificuldade em andar
  • depressão
  • problemas com pensamento ou memória

Sintomas menos comuns também podem aparecer, como:

  • problemas de fala
  • enxaqueca
  • tremores corporais
  • perda de audição
  • prurido (coceira) sem origem conhecida

Com o tempo, sintomas secundários podem se desenvolver, como:

  • problemas de bexiga e intestinos
  • dificuldade para respirar
  • osteoporose
  • fraqueza muscular
  • dificuldade em engolir

A EM também pode ter um impacto no bem-estar mental e social do portador e em sua capacidade de trabalhar.

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