A fibrilação atrial é caracterizada pela presença de  ritmo cardíaco anormal, também conhecido como arritmia. O fluxo sanguíneo das câmaras superiores do coração para as câmaras inferiores varia de batimento para batimento, e o coração não consegue bombear sangue para o resto do corpo com eficiência. A fibrilação atrial (FA) é uma taquiarritmia com alta prevalência. Pode apresentar elevada morbimortalidade, decorrente do comprometimento hemodinâmico, da cardiomiopatia originada pela taquicardia e pela ocorrência de fenômenos tromboembólicos.

A idade é um fator de risco importante para o desenvolvimento deste distúrbio. De acordo com estatísticas, 9% das pessoas com mais de 65 anos têm fibrilação atrial nos EUA, e apenas 2% com menos de 65 anos o têm.

O batimento cardíaco começa geralmente no átrio direito, na câmara superior direita do coração. No entanto, as pessoas com fibrilação atrial apresentam batimentos cardíacos que se iniciam a partir de vários pontos, o que significa que ambos os átrios e os ventrículos, ou câmaras inferiores, podem pulsar em seu próprio ritmo.

A arritmia pode ou não produzir sintomas. Reconhecer e tratar este agravo no início pode prevenir as chances de complicações.

Sintomas

O portador pode não apresentar sintomas, mas se ocorrer podem ser intermitentes. Entre eles:

Palpitações, ou a sensação de batimento cardíaco irregular

Falta de ar, particularmente quando deitado

Dor ou pressão no peito

Hipotensão arterial ( pressão baixa)

Tonturas e desmaios

Portadores que não apresentam são mais propensos a complicações decorrentes deste agravo como Acidente Vascular Encefálico (Derrame) e Insuficiência cardíaca.

Complicações

Coágulos de sangue

O sangue pode acumular-se nos átrios se o coração não estiver batendo regularmente. Coágulos sanguíneos podem se formar nas poças de sangue.

Um segmento de um coágulo, – embolia –  pode se romper e se mover para diferentes partes do corpo através da corrente sanguínea e causar bloqueios.

Um êmbolo pode restringir o fluxo sanguíneo para os rins, intestino, baço, cérebro ou pulmões. Um coágulo de sangue pode ser fatal.

Acidente vascular encefálico

Um acidente vascular cerebral ocorre quando um êmbolo bloqueia uma artéria no cérebro e reduz ou interrompe o fluxo sanguíneo para parte do cérebro.

Os sintomas de um derrame variam dependendo da parte do cérebro em que ocorre. Eles podem incluir fraqueza em um lado do corpo, confusão e distúrbios de visão, bem como dificuldades de fala e movimento.

Insuficiência cardíaca

A fibrilação atrial pode levar à insuficiência cardíaca, especialmente quando a frequência cardíaca é alta. Quando a frequência cardíaca é irregular, a quantidade de sangue que flui dos átrios para os ventrículos varia para cada batimento cardíaco.

Os ventrículos podem, portanto, não se encher antes de um batimento cardíaco. O coração não consegue bombear sangue suficiente para o corpo, e a quantidade de sangue que deveria circular pelo corpo se acumula nos pulmões e em outras áreas.

Problemas cognitivos

Um estudo no Journal of American Heart Association encontrou evidencias que  pessoas com fibrilação atrial tem maior risco de desenvolver alterações cognitivas como demência devido a  redução do fluxo sanguíneo no cérebro.

Fatores de risco

Idade  quanto mais velha uma pessoa, maior o risco de desenvolver fibrilação atrial.

Hipertensão a longo prazo aumenta o risco de fibrilação atrial.

Embolia pulmonar  um coágulo de sangue no pulmão aumenta o risco Doenças cardíacas tais como: doença valvular cardíaca, insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana, infarto.

Consumo excessivo de álcool: Indivíduos que consomem mais de dois drinques por dia diariamente têm risco aumentado de fibrilação atrial.

A história familiar da doença aumenta o risco de contrair a doença.

Outras condições crônicas: distúrbios da tireoide, asma entre outros, podem contribuir para o risco de fibrilação atrial.

Apneia do sono

Risco aumentado após a cirurgia cardíaca.

Fonte:

MARATIA, Claudia et al. Fatores preditivos de reversão a ritmo sinusal após intervenção na valva mitral em pacientes com fibrilação atrial crônica. Brazilian Journal of Cardiovascular Surgery, v. 12, n. 1, p. 17-23, 1997.

LIMA, M. A. V. B. et al. Fibrilação atrial e flutter após operação de revascularização do miocárdio: fatores de risco e resultados. Rev Bras Cir Cardiovasc, v. 16, n. 3, p. 244-50, 2001.

JUSTO, Fernanda Augusto; SILVA, Ana Flávia Garcia. Aspectos epidemiológicos da fibrilação atrial. Revista de Medicina, v. 93, n. 1, p. 1-13, 2014.

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